Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Egipto – Canal do Suez uma história com 150 anos

O Canal do Suez que une o Mediterrâneo e o Mar Vermelho teve uma história agitada, repleta de guerras. O canal como hoje se conhece foi oficialmente inaugurado em 17 de novembro de 1869



No século XIX antes da nossa era, um primeiro canal foi escavado entre o Golfo de Suez e o delta do Nilo, sob o reinado de Sesóstris III. Foi utilizado, com interrupções, até que, no século VIII da nossa era, foi abandonado pelo alto custo da dragagem contínua.

A partir do século XVI, o projeto volta a ser estudado, sucessivamente pelos venezianos, os sábios que acompanharam Napoleão Bonaparte na sua expedição ao Egito, ou pelos adeptos do industrialismo.

Em 1854, a ascensão de Said Pacha ao trono de vice-rei do Egito dá um novo impulso ao projeto.

Dez anos de obras

Em 30 de novembro de 1854, Said Pacha assina uma concessão de 99 anos, autorizando o diplomata francês Ferdinand de Lesseps, seu ex-professor de hipismo, a cavar o canal no istmo de Suez.

No ano seguinte, o francês funda a Companhia de Suez. Apoiado por Napoleão III e pela imperatriz Eugênia, consegue captar por assinatura mais da metade do capital necessário. O vice-rei compra a outra metade das ações.

De acordo com especialistas, milhares de operários morreram durante a construção.

Com 154 quilómetros de extensão, o Canal do Suez "não é prerrogativa de uma nação: deve o seu nascimento e pertence a uma aspiração da humanidade", afirmou Lesseps em 1864, quatro mil anos depois dos primeiros projetos imaginados pelos faraós.

O canal foi oficialmente inaugurado em 17 de novembro de 1869 pela imperatriz Eugénia, após dez anos de obras.



Um assunto franco-britânico

Em 1875, o vice-rei Ismail Pacha, muito endividado, vende as suas ações ao governo britânico. Cinco anos depois, vende ao Crédit Foncier da França a participação nos lucros. A Companhia de Suez, cuja vocação era originalmente universal, transforma-se, assim, num assunto franco-britânico.

Em 1888, um tratado outorga ao canal o estatuto internacional. Pode ser utilizado por todos os barcos sem exceção, em tempos de guerra e paz, embora isso nem sempre seja respeitado.

Nasser nacionaliza o canal

Em 26 de julho de 1956, o então presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser, nacionaliza a Companhia do Canal do Suez para financiar a construção da barragem de Assuão, no sul do país, após a recusa dos Estados Unidos em conceder um empréstimo.

Em 29 de outubro, Israel ataca o Egito na península do Sinai em virtude de um acordo secreto assinado com Paris e Londres, principais acionistas da Companhia.

Dois dias depois, bombardeios franco-britânicos destroem parte da aviação egípcia. A ofensiva dura uma semana.

Em 3 de novembro, o Egito obstrui o canal ao afundar navios.

No dia 6, sob pressão dos Estados Unidos e da URSS, Londres anuncia um cessar-fogo, seguido por Paris. Moscovo ameaça de forma velada usar uma arma nuclear, e Washington, de deixar a libra esterlina afundar.

O Canal do Suez, agora egípcio, reabre para navegação em 29 de março de 1957.

Oito anos fechado

Em junho de 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, o Exército israelita entrou no Sinai e iniciou a ocupação do lado oriental do canal, que foi fechado à navegação.

Em 6 de outubro de 1973, explode o conflito israel-árabe. Os egípcios surpreendem os israelitas e passam pelo Canal do Suez. Uma semana depois, é Israel que passa no sentido inverso.

Os capacetes azuis da ONU são mobilizados para o local. Os dois lados voltam a passar para o controle egípcio em fevereiro de 1974, graças a um acordo entre os dois países beligerantes.

Após 15 meses de obras de desminagem, o Canal do Suez volta a abrir em 5 de junho de 1975.



Modernização

Com o tratado de paz, a história do Canal apazigua a partir de 1975.

O canal cresce e moderniza-se progressivamente. Em agosto de 2015, o presidente Al-Sissi inaugura uma ampliação que permitirá duplicar o tráfego em 2023.

Na atualidade o canal, continuamente transformado e ampliado para receber navios cada vez maiores, é um ativo económico importante (com milhares de milhões de dólares de receita por ano) através do qual passa aproximadamente 10% do comércio marítimo internacional.

Localizado na orla do Sinai, é cenário de gigantescas medidas de segurança pelo Exército egípcio, que combate desde 2013 uma insurreição jihadista no norte dessa península.

"Cada um escreve a história da sua maneira"

O atual presidente, Abdel Fattah al-Sissi, inaugurou o "novo Canal do Suez" com pompa em 2015 - uma duplicação de parte da via fluvial -, mas não está planeada uma grande celebração para os 150 anos.

As festas, os banquetes e desfiles equestres da inauguração de 1869 ficaram nos livros de história. Este ano predominam a discrição e a austeridade.

No Egito e em França, foi lançado um selo postal com a efígie de Lesseps. Em 13 de novembro, aconteceu um simpósio sobre o canal como "lugar de memória" na biblioteca de Alexandria.

Um museu do canal também está programado para abrir em Ismailia, nas instalações históricas da Companhia do Canal do Suez, mas os trabalhos ainda não terminaram. In “Sapo” – Portugal com “MadreMedia / AFP”

domingo, 30 de dezembro de 2018

Egipto - Canal de Suez prolonga descontos a petroleiros em 2019

Um ano difícil para os petroleiros contribuiu para que os responsáveis pela gestão do Canal de Suez ajudassem esse segmento e simultaneamente reforçassem a competitividade daquela via, mantendo descontos nas portagens para o próximo ano



A Autoridade do Canal de Suez (ACS) prolongou os descontos aplicáveis a petroleiros que cruzam o canal por mais um ano para atrair mais navios a passarem por aquela via, refere o World Maritime News, acrescentando que a ACS tomou a decisão em função de mudanças em curso no mercado global do transporte marítimo e na economia mundial.

De acordo com o jornal, a circular 1/2018 da ACS relativa a petroleiros provenientes de portos do Golfo dos Estados Unidos, Caraíbas e América Latina e com destino a portos asiáticos permanecerá em vigor de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2019.

Desse modo, os petroleiros com origem ou destino em portos do Golfo dos Estados Unidos e Caraíbas e origem ou destino na costa ocidental do sub-continente indiano (de Carachi a Cochim) terão um desconto de 50% sobre as portagens habituais de passagem pelo Canal de Suez. Adicionalmente, os petroleiros com origem ou destino em portos a leste do porto de Cochim terão uma redução de 75%.

Já os navios com origem ou destino em portos da América Latina desde a Colômbia portos mais a sul e origem e destino em portos entre Carachi e portos mais a leste terão uma redução de 75% nas portagens do Canal de Suez.

Uma análise da consultora Gibson, citada pelo mesmo jornal, ajuda a perceber esta medida. Segundo a Gibson, 2018 foi um ano difícil para os navios tanque, com as tarifas dos fretes a tocarem mínimos no terceiro trimestre, mas antecipando alguma recuperação há muito aguardada.

A Gibson nota que os armadores, para aliviarem a pressão sobre as tarifas, destinando navios tanque à reciclagem, na qual se verificaram, aliás, preços atractivos. Este foi o ano com maior número de desmantelamentos de navios tanque dos últimos 15, com mais de 150 desses navios desmantelados acima das 25 mil toneladas de porte bruto. Além disso, verificou-se um abrandamento do lado da oferta de novos navios, com 25% das entregas previstas para 2018 deferidas para o próximo ano e um dos mais baixos níveis de investimentos em novos navios da última década. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sábado, 17 de setembro de 2016

Panamá - Canal recusa guerra de preços com o Suez

“Quando estávamos quase a inaugurar a nossa expansão, o Suez começou com um desconto de 35%. Mais tarde, aumentou o desconto para 50% e a informação mais recente é de que baixaram os preços até 65%. Nós não vamos entrar numa guerra de preços”, garantiu, citado pela “EFE”, o administrador da Autoridade do Canal do Panamá, Jorge Luis Quijano.

Quijano reconheceu, porém, que o Canal do Panamá perde 600 mil dólares (533 mil euros) por cada porta-contentores que opta pelo Suez. De acordo com o mesmo responsável, por causa dos descontos oferecidos, vários navios estão a optar pelo Canal do Suez no retorno da Costa Leste dos EUA para a Ásia.

Desde a abertura do Canal do Panamá expandido, no passado dia 26 de Junho, os navios que ali passaram pagaram um total de 80 milhões de dólares (71,2 milhões de euros) de portagens, segundo a mesma fonte.

As companhias de transporte marítimo alinham um total de 94 250 TEU de capacidade nos 14 serviços que passam pelo Canal do Panamá entre a Ásia e América do Norte, contra os 105 982 nos 12 serviços que passam pelo Canal do Suez, indicam os dados da Blue Water Reporting.

O canal egípcio pode receber navios de até 22 500 TEU, contra os 14 000 TEU do concorrente latino-americano. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Egipto – Canal do Suez reduz custos de passagem

A Autoridade do Canal do Suez (ACS) anunciou um novo pacote de reduções nas “portagens” cobradas aos navios porta-contentores em viagem entre a Ásia e a costa Leste dos EUA. Os descontos variam entre os 45% e os 65%, consoante as origens/destinos.

As reduções serão válidas por 90 dias e seguem-se aos descontos de 30% implementados em Abril e que vigoraram até domingo passado.

Então como agora, o objectivo da Autoridade do Canal do Suez é evitar a fuga de navios, seja para a Rota do Cabo (mais longa mas mais barata por causa da baixa do preço do combustível), seja para o “novo” Canal do Panamá, que a partir do próximo dia 26 poderá receber navios de maiores dimensões.

Recorde-se, a propósito, que os descontos implementados em Abril não lograram reganhar os serviços que entretanto se mudaram para o Cabo, e que pelo contrário em Maio mais foram os navios que passaram a contornar África por Sul.

Apesar disso, o volume de receitas da ACS cresceu ligeiramente no primeiro trimestre do ano, de 1,236 para 1,239 mil milhões de dólares.

No ano passado, passaram pelo Canal do Suez 17 483 navios, mais 2% do que no ano anterior.

Em Agosto do ano passado, o Egipto inaugurou a expansão do Suez, realizada em tempo recorde, num investimento de 8,5 mil milhões de dólares. In “Transportes & Negócios”

terça-feira, 5 de abril de 2016

Egipto – Canal do Suez oferece 30% de desconto para combater concorrência

A administração do Canal de Suez estipulou reduções de 30% sobre as tarifas cobradas para trânsito no canal, depois de registrar quedas significativas no tráfego de 2015, causadas, entre outros motivos, pelo desvio que as linhas de containers passaram a fazer pelo Cabo da Boa Esperança. Com os preços de combustível marítimo (bunker) registrando índices entre os mais baixos da história, mesmo com a distância, o caminho alternativo ainda se mostrou vantajoso, de acordo com publicação do Journal of Commerce.

O paradoxo é que, historicamente, o Canal de Suez foi construído entre 1859 e 1869, justamente como alternativa ao trânsito marítimo entre o Mar Vermelho e o Mediterrâneo, de forma a evitar o longo percurso pelo Cabo da Boa Esperança. As obras, patrocinadas por Egito e França e conduzidas pelo francês Ferdinand de Lesseps, receberam uma minuciosa visita do imperador brasileiro Dom Pedro II, que buscava conhecimento e inspiração para desenvolver a economia do Brasil. O imperador não pôde comparecer à cerimônia de inauguração, no entanto escreveu uma narrativa na qual descreve uma “Viagem Imaginária à Abertura do Canal de Suez”.

O desconto oferecido pela autoridade de Suez não se aplica a todos os navios porta-container que passam pelo canal, e tende a ser especificamente dirigido a embarcações cujas rotas apresentem a possibilidade de desvio pelo Cabo da Boa Esperança. Outros navios podem requerer o desconto à SCA (Suez Canal Authority) por meio de sua agência de navegação. Para isso, os armadores precisam enviar um certificado do porto de origem, e declaração de chegada ao próximo destino, dentro do prazo de 60 dias a partir do trânsito no canal.

Os descontos começaram a ser aplicados no início de março e vão expirar em 5 de junho, quando poderão ser renovados, a critério da SCA.

O Canal vem lutando para justificar a dispendiosa expansão que permitiu o tráfego em via dupla que inaugurou em agosto, graças ao qual a SCA previu aumento de receita de até 260% até 2023. Entretanto, analistas vêm questionando o embasamento dessa estimativa, uma vez que ela depende intrinsecamente de um aumento nos volumes globais de mercado até a data estabelecida.

Suez também está prestes a entrar em uma competição acirrada com o Canal do Panamá, assim que as novas eclusas, maiores do que as atuais, forem inauguradas, permitindo a passagem de navios de até 14 mil Teus a partir de junho. As atuais limitações do Panamá garantiram para o Canal de Suez um mercado relativamente cativo de meganavios na rota entre a Ásia e a Costa Leste dos EUA, um cenário que está prestes a mudar. Cleci Leão – Brasil in “Guia Marítimo”

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Egipto – Canal do Suez inaugura segundo canal

O Egito se prepara para ampliar seus horizontes econômicos. O objetivo é reduzir sua dependência da indústria do turismo, que tem como base as visitas a templos milenares e exuberantes, como as pirâmides de Queops, Quefren e Miquerinos, a Grande Esfinge de Gizé, no Cairo, e o Templo de Karnac, em Luxor, margeando o Rio Nilo.

Ao lado do Canal de Suez, o país está finalizando a construção de um novo canal de 72 quilômetros, que vai acelerar a passagem de navios entre o Mar Vermelho, na Ásia, e o Mar Mediterrâneo, na Europa. Para a inauguração deste mega projeto, em 6 de agosto próximo, o governo do Egito elaborou uma extensa programação, que deverá contar com a presença de vários líderes mundiais.

A ideia de melhorar a passagem de navios com um novo canal é antiga e vem desde a época do ex-presidente Osni Mubarak. No entanto, não foi levada adiante pois ele teve que abdicar do poder após uma rebelião vitoriosa, que começou em janeiro de 2011. Os que o sucederam também pretendiam desenvolver o projeto, mas saíram bem antes de começar a se organizar a empreitada. O mesmo ocorreu recentemente com o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi, eleito legitimamente, mas que trilhou caminhos que não agradaram à maioria. Em pouco mais de um ano no poder, um golpe militar colocou fim a seu governo.

Em novas eleições, o militar Abdel Fattah El-Sisi teve a maioria dos votos. Al-Sisi está tentando recolocar o país nos eixos, como dizem os egípcios. E com o novo canal, os árabes sonham com mais empregos.

O atual presidente da Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês), o almirante Mohab Memeesh, garante que o país terminará as obras de escavação e drenagem do novo canal neste mês, precisamente no dia 15. Com isso, será possível inaugurar a nova ligação marítima no dia previsto.

Havia um certo ceticismo em relação à data de entrega, pois, a princípio, a obra levaria 36 meses para ser concluída. No entanto, o presidente Al-Sisi ordenou que ela fosse realizada em 12 meses por 17 empresas egípcias, sob a supervisão direta do exército.

Em seu discurso, em agosto passado, na cidade de Ismailia, entre o Cairo e Alexandria e às margens do Canal de Suez, Al-Sisi pediu a ajuda da população egípcia para que comprassem ações – as EPG 100, no valor aproximado de US$ 14 por unidade, que seriam adquiridas pelos moradores do Egito, e as EGP 715, de US$ 100 cada, para os que vivem no exterior. Este dinheiro serviria para pagar os custos do projeto, avaliado em US$ 4 bilhões na primeira fase, devendo alcançar US$ 12 bilhões ao término de sua totalidade. O apelo foi prontamente atendido e em apenas seis dias, o governo arrecadou cerca de US$ 8 bilhões.

Agilizar

O Canal de Suez mede 193 quilômetros de extensão. Foi projetado pelo francês Ferdinand Lesseps e inaugurado em 17 de novembro de 1869. Pelo tratado firmado com a França e, depois, com a Inglaterra, a exploração do canal ocorreria por 99 anos. O Egito receberia 15% do lucro líquido dos pedágios. A administração e o controle ficariam entre os franceses e ingleses.

O presidente Gamal Abdel Nasser, em 29 de outubro de 1956, rompeu o acordo e nacionalizou o canal. A decisão revoltou os estrangeiros e, em pouco tempo, começou uma guerra que matou milhares de civis. Em virtude das sangrentas batalhas, o canal ficou fechado por diversas vezes – a última, em 1967, com a Guerra dos Seis Dias, conflito entre Israel e a frente árabe formada por Egito, Jordânia e Síria. A passagem só foi reaberta para todas as nações em l975.

O Canal de Suez é o maior do mundo e, com a nova obra, será reduzido consideravelmente  o tempo de espera dos navios para acessá-lo. De acordo com o almirante Mohab Mameesh, presidente da Autoridade do Canal, a segunda via “é muito mais do que uma nova hidrovia. Trata-se de um impressionante feito de engenharia”.

Atualmente, a passagem de um navio pelo canal leva 18 horas, a uma velocidade de 14 km/h. Ela cairá para 11 horas. E o tempo de espera das embarcações passará das atuais 11 para três horas.

Desde o início da construção do canal, já foram escavadas mais de 210 milhões de toneladas de areia.

O Canal de Suez está no centro da economia do Egito há mais de 150 anos. Sua ampliação tem como objetivo principal permitir a circulação nos dois sentidos e dobrar a atual capacidade diária de transporte, aumentando a receita anual de US$ 5,3 bilhões, neste ano, para US$ 13,2 bilhões até 2023. Neste contexto, acreditam as autoridades, ficará evidente a importância do canal como uma das principais rotas de comércio marítimo do mundo.

Dentro deste quadro, o novo canal é o embrião de um megaprojeto que se completa com a construção de uma área industrial ao longo da hidrovia, conhecida como Zona do Canal de Suez. Segundo as autoridades egípcias, a região será expandida com a vinda de empresas de produção e logística e ainda estaleiros de reparos. O empreendimento deverá atender 1,6 bilhão de clientes em todo o mundo e garantirá ao Egito oportunidades, investimentos e a geração de empregos para os próximos anos.

Para o almirante Mameesh, “o novo canal é um símbolo do novo Egito. É um dos projetos mais importantes realizados na história moderna do País”.

Para promover este fato histórico, o governo federal contratou um consórcio – que inclui a WPP, uma das maiores empresas globais de comunicação e marketing, e uma série de empresas locais do Egito – para a realização de uma abrangente campanha, com o objetivo de envolver o povo egípcio e contar a história do canal e o impacto da obra na região e no mundo. Luigi Bongiovanni – Brasil in “A Tribuna”

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Egipto – Novo canal

Egipto vai construir canal paralelo ao Canal do Suez

O Egipto anunciou na passada quarta-feira, 06 de Agosto de 2014, a construção de um novo canal ao lado do Canal do Suez. O presidente da Autoridade do Canal do Suez revelou que a nova estrutura terá 72 quilómetros e um custo estimado em três mil milhões de euros. O projeto inclui a construção de um centro internacional de logística industrial e pretende estar construída em um ano.

As autoridades egípcias pretendem aumentar o tráfego marítimo e encorajar o turismo, que está em queda devido à instabilidade política e às ações de extremistas islâmicos. O objectivo é aumentar a capacidade de trânsito que une o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho. No projeto também está contemplada a construção de vários portos ao longo do histórico canal. In “Cargo Edições” - Portugal