Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Portugal - Cursos Internacionais de Música Antiga regressam a Idanha-a-Velha

Atividades dirigidas a estudantes de música e entusiastas pela área da música antiga, e também concertos, fazem parte do programa dos Cursos Internacionais de Música Antiga que Idanha-a-Velha recebe de segunda-feira ao dia 02 de setembro


“Do programa fazem parte atividades dirigidas a estudantes de música e entusiastas pela área da Música Antiga e também concertos abertos ao público em geral”, referiu, em comunicado, o município de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

Após uma edição realizada na cidade italiana de Pesaro, também reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa na área da Música, no regresso a Idanha-a-Nova a temática da programação dos CIMA centra-se no Grand Siècle da música francesa, ou seja, na música produzida em França, nos séculos XVII e XVIII, durante o reinado de Luís XIV, o “Rei Sol”.

Durante a semana e em vários locais de Idanha-a-Velha, naquele concelho, realizam-se diversas atividades no âmbito da música antiga, entre as quais projetos de Música de Câmara, sessões de improvisação histórica e terapia com equinos orientada por Davide Monti (Helicona Project) e ‘masterclasses’ conduzidas por Lorenzo Colitto (violino e Orquestra Barroca), Giovanni Columbro (flauta travessa), Maria Cleary (harpa), Hugues Kesteman (fagote barroco) e João Janeiro (cravo, baixo contínuo).

Estão ainda previstos dois concertos abertos à população e ao público em geral: o concerto de professores, no dia 30, e o concerto de encerramento dos cursos, no dia 02 de setembro, ambos às 21:30, na Sé de Idanha-a-Velha.

A entrada para estes eventos é gratuita e limitada à lotação.

Os Cursos Internacionais de Música Antiga são promovidos pela MAAC – Música Antiga Associação Cultural e contam com o apoio do município de Idanha-a-Nova, Instituto Politécnico de Castelo Branco e do Centro Cultural Raiano. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Portugal - Idanha-a-Velha tem o batistério mais antigo da Península Ibérica

A Universidade de Coimbra anunciou esta semana que uma equipa de investigadores das Universidades de Coimbra, de Vigo e da Corunha publicou um estudo que revela a data de construção dos dois batistérios de Idanha-a-Velha, identificando um deles como o mais antigo que se conhece na Península Ibérica



A Universidade de Coimbra anunciou esta semana que uma equipa de investigadores das Universidades de Coimbra, de Vigo e da Corunha publicou um estudo que revela a data de construção dos dois batistérios de Idanha-a-Velha, identificando um deles como o mais antigo que se conhece na Península Ibérica.

Segundo informação a que o Diário Digital teve acesso, com base em análises físico-químicas e arqueológicas, foi possível situar a construção de uma das piscinas batismais na segunda metade do século IV, quando o território pertencia ao Império Romano. O batistério é, até agora, “o mais antigo que se conhece na Península Ibérica, sendo um dos sinais mais recuados e importantes da presença do cristianismo no território atualmente português”, explica Pedro C. Carvalho, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

O estudo foi realizado no âmbito do projeto de investigação arqueológica Igaedis, atualmente em curso na aldeia histórica de Idanha-a-Velha, liderado por investigadores da Universidade de Coimbra e da Universidade Nova de Lisboa e enquadra-se num protocolo estabelecido entre essas universidades, o Município de Idanha-a-Nova e a Direção Regional de Cultura do Centro. O artigo foi publicado na revista Archaeological and Anthropological Sciences.

Construídos junto das primeiras igrejas, os batistérios eram espaços onde se ministrava o sacramento do batismo por imersão, antecedendo as pias batismais que surgiram posteriormente, na Idade Média, mais concretamente no século XI. Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia, foi sede episcopal durante o período suevo-visigótico, nos séculos V a VII, sendo um dos mais notáveis sítios arqueológicos portugueses. In “Diário Digital Castelo Branco” - Portugal