Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Guiné-Bissau - Portugal lamenta incidente com repórter da Agência Lusa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que Portugal lamenta o incidente com o repórter da Lusa na Guiné-Bissau, no domingo, e toma "boa nota das diligências efetuadas" e do pedido de desculpas do Presidente guineense ao jornalista

Em resposta a questões enviadas pela Lusa, o ministério liderado por Paulo Rangel afirmou que "Portugal lamenta este incidente, apresentou a sua posição às autoridades da Guiné-Bissau e toma boa nota das diligências efetuadas, que produziram já resultados, desde logo o facto de o Presidente da República da Guiné-Bissau ter telefonado ao repórter de imagem a pedir desculpa pelo que aconteceu".

"Tendo tido conhecimento de que o repórter de imagem da Lusa em Bissau terá sido atacado por elementos da Polícia de Intervenção Rápida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros rapidamente iniciou diligências a vários níveis com as autoridades para apurar factos e exigir um esclarecimento cabal sobre o ocorrido", sublinha o MNE.

O repórter de imagem da Lusa em Bissau, Júlio Oliveira, foi abordado por elementos da Polícia de Intervenção Rápida, domingo, pelas 18:20 locais, quando estava a filmar uma caravana de apoio a um político guineense.

Além de um agente o ter atingido com um murro nas costas, a polícia forçou o repórter a apagar as imagens que tinha recolhido e tentou obrigar o jornalista da Lusa a entrar numa carrinha para ser conduzido a uma esquadra, o que acabou por não acontecer.

A Direção de Informação da Lusa expressou a sua veemente condenação à agressão do repórter, adiantando que tomou medidas a nível oficial.

Numa nota hoje emitida, a Direção de Informação da Lusa -- Agência de Notícias de Portugal afirmou estar "chocada com a agressão inesperada e inexplicável" ao seu repórter de imagem, quando este fazia uma reportagem sobre a chegada do presidente da Assembleia Nacional Popular, Domingos Simões Pereira.

"Este tipo de procedimentos não pode deixar de merecer a mais veemente condenação da Direção da Lusa, encontrando-se em violação dos mais elementares princípios da liberdade de informação e de imprensa, bem como do estado de direito", refere, salientando a gravidade do incidente e acrescentando que tomou "de imediato as medidas tidas por convenientes a nível oficial mal tomou conhecimento dos factos ocorridos".

"[A DI] expressou pessoalmente ao jornalista sua solidariedade, tendo-se disponibilizado a dar todo o apoio que necessite", refere-se na mesma nota.

A agressão de que foi alvo o repórter de imagem Júlio Oliveira foi também condenada de forma veemente pelo Conselho de Redação da Lusa que, em comunicado, manifestou a sua total solidariedade para com o camarada, condenando a atitude da polícia.

"Os membros eleitos do Conselho de Redação condenam nos termos mais enérgicos a agressão de que foi vítima o nosso camarada, a quem manifestam total solidariedade, e deploram a ação da polícia para impedir o livre exercício do jornalismo no país", sustenta.

A equipa de edição da Lusofonia e África da Lusa emitiu também uma nota onde "condena e lamenta a agressão" ao jornalista.

"Nunca é demais recordar as condições de extrema pressão em que muitos jornalistas nossos, sobretudo os contratados locais, trabalham, com ataques à liberdade de imprensa e, como ficou patente no caso de ontem [domingo], vítimas de violência física no exercício da sua profissão".

Numa referência aos incidentes que tiveram por alvo Júlio Oliveira, o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau sublinhou no domingo a anormalidade de situação que o seu país vive.

"Eu cheguei e estava convencido que estava tudo normal. De repente, dou conta de que há bloqueios de acesso às pessoas ao aeroporto. Há jornalistas que foram agredidos, há jornalistas aos quais foram subtraídos os materiais que tinham utilizado para o seu trabalho", observou Simões Pereira. “Agência Lusa”

Recorde-se que há dias, foi apreendido no aeroporto internacional Osvaldo Vieira um jato privado carregado com quase 3 toneladas de estupefacientes que aterrou em pleno dia na capital guineense. BL


Guiné-Bissau - Repórter da Agência Lusa agredido e obrigado a apagar imagens

Bissau - Um repórter de imagem da Agência Lusa foi agredido pelas forças de defesa e segurança no aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, no passado domingo (15), enquanto cobria a chegada a Bissau do presidente do Parlamento e líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, noticiou a DW-África


Segundo as informações da DW, citando as testemunhas e o próprio jornalista, um dos agentes desferiu-lhe um murro nas costas e além da agressão, o repórter foi obrigado a apagar as imagens captadas durante o evento.

Outros agentes, conforme a mesma publicação, tentaram conduzir o jornalista para uma viatura da polícia, com a intenção de o levar à esquadra, mas tal não chegou a concretizar-se.

A DW diz que a situação foi testemunhada por vários repórteres guineenses, que expressaram indignação pelo ocorrido.

Contactado pela DW, o Ministério do Interior da Guiné-Bissau ainda não havia se pronunciado sobre o caso.

O incidente com o repórter da Lusa é o mais recente de uma série de ataques contra jornalistas no exercício das suas funções ocorridos no país. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau com “DW”


quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Guiné-Bissau - Presidente da República anuncia que não se recandidata para um segundo mandato

Bissau – O Presidente da República anunciou que não se vai recandidatar ao segundo mandato, alegando que não é do nível e qualidade dos atuais políticos guineenses.

“Há dias estava a falar com a minha mulher no avião e ela disse-me que não vou fazer o segundo mandato e perguntei-lhe dos motivos, respondeu-me que não mereço todas as situações que estão a ser fabricadas contra a minha pessoa. Na terça-feira confirmei-lhe de que não ia candidatar para o meu segundo mandato”, revelou Umaro Sissoco Embaló, em declarações à imprensa, à saída da reunião do Conselho de Ministros.

O Presidente da República disse que esta sua posição é oficial.

Umaro Sissoco Embaló disse entretanto que não será substituído na cadeira presidencial, nem por Domingos Simões Pereira, nem por Braima Camará ou Nuno Gomes Nabiam, mas sim, por uma outra pessoa.

“Digo isso, porque a Guiné-Bissau merece ser dirigida por pessoas melhor preparadas de que nós os atuais dirigentes políticos”, sublinhou.

Abordado sobre a situação da aeronave apreendida com cerca de três toneladas de drogas, no passado dia 07 do corrente mês, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira de Bissau, o Presidente da República respondeu que gostava que a imprensa lhe perguntasse sobre a sua recente visita à China, Vietname e Emirados Árabes Unidos.

“Isso para mim é o mais importante do que estes teatros de apreensão de drogas”, sublinhou.

O Presidente da República disse contudo que não vai responder à nenhuma acusação de ser traficante de drogas, tanto de Nuno Nabiam, Braima Camará ou de Domingos Simões Pereira.

Após a apreensão de um jato com drogas no aeroporto internacional de Bissau, na semana passada, organizações da sociedade civil e partidos políticos  criticaram o atual regime e alguns solicitaram investigações para  responsabilização criminal dos implicados.

As eleições presidenciais anda não têm data de realização mas as  legislativas  já foram marcadas para 24 de Novembro deste ano.

Umaro Sissoco Embaló foi investido no cargo de Presidente da República a 27 de Fevereiro de 2020, após uma renhida segunda volta das eleições presidenciais disputada com Domingos Simões Pereira, candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau


Guiné-Bissau - Figuras do Estado acusadas de estarem ligadas ao tráfico

A coligação Aliança da Plataforma Inclusiva (PAI – Terra Ranka), vencedora das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, defendeu, ontem, que “é do conhecimento público” que “altas figuras do Estado” estão envolvidas na “prática recorrente” do tráfico de droga

Em comunicado de imprensa divulgado em Bissau, a coligação, que estava no Governo e liderava o Parlamento, entretanto dissolvido pelo Presidente guineense, em Dezembro de 2023, afirma que "relatos credíveis têm indicado que aviões suspeitos, carregados de droga têm aterrado com frequência” no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, de Bissau.

A coligação, liderada pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), elenca uma série de alegadas descargas de produtos ilícitos no Aeroporto Osvaldo Vieira, por parte "de elementos da Presidência da República”, a partir de Outubro de 2021 até esta data.

A PAI-Terra Ranka, aponta, ainda, para casos de pilotos e envolvidos com o tráfico internacional de droga para a Guiné-Bissau "misteriosamente desaparecem” do país, depois de capturados, julgados e condenados pela Justiça guineense. In “Jornal de Angola” - Angola


sábado, 13 de novembro de 2021

Guiné-Bissau - Avião imobilizado no aeroporto de Bissau semeia discórdia


Um cargueiro do tipo Airbus A340 suspeito de transportar drogas e armas está imobilizado desde 29 de outubro de 2021 pelas autoridades aeroportuárias do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

De acordo com a Comissão Especializada de Defesa e Segurança do Parlamento da Guiné-Bissau, o avião que fez escala em Banjul na Gâmbia e actualmente detido por agentes da aviação civil, aterrou no país a pedido expresso do autoproclamado presidente Umaro Sissoco Embaló.

Essa situação semeia discórdia no governo e abala o MADEM-G15, partido do Sissoco Embaló. José Carlos Macedo Monteiro, um dos deputados desta formação política, apontou pública e claramente o dedo ao responsável Sissoco Embaló.

Pior ainda, o Journal du Pays soube que os três tripulantes (um piloto, um co-piloto e um mecânico) detidos há uma semana deixaram a Guiné-Bissau “misteriosamente” desde 3 de novembro de 2021 e juntaram-se à Gâmbia e ao Senegal.

Reunido em sessão extraordinária do Conselho de Ministros, o governo guineense criou uma comissão interministerial para esclarecer as circunstâncias da aterragem do avião. A comissão será composta pelos ministros do Interior, Defesa e Transportes e pelo gabinete do Primeiro-Ministro guineense Nuno Gomes Nabiam e deverá apresentar um relatório no final desta semana. Balanta Mané – Casamansa in “Journal du Pays”