Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 8 de janeiro de 2022

São Tomé e Príncipe - Prorroga estado de calamidade e proíbe discotecas para combater a covid-19

O Governo são-tomense prorrogou a situação de calamidade até 31 de janeiro, com proibição de funcionamento de discotecas, “em virtude da presença da variante Ómicron” que tem provocado “a elevada taxa de contágio” de covid-19 no país.

No que toca às aulas presenciais, o Governo decidiu “manter as escolas abertas, respeitando o uso obrigatório de máscaras e todas as medidas sanitárias gerais, em virtude da campanha de vacinação para os adolescentes dos 12 aos 17 anos, que começará no dia 17 de janeiro”.

A decisão saiu do Conselho de Ministros, realizado na quinta-feira, que “analisou a situação epidemiológica no país, com a constatação do aumento exponencial dos casos positivos”.

O Governo declarou também “confinamento domiciliar obrigatório para pessoas com resultado de teste de covid-19 positivo e dos contactos, como forma de diminuir o risco de contágio” e manteve a “obrigação de uso correto de máscara nos espaços fechados, recintos escolares e nas viaturas públicas e privadas” a partir dos 10 anos.

Mantém-se a “proibição de realização de procissões” religiosas, estando autorizadas apenas a “realização de missas e cultos, com ocupação de 50% da capacidade de lotação das igrejas ou templos, respeitando as regras gerais sanitárias”.

A mesma condição é imposta em caso de “realização de palestras e reuniões, em espaços fechados” bem como para a “realização de festas de batizados e casamentos” que não devem ter mais de 75 convidados sujeitos a “apresentação do certificado de vacinação completa para todos os participantes ou teste de antigénio negativo”.

Festivais musicais e de festas públicas estão proibidos, segundo o comunicado do Governo, que autoriza “visitas aos lares de idosos, centros de acolhimento e estabelecimentos prisionais apenas para as pessoas que tenham o certificado de vacinação completa ou teste de antigénio negativo”.

No campo desportivo, é conferida a “permissão para a prática de desportos coletivos, apenas para as competições profissionais oficiais, com ocupação de 1/3 da capacidade de lotação dos campos cercados ou pavilhões com a obrigação de apresentação do certificado de vacinação completa, para os atletas, membros das equipas técnicas, árbitros, equipas de segurança, jornalistas e público”.

Para entrar em São Tomé e Príncipe mantém-se a “obrigatoriedade de apresentação de teste RT-PCR negativo” realizado até 72 horas antes da data de chegada.

“No caso das viagens entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe é obrigatório a realização dos testes rápidos nos dois sentidos, efetuados até 48 horas antes da data de partida para as pessoas que não têm o certificado de vacinação completa,” lê-se no documento.

O Governo deixou ainda “um veemente apelo para que toda a população elegível exerça a sua cidadania ativa e se vacine contra a covid-19”, reafirmando que “há vários lotes de vacinas disponíveis no país, com a garantida de qualidade e segurança, testadas e certificadas por organismos internacionais competentes”.

Na quinta-feira o Governo são-tomense confirmou que a variante Ómicron do novo coronavírus circula no país desde dezembro, estando na base do aumento exponencial de casos que atingiu o recorde de 117 novas infeções e causou três mortes nesta semana.

“Estamos a confrontar-nos com um aumento vertiginoso do número de casos na sociedade de uma forma geral e muito em particular nos profissionais de saúde nas diferentes especialidades de intervenção sanitária”, afirmou hoje o ministro da Saúde, Edgar Neves.

O governante não especificou o número de profissionais de saúde que estão infetados, mas garantiu que o Governo está a “erguer forças, mobilizar recursos, melhorar a organização” para “responder a esta pandemia sem entrar em pânico”.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países. In “Mundo Lusíada” - Brasil

 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

São Tomé e Príncipe – Declarado o “Estado de Calamidade” devido a fortes chuvas

São Tomé – Uma ponte que dá acesso ao Aeroporto Internacional de São Tomé, sofreu uma cratera, nesta manhã, como consequência do mau tempo que fustigou o país nas últimas 24 horas.

Fontes disseram a STP-Press que, para tentar encontrar a solução para este incidente, já se encontram no local o ministro das Infraestruturas, Osvaldo d’Abreu e alguns colaboradores, a fim de encontrar uma solução rápida para o problema.

A cratera na ponte em causa, localizada a alguns metros de uma instalação turística, inviabiliza a circulação para a cidade capital e vice-versa das populações de comunidades das Praias Emília, Lagarto, Nazaré, Francesa, Cruz, Gambôa e Loxinga.

As chuvas ininterruptas de quarta-feira, causaram até ao momento duas mortes, alguns desaparecidos, desabamento de pontes no extremo norte da ilha de São Tomé, e várias estradas foram igualmente danificadas.

Face à situação catastrófica o Primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus declarou “o Estado de Calamidade” no país, assim como accionou um fundo especial para mitigar os danos, nomeadamente, às vítimas desta intempérie.

De acordo com Aristones Nascimento, Director do Instituto Nacional de Meteorologia disse que este registo pluviométrico não acontecia há mais de 30 anos no país e não afasta a hipótese de se continuar a registar chuvas nos próximos dias.

A propósito, o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, lançou um apelo de solidariedade para com as vítimas deste desastre natural.

Apelo de Vila Nova, segue-se às visitas de “contacto” às diversas localidades afectadas pela intempérie, nomeadamente, em Água Grande, distrito que aloja a cidade capital de São Tomé e Príncipe, cidade de São Tomé e a Lembá, distrito do extremo norte onde se registou os maiores danos materiais.

A STP-Press soube que em Mé-Zóchi, na zona centro e em Cantagalo, também se registaram situações de desabamento de terra que inviabilizaram a circulação de pessoas e bens. Manuel Dênde – São Tomé e Príncipe in “STP-Press”

 

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Guiné-Bissau - Declara estado de calamidade após aumento de casos de Covid-19

O Governo da Guiné-Bissau decidiu declarar o estado de calamidade nos próximos 30 dias, devido ao aumento de casos de covid-19 e de vítimas mortais no país, refere um decreto divulgado segunda-feira.

“O presente diploma declara o estado de calamidade na saúde pública causado pelo novo coronavírus, conhecido por SARS-CoV-2, e estabelece, em consequência, medidas excecionais, temporárias e restritivas de alguns direitos, liberdade e garantias e as regras de funcionamento de serviços públicos e privados, no âmbito da prevenção e combate à pandemia”, refere o decreto.

O Governo guineense tinha diminuído o nível de prevenção, para estado de alerta, há vários meses, mas a Guiné-Bissau está a viver uma terceira vaga da pandemia.

Segundo os dados divulgado hoje pelo Alto Comissariado para a Covid-19, organismo responsável pelo combate à doença no país, na última semana foram registados 219 casos positivos e três vítimas mortais.

“A taxa de positividade desde a última declaração do estado de alerta no final de julho saiu de 5,3% para 12,5%, ou seja, mais do dobro”, refere o decreto do Governo.

O decreto, que salienta que as medidas são aplicadas a cidadãos guineenses e estrangeiros a viver no país, estabelece que o estado de calamidade é aplicado até 08 de setembro, quando a situação no país voltará a ser analisada.

O decreto não impõe restrições à liberdade de circulação de pessoas, mas mantém o uso obrigatório de máscara para circular na via pública e para entrar em estabelecimentos públicos e comerciais e andar nos transportes públicos.

O Governo salienta que continua preocupado com “falta de capacidade para impor a observância das regras pelas autoridades do país, em especial, as polícias” e com a “manifesta falta de consciência dos riscos e até de aceitação da existência de covid-19 no país”.

Segundo o Governo, a situação é “agravada pelo nível de desinformação da população, que continua alarmante” e condiciona os cidadãos a cumprirem com as medidas de prevenção.

A covid-19 provocou pelo menos 4332323 mortes em todo o mundo, entre mais de 205,1milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da Worldometers.

Segundo os dados para a Guiné-Bissau da Worldometers o país tem neste momento 4864 infetados e 80 vítimas mortais, tendo 4228 recuperados da infeção, estando entre os casos ativos, 4 em situação crítica. In “Mundo Lusíada” com “Lusa” e “Baía da Lusofonia”