Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 3 de maio de 2021

UCCLA - Apresentação do livro “Literatura e Cultura em Tempos de Pandemia

No âmbito da parceria da UCCLA com o Festival Lisboa 5L - Festival Literário de Lisboa, o Centro Nacional de Cultura vai acolher no dia 6 de maio, pelas 17h30, a apresentação do livro AA.VV. “Literatura e Cultura em Tempos de Pandemia”, uma edição da UCCLA e com distribuição da Guerra e Paz Editores.

Poderá acompanhar a apresentação, online, através da página do Facebook da UCCLA em:

https://www.facebook.com/UniaodasCidadesCapitaisLinguaPortuguesa/

Na ocasião irão intervir:

- Vítor Ramalho, Secretário-geral da UCCLA;

- Manuel Fonseca, Guerra e Paz Editores;

- Rui Lourido, coordenador cultural da UCCLA;

- Goretti Pina, poetisa de São Tomé e Príncipe em representação dos 75 autores.

Festival Lisboa 5L

Livro “Literatura e Cultura em Tempos de Pandemia”

No final de março de 2020 - e numa altura em que todos estávamos vulneráveis com o aparecimento da Covid-19 e com esperança de melhores dias - a UCCLA lançou o desafio aos escritores e agentes culturais de todos os países de Língua Oficial Portuguesa para refletirem sobre a “Literatura e Cultura em tempos de pandemia”. O desafio consistia na elaboração de textos (em prosa ou poesia) que refletissem a forma como a pandemia estava a condicionar a vida de todos, de uma forma geral.

Este livro é, assim, o resultado das contribuições de 75 autores, a quem a UCCLA muito agradece. Aceitaram o nosso desafio laureados com o Prémio Camões, como Mia Couto ou Germano Almeida, assim como escritores que começam a afirmar-se no domínio das letras. Foram, no total, 40 escritores e 35 escritoras, naturais dos países de língua oficial portuguesa, a que se juntaram escritores da Galiza e de Olivença (Espanha), Goa (Índia) e Macau (China).

Uma edição da UCCLA, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, e com a chancela da Guerra e Paz Editores.

De entre as várias contribuições dos diversos autores, destacamos a mensagem de Manuel Alegre, uma mensagem de esperança na capacidade de resistência à pandemia, no poema que nos oferece, Lisboa Ainda:

“Lisboa ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços

não tem risos nem esplanadas

não tem passos

nem raparigas e rapazes de mãos dadas

tem praças cheias de ninguém

ainda tem sol mas não tem

nem gaivota de Amália nem canoa

sem restaurantes sem bares nem cinemas

ainda é fado ainda é poemas

fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa

cidade aberta

ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste

e em cada rua deserta

ainda resiste.”

 

Manuel Alegre

20 de março de 2020


terça-feira, 13 de abril de 2021

Lusofonia - Livro junta 75 escritores lusófonos sobre a pandemia para promover português

Lisboa – Um livro que junta 75 escritores lusófonos sobre a covid-19 e a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, são iniciativas do plano da comissão temática para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, hoje apresentado.

O novo plano “tem iniciativas que vão de África ao Brasil, grande pólo de difusão da língua portuguesa, naturalmente, pelo seu peso demográfico, mas também à Ásia, que tem na ponta do continente a China, e onde fica Macau, com mais de 500 anos de utilização e promoção da língua portuguesa”, afirmou hoje Rui Lourido, o novo coordenador da comissão temática para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O organismo é coordenado desde Janeiro pela UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, e integra 14 instituições, todas com estatuto de observadores consultivos da CPLP.

“A China é dos países que, não tendo como língua-mãe o português, é neste momento aquele que é o mais responsável, em maior quantidade, pela promoção de professores e de técnicos tradutores da língua portuguesa no mundo”, salientou Rui Lourido, que fez uma apresentação muito genérica do plano de promoção da língua portuguesa, durante o primeiro de um ciclo de debates, que se iniciou hoje, no âmbito das comemorações do 5 de Maio – Dia Mundial da Língua Portuguesa e Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP.

Segundo o responsável da comissão, as iniciativas do novo plano “são também, do ponto de vista tipológico, altamente abrangentes e diversificadas” e vão desde encontros literários, conferências, projectos literários, como a construção, em livro, das reacções de 75 escritores do mundo da língua portuguesa à pandemia de covid-19″, e que a UCCLA lançará em 5 de Maio.

O livro, com o título “Literatura e cultura em tempos de pandemia”, é editado pela UCCLA, com distribuição da editora Guerra e Paz.

Outro dos destaques é a reabertura do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que está prevista para Julho, depois de ter sido atingido por um grande incêndio que destruiu as instalações, em Dezembro de 2015.

Prémios literários, bibliotecas, digitais e físicas, cursos de língua portuguesa nos vários territórios, fazem também parte do plano.

‘A língua vai ao comércio local’, iniciativa da câmara da cidade espanhola de Olivença, que está a ser implementada junto de lojas e mercados locais, bem como exposições e feiras do livro, concertos, bailados, teatros e recitais de poesia, oficinas lúdico-didáticas e ciclos de cinema, programas de rádio e festivais contam também com apoios do plano.

O plano para 2021 tem “abrangência temporal, com iniciativas que ficarão permanentemente ao dispor de todos, nomeadamente as bibliotecas digitais ou as plataformas on-line, onde se realizam actividades, mas tem também outras temporárias, conferências e debates”, adiantou o, também, coordenador cultural da UCCLA.

Do ponto de vista geográfico, são envolvidos Brasil, Macau, Cabo Verde, Espanha, Guiné-Bissau, Índia, Portugal e Timor-Leste, disse.

Porém, ressalvou, “este é um plano de trabalho em desenvolvimento”, e a ideia é chegar “a outros locais e outras geografias, se não em 2021, em 2022, durante o biénio” em que a UCCLA será coordenadora da comissão.

O ciclo de debates que hoje arrancou, da iniciativa da CPLP, tem como tema a “Promoção e difusão da língua portuguesa: Estratégias globais e políticas nacionais” e conta com quatro sessões em formatos presencial e online, com a apresentação de painéis e discussão em mesas-redondas, nos quais participam representantes dos Estados-membros, dos observadores associados e consultivos daquela organização e outras instituições da sociedade civil.

O 5 de Maio foi instituído como Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP pela XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, em 20 de Julho de 2009.

Na sua intervenção de hoje, Rui Lourido considerou “uma honra poder juntar a qualidade académica de uns e técnica e cultural e literária de outros na promoção da língua comum”, referindo-se às 14 instituições que compõem a comissão, criada em 2013.

Rui Lourido aproveitou ainda a ocasião para anunciar que a UCCLA vai apresentar, a 5 de Maio, o resultado do prémio Novos Talentos em Língua Portuguesa, já na sua sexta edição, que contou com a concorrência de 700 obras de autores residentes em 21 países.

A UCCLA sucedeu na coordenação da comissão à Fundação Calouste Gulbenkian.

A CPLP conta com nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. In “Inforpress” – Cabo Verde com “Lusa”