Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Portugal – Autarquia recria histórica batalha de Castelo Rodrigo

A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, no distrito da Guarda, vai promover, de 07 a 10 de Julho, a Recriação Histórica da Batalha de Castelo Rodrigo, que foi travada em 1664. Segundo a autarquia, dada a “relevância histórica e cultural” da batalha que foi travada em 07 de Julho de 1664, serão realizadas diversas iniciativas ao longo dos quatro dias do evento.

O programa evocativo da efeméride inclui a recriação da batalha final na aldeia de Mata de Lobos, cortejos pelas ruas da Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo, espectáculos com músicas e danças seiscentistas e o milagre de Nossa Senhora de Aguiar, entre outras iniciativas.

A batalha de Castelo Rodrigo foi “uma das mais importantes batalhas da Guerra da Restauração da Independência” e opôs “os militares lusitanos, comandada por Pedro Jacques de Magalhães, às forças espanholas, culminando com uma importante vitória portuguesa”, lembra a Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo em comunicado hoje divulgado.

O presidente do município, Carlos Condesso, citado na nota, refere que o objectivo da recriação histórica “passa por oferecer à população e visitantes a possibilidade de regressarem ao passado, revivendo da forma mais genuína a grandeza e a importância desta batalha a nível nacional”.

Carlos Condesso refere, ainda, que a celebração quer “envolver os cidadãos nas diversas actividades, como participantes ou espectadores, aproveitando os cenários idílicos de Castelo Rodrigo e Mata de Lobos” para homenagear os antepassados e “esta importantíssima vitória que ajudou a definir o futuro de Portugal”.

Com a finalidade de “retratar autenticamente o ambiente vivido naquele conturbado período seiscentista”, a autarquia tem abertas as inscrições, até ao dia 24 de Junho, para todas as associações, mercadores, artífices, artesãos ou outros artistas que queiram participar na comemoração.

Ataque pela Beira

A Guerra da Restauração desenvolveu-se quase completamente no Alentejo onde se registaram importantes embates como a Batalha das Linhas de Elvas, a Batalha do Ameixial e a Montes Claros.

Mal sucedidos no Alentejo, e desejosos de vingar o saque da vila espanhola de Sobradillo pelas forças portuguesas sob o comando de Pedro Jacques de Magalhães, uma força espanhola de 5.000 homens sob o comando do duque de Ossuna, forçou a sua entrada em território português pela fronteira da Beira, tendo imposto cerco à vila de Castelo Rodrigo.

Na ocasião, o Castelo de Castelo Rodrigo encontrava-se guarnecido, , por uma pequena guarnição de apenas 150 homens. Avisado, Pedro Jacques de Magalhães reuniu à pressa o maior número de forças portuguesas disponíveis e acorreu em defesa de Castelo Rodrigo, mesmo assim em menor número que os atacantes.

A batalha final desferiu-se a 7 de Julho de 1664, no lugar da Salgadela, freguesia da Mata de Lobos, no termo do concelho (donde o nome alternativo por que é conhecida – batalha da Salgadela) e onde consta um padrão comemorativo.

Repelido o primeiro assalto, o comandante português, aproveitando o cansaço das tropas espanholas, contra-atacou, obrigando as forças espanholas à retirada.

A tradição local afirma que o duque de Ossuna e o próprio D. João de Áustria conseguiram escapar com vida disfarçados de frades, mas valiosos despojos permaneceram em mãos portuguesas, incluindo o arquivo do duque de Ossuna, com documentos do maior interesse histórico. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”

 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Portugal - Figueira de Castelo Rodrigo abre Plataforma de Ciência Aberta

A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo inaugurou uma Plataforma de Ciência Aberta, na aldeia de Barca d´Alva, para levar a ciência aos mais jovens

Barca d’Alva foi o local escolhido para instalar a Plataforma de Ciência Aberta, um projeto estruturante não só para o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, mas também para o distrito da Guarda, onde está inserido.

O projeto foi apelidado de observatório de astronomia e tem como objetivo promover o gosto pela ciência junto dos jovens de uma forma lúdica. Pedro Russo, astrofísico de renome internacional, referiu na inauguração do espaço que “este projeto tenta trazer a ciência, a tecnologia e a inovação a uma zona do país que muitas vezes está afastada”.

O cientista, nascido no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, recordou que os jovens daquela região estão a mais de duas e três horas de centros de ciência o objetivo da Plataforma de Ciência Aberta é alterar esse paradigma “e tentar mostrar que o que se faz em ciência e tecnologia pode ser feito por esta região e isso é um ponto importante”. “Fazemo-lo em Barca d’Alva e não na sede de concelho porque o potencial turístico de uma plataforma como esta é bastante grande. Nós queremos aproveitar para mostrar aos turistas que chegam a este país que Portugal não é só paisagem, não é só gastronomia, não é só história, que é única neste momento, mas é também ciência, tecnologia e inovação que são motores da economia”, explicou o astrofísico.

Por sua vez o presidente da Câmara afirmou que ter um projeto ligado à ciência em Figueira de Castelo Rodrigo “é de facto inovador, é diferenciador e tem uma potencialidade enorme”. “Muitas pessoas pensariam que era uma loucura fazer um projeto desta natureza, numa terra tão distante, quase junto à fronteira. Pois estes projetos têm essa finalidade. Fazer projetos desta natureza em zonas quase rurais, fronteiriças e despovoadas porquê? Porque a ciência pode chegar a todos, aos mais jovens, aos mais idosos, pode chegar a todos aqueles que se interessarem e pode ser uma forma de viragem e de incentivo aos mais jovens para despertar para novas realidades ligadas à ciência. Espero sinceramente que este projeto tenha sucesso e que naturalmente seja uma revolução não só para Barca d’Alva, mas para todo o concelho”, defendeu Paulo Langrouva.

Uma revolução em Figueira de Castelo Rodrigo

O presidente da Câmara disse ainda estar convencido que a Plataforma de Ciência Aberta “vai ser uma revolução neste concelho” e fez votos para que “haja cada vez mais visitantes, cada vez mais pessoas interessadas em vir ver aquilo que foi feito de um antigo edifício que era uma escola, estava já na sua génese a educação, e que curiosamente vamos manter com a finalidade educativa”.

Presente na inauguração, o ministro da Economia elogiou o presidente da câmara de Figueira de Castelo Rodrigo ao referir que este projeto “mostra acima de tudo que o dinamismo e determinação de um presidente da câmara pode fazer a diferença”. “Fazer a diferença marcando espaços, levando-os à frente com determinação e criando novas razões, novas centralidades em espaços de baixa densidade, remotos, como muitas vezes dizem”, elogiou Manuel Caldeira Cabral.

Na expectativa de resultados, o governante acrescentou que a Plataforma de Ciência Aberta “está completamente dentro do que temos feito com o Turismo de Portugal, mas está também muito em linha com o que o governo está a fazer com a estrutura de missão para o desenvolvimento do interior”. “O que queremos é desenvolver, é criar polos de dinamismo e mostrar às pessoas que há um outro Portugal, um Portugal interessante e mostrar isso aos portugueses é um enorme ganho”, concluiu.

A Plataforma de Ciência Aberta está direcionada para os alunos das escolas mas também para a investigação internacional, através da associação a investigadores de renome internacional, como o próprio Pedro Russo, investigador mundial na área da astrofísica, que está ligado à Universidade de Leiden, na Holanda. A Plataforma de Ciência Aberta está inserida na rede internacional Open Science Centre e "pretende aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação à sociedade, nomeadamente em regiões fronteiriças e de baixa densidade populacional", segundo os promotores.

Na cerimónia de inauguração marcaram presença investigadores e personalidades vindos de França, da Itália, da Alemanha, do Reino Unido e da Holanda. In “Mundo Português” - Portugal