Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 31 de março de 2026

Macau - Prometida formação contínua de guias em língua portuguesa

A Direcção dos Serviços de Turismo assegurou a oferta contínua de cursos gratuitos de português, inglês, coreano e francês aos guias turísticos. Segundo adiantou, no próximo trimestre, serão lançados novos cursos de formação para guias em línguas portuguesa, inglesa e coreana, sob os temas de alojamento e compras. Posteriormente, serão planeados cursos temáticos nesses idiomas que abrangem temas como templos, igrejas e arquitectura


No âmbito da formação de guias turísticos multilingues, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) afirmou que tem mantido uma comunicação estreita com a Universidade de Turismo de Macau (UTM), no sentido de promover a respectiva formação. Segundo garantiu a DST, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Chan Lai Kei, no futuro, continuar-se-á a proporcionar cursos gratuitos de diferentes línguas aos operadores turísticos, por exemplo, relacionados com o turismo, em português, inglês, coreano e francês, para elevar o nível linguístico dos operadores e optimizar a experiência dos visitantes internacionais.

Sobre a matéria, face a outra interpelação, do deputado Ho Ion Sang, a DST começou por assegurar que “acompanha sempre a situação de formação de guias turísticos de línguas minoritárias”. Segundo lembrou, desde Julho de 2025, a UTM lançou cursos de formação para guias de línguas inglesa, japonesa, coreana e portuguesa através de um modelo de ensino híbrido.

Adiantou ainda que, no segundo trimestre deste ano, serão lançados novos cursos de formação para guias turísticos em línguas inglesa, portuguesa e coreana subordinados aos temas de alojamento e compras.

“Esses cursos serão integrados no âmbito do ‘Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo’ consoante a sua natureza, de modo a incentivar a uma maior participação”, afirmou, também indicando que, “posteriormente, e de acordo com as necessidades constatadas, serão planeados cursos temáticos que abrangem templos, igrejas e arquitectura, entre outros, visando elevar de forma contínua as competências de serviços multilingues dos guias turísticos locais”.

Por outro lado, salientou que trata activamente dos trabalhos de apreciação e autorização do cartão de guia turístico, reduzindo o tempo de tratamento do documento através de várias medidas electrónicas, para que os requerentes possam ingressar, o mais rapidamente possível, na profissão.

De bilhetes gratuitos de ferry ao pagamento facilitado

Por outro lado, também em resposta a Ho Ion Sang, a DST revelou que está em estudo a viabilidade de disponibilizar bilhetes gratuitos de ferry a turistas internacionais em deslocação à RAEHK para participar em convenções e exposições de carácter empresarial, com vista a incentivar ainda mais a extensão do seu itinerário a Macau para turismo e consumo.

No que diz respeito à optimização da experiência de pagamento dos visitantes internacionais, o organismo revelou a Chan Lai Kei que a Autoridade Monetária irá promover, junto das instituições financeiras, o estudo da optimização dos serviços locais de pagamento móvel, incluindo a vinculação, por parte dos turistas, de cartões bancários emitidos no exterior a aplicações de pagamento locais, ou o carregamento, mediante cartão bancário, de cartões electrónicos de valor armazenado locais. Segundo notou, encontram-se disponíveis para utilização directa em Macau plataformas de pagamento electrónico de mais de 40 países e regiões. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau




Brasil - Banco Mundial aprova projeto para expandir energia renovável e empregos na Amazónia

Projeto quer ampliar acesso à eletricidade confiável para mais de 1 milhão de pessoas, a proposta deve beneficiar também mulheres e comunidades vulneráveis


O Banco Mundial aprovou um projeto para a Amazónia Legal do Brasil com foco na geração de empregos, expansão da energia renovável e redução dos custos de energia na região.

A iniciativa também prevê ampliar o acesso à eletricidade confiável para mais de um milhão de pessoas que atualmente não contam com serviços básicos de energia.

Milhões de empregos

A Amazónia Legal abrange nove estados e cerca de 60% do território brasileiro. Apesar de sua relevância ambiental e económica, a região enfrenta desafios históricos de acesso a infraestrutura e serviços. O projeto procura posicionar a Amazónia para aproveitar as oportunidades da economia de energia limpa, que deve gerar milhões de empregos na América Latina nos próximos anos.

O investimento total é de US$ 627,75 milhões, incluindo um empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Mundial, US$ 400 milhões em contrapartida do governo brasileiro, US$ 125 milhões em financiamento comercial e uma doação de US$ 2,75 milhões do Programa de Assistência à Gestão do Setor de Energia (ESMAP). A operação será implementada por meio do Banco da Amazónia (BASA), que apoiará profissionais privados e concessionárias de energia.

Mulheres e comunidades vulneráveis

Entre os principais eixos estão investimentos em geração de energia renovável, modernização da rede elétrica e ações de eficiência energética, com potencial para substituir sistemas baseados em diesel, reduzir custos para consumidores e aumentar a resiliência da infraestrutura frente a eventos climáticos. O projeto também inclui assistência técnica e fortalecimento institucional, com foco em inclusão e geração de oportunidades para mulheres e comunidades vulneráveis.

Quem explica é o especialista sénior em energia do Banco Mundial, Felipe Sgarbi..

“Este projeto cria as condições para acelerar a transição energética na Amazónia, combinando expansão da energia renovável com a geração de rendimento a partir de usos produtivos da energia. Ao mobilizar investimentos privados e diversificar a matriz elétrica, reduzindo a dependência de fontes mais caras e poluentes, a iniciativa contribui para um sistema energético mais eficiente, confiável e sustentável na região.”

A expectativa é que a operação contribua para ampliar a oferta de energia limpa, reduzir custos ao longo do tempo e fortalecer o papel da Amazónia na transição energética do Brasil. Sidronio Henrique – Brasil ONU News com “Banco Mundial”


Moçambique - Whaskety Fernando lança o seu livro “Inventar o mundo na língua” na cidade da Beira

Inventar o mundo na língua é o título do quarto livro de Whaskety Fernando, do género conto, chancelado pela Mapeta Editora, lançado na cidade da Beira, no Centro Cultural Português. A apresentação esteve a cargo do académico Cristóvão Seneta.


Neste livro de contos, entre personagens condenadas, doentes, errantes ou simplesmente humanas, Whaskety Fernando inventa um mundo onde quase tudo é ficção, excepto a própria ficção, essa experiência íntima e reconhecível que cada leitor já viveu ou poderá viver. Os contos movem-se num território simbólico, filosófico e social, onde a realidade é questionada e o imaginário se transforma em reflexo.

Inventar o mundo na língua convida-nos à reflexão sobre os limites entre o real e o inventado, propondo uma leitura inquietante, lúcida e profundamente humana.

Saiba mais sobre Whaskety Fernando e Cristóvão Seneta

Whaskety Fernando nasceu na Munhava, cidade da Beira, onde vive. Começou a publicar os seus textos na página “Diálogo”, do jornal Diário de Moçambique. Foi finalista do Prémio Literário Fernando Leite Couto com a novela “Noites de desassossego” (não publicado). É autor dos livros Os últimos animais (2023), romance, O prazer ao chorar de dor (2024), poesia, e Tratado sobre noite (2025), poesia.

Cristóvão Seneta, Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze. Tem publicação científica dispersa, incluindo um livro baseado no estudo que desenvolveu para o mestrado, capítulos de livros, artigos e vários prefácios para livros literários e ensaísticos. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


Angola - Distintas gerações de poetas e declamadores unem-se em recital de poesia para celebrar a mulher

Em alusão ao mês da mulher, oito poetas e declamadores de diferentes gerações sobem, nesta Terça-Feira, 31, ao palco da sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, para um recital de poesia que visa celebrar a força da mulher em toda sua dimensão


O evento, previsto para começar a partir das 17h00, vai juntar os poetas e declama dores José Luís Mendonça, Natália Mendonça, Bendinho Freitas, Olívia Gomes, Hélder Simbad, LuKiesse, Marito Pereira e Kátya dos Santos, com o objectivo celebrar a mulher e resgatar a essência da declamação poética, num encontro marcado pelo diálogo entre experiências e novas abordagens da poesia angolana.

Durante o recital, cada participante vai declamar entre dois a quatro poemas, alguns de autoria do escritor e jornalista José Luís Mendonça, retirados do livro Software Carnal. Outros textos vão ser da autoria dos escritores e slammers participantes.

O evento promete proporcionar ao público uma experiência diversificada, marcada por diferentes estilos, linguagens e sensibilidades, como avançou o escritor José Luís Mendonça, mentor da iniciativa. “O objectivo é juntar a nova e a antiga geração de escritores e poetas, para a troca de experiências, uma vez que a poesia declamada cresceu muito nos últimos tempos e mudou completamente de estilo”, disse.

O mesmo explicou que o recital retoma uma experiência anterior denominada “Poeira de Marte”, um programa realizado entre 2021 e 2023, no Camões-Centro Cultural Português, na sala Pepetela. Na altura, recordou, o projecto tinha como foco a sensibilização para questões ambientais, como o aquecimento global e a preservação do planeta, através da poesia.

Com as mudanças na direcção da instituição e a consequente indisponibilidade do espaço, o programa foi interrompido. Ainda assim, o poeta garantiu que nunca abandonou a missão de promover a declamação poética, por considerar que esta constitui a essência da própria poesia. In “O País” - Angola


segunda-feira, 30 de março de 2026

Portugal - Universidade de Coimbra é o primeiro membro português no grupo de especialistas do Serviço de Meteorologia Espacial da ESA

O Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra (OGAUC) tornou-se o primeiro membro português a integrar o grupo de especialistas do Serviço de Meteorologia Espacial da Agência Espacial Europeia (ESA), reforçando a presença de Portugal em estruturas científicas internacionais dedicadas ao estudo das perturbações espaciais e à sua previsão.


A participação da Universidade de Coimbra (UC) neste grupo insere a investigação nacional nos mecanismos científicos da ESA e destaca a atividade desenvolvida na área da Meteorologia Espacial, que analisa a atividade do Sol e os seus impactos em sistemas tecnológicos críticos, como comunicações, navegação por satélite, aviação e redes elétricas.

A antecipação de eventos como tempestades solares, capazes de afetar infraestruturas na Terra e no espaço, é um dos principais desafios desta área. A integração da UC permite contribuir diretamente para programas europeus de monitorização e previsão, com impacto científico, tecnológico e socioeconómico.

Este reconhecimento evidencia o trabalho desenvolvido na UC, em particular no OGAUC, onde tem sido consolidada a investigação em física solar e meteorologia espacial.

Ao assumir um papel de destaque na meteorologia espacial, uma área crítica e em plena expansão, a UC reafirma o seu protagonismo científico global. Este sucesso estratégico fortalece a missão do UC Space Hub, transformando investigação de ponta em valor real e afirmando a Universidade como um parceiro incontornável no ecossistema tecnológico e espacial europeu. Universidade de Coimbra - Portugal


Portugal - Instituto Pedro Nunes abre candidaturas para a 15.ª edição do INEO START: Transformar Ciência e Tecnologia em Negócios de Sucesso

Estão abertas as candidaturas para a 15.ª edição do INEO START, um dos programas de aceleração mais consolidados no panorama nacional, inteiramente dedicado à transformação de ideias disruptivas e tecnologias de base científica em projetos empresariais inovadores e viáveis


O programa foca-se em projetos early-stage de base tecnológica ou serviços avançados, destinando-se especificamente a empreendedores e equipas com origem em entidades do sistema regional de investigação e inovação, tais como instituições de ensino superior, centros tecnológicos, centros de transferência de tecnologia e outras estruturas de I&D. O grande objetivo é acelerar a transição do conhecimento académico para soluções competitivas no mercado global.

Ao longo de todo o percurso de aceleração, os participantes terão acesso a um ecossistema de apoio completo que privilegia a capacitação e o crescimento. O programa integra workshops práticos e sessões de mentoria personalizada (1-to-1), garantindo um acompanhamento próximo de cada projeto. Além disso, promove momentos de networking estratégico com especialistas do setor e parceiros de referência, proporcionando, ao mesmo tempo, uma preparação intensiva para a apresentação das soluções a investidores e stakeholders relevantes.

Este percurso culmina no Demo Day, inserido no Startup Capital Summit, onde as equipas participantes terão a oportunidade de apresentar as suas soluções perante uma audiência de investidores e entidades influentes do ecossistema. Com um historial de impacto consolidado, o INEO START já apoiou 168 equipas, contributo que resultou na criação de mais de 40 startups inovadoras que hoje fortalecem o tecido empresarial de Coimbra e da Região Centro.

As candidaturas para esta 15.ª edição estão abertas até ao dia 12 de abril, podendo os interessados obter mais informações e formalizar a sua inscrição através do sítio oficial do Instituto Pedro Nunes ou no sítio do evento.

Sobre o Instituto Pedro Nunes (IPN): Fundado por iniciativa da Universidade de Coimbra, o IPN é uma instituição sem fins lucrativos que visa promover a inovação e a transferência de tecnologia. Através da sua incubadora e dos seus seis laboratórios de investigação aplicada, o IPN estabelece a ponte fundamental entre o conhecimento científico e o mundo empresarial. Instituto Pedro Nunes - Portugal




Portugal – Universidade do Porto oferece primeiro doutoramento em Física Médica do país

Com sede na FCUP, o doutoramento em Física Médica pretende formar investigadores de ponta numa área fundamental e com grande aplicação à área de saúde, sobretudo à oncologia


A Universidade do Porto acaba de criar o primeiro Programa Doutoral em Física Médica em Portugal. O objetivo é claro: formar os físicos que vão desenvolver tratamentos de saúde do presente e do futuro, através de técnicas de diagnóstico mais precisas e de terapias mais seguras. As candidaturas já estão abertas para o próximo ano letivo.

Este novo ciclo de estudos resulta de uma colaboração inédita entre a Faculdade de Ciências (FCUP), a Faculdade de Medicina (FMUP), o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e o Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto).

O que faz, afinal, um físico médico? Na prática, é o cientista que garante que a tecnologia de ponta usada nos hospitais funciona em perfeita harmonia. Esta profissão, pouco conhecida do grande público, é uma peça fundamental no funcionamento de qualquer serviço de oncologia, radiologia ou medicina nuclear.

“O físico médico deve aplicar conceitos físicos extremamente avançados para assegurar que a radiação é uma ferramenta de cura e não um risco acrescido. É ele que equilibra a proteção do doente com a eficácia do tratamento»”, explica Pedro Teles, docente da FCUP e diretor deste novo programa doutoral.

Parceria com o maior núcleo de física médica em Portugal

Este doutoramento, com aplicação direta em investigação ligada ao cancro, surge em parceria com o IPO Porto, onde está localizado o maior núcleo de física médica em Portugal. Nesta instituição, será construído, em breve, um novo centro de protonterapia, uma forma avançada de radioterapia que utiliza feixes de protões para destruir células cancerígenas.

Nos últimos anos, a medicina transformou-se. Os tratamentos contra o cancro são hoje mais eficazes, mais personalizados e menos agressivos do que há uma década. Por trás desta evolução está, em grande parte, a Física Médica — a disciplina que assegura que cada dose de radiação é calculada ao pormenor, que cada imagem de diagnóstico é otimizada, e que os novos equipamentos funcionam com a máxima segurança.

Entre as saídas profissionais deste ciclo de estudos estão a carreira académica e de investigação em universidades e centros de I&D, a investigação clínica em hospitais e instituições do SNS, indústria de equipamentos médicos e farmacêutica, e a consultoria técnica e regulamentar em proteção radiológica.

Um curso personalizável e a pensar em quem já está a trabalhar

O programa tem a duração de três anos e combina uma componente curricular avançada no primeiro semestre com uma tese de investigação original. “A estrutura é modular: cada estudante pode escolher os módulos que melhor se ajustam ao seu perfil e à sua área de investigação, em domínios que vão da física das radiações e da imagiologia à nanomedicina e à fotónica biomédica”, detalha Pedro Teles.

Este curso irá funcionar em regime misto — diurno e/ou pós-laboral — permitindo que profissionais já a trabalhar em hospitais e clínicas possam frequentar o doutoramento sem interromper a sua atividade. Uma resposta concreta a uma necessidade antiga da comunidade de física médica em Portugal.

O programa admite até 20 estudantes por ano e está aberto a titulares de 2.º ciclo em Física Médica, Física, Engenharia Física ou áreas afins, com um mínimo de 36 ECTS em Física e Matemática.

A criação deste doutoramento dá continuidade a um percurso pioneiro da U.Porto: em 2008, foi a primeira universidade portuguesa a lançar um Mestrado em Física Médica, com sede na FCUP, antecipando em mais de uma década as exigências que a legislação europeia viria a impor na formação destes profissionais.

A Física Médica é uma das áreas com maior crescimento a nível global. As novas terapias contra o cancro, a personalização dos tratamentos e a integração de novas tecnologias na prática clínica criam uma procura crescente de investigadores altamente qualificados.

Antes, quem se queria especializar nesta área tinha de sair do país e geralmente não voltava. Agora, este novo doutoramento, com uma primeira fase de candidaturas aberta até 2 de abril de 2026, vai mudar esta realidade e fixar talento nacional para assegurar mais e melhor saúde em Portugal. Universidade do Porto - Portugal


Uma obra de pura sátira

É o que apresentam os poetas Zuca Sardan e Floriano Martins em livro que surpreende o leitor por suas inovações


                                                                          I

Durante mais de uma década, os poetas Zuca Sardan e Floriano Martins, sem se conhecerem pessoalmente, encetaram uma aventura dramatúrgica que passaram a chamar de Theatro Automático, uma série de peças supostamente de teatro escritas a quatro mãos em infinitos encontros virtuais, mediada por hipotéticos entrevistadores. O Iluminismo é uma baleia (Fortaleza, ARC Edições, 2016) traz três dessas peças, que o próprio Floriano Martins não garante que sejam exatamente de teatro, “já que os gêneros se perderam em meio ao rufar dos tambores das vanguardas”.

Foram escritas dentro do mesmo espírito anárquico que sempre caracterizou o fazer poético dos dois poetas. Em todas, o leitor irá encontrar também uma série de colagens e vinhetas de autoria de Floriano Martins e desenhos de Zuca Sardan.  O encontro desses dois excepcionais criadores oferece ao leitor experimentos de pura sátira, experiência um tanto rara na história da poesia e da literatura brasileiras.          

Na primeira das peças reunidas, Circo Cyclame, os intervenientes estão disfarçados por outros nomes ou apelidos, mas pode-se extrair algumas observações curiosas e igualmente pertinentes, como as declarações que são atribuídas ao personagem Mago Kefir, que, de certo modo, definem o momento que vivemos em que legiões de crianças vivem hipnotizadas pelas imagens de um aparelho celular ou telemóvel e crescem sem aprender a escrever direito e sem saber pensar:

“(...) O Uruguai não é uma sociedade deformada pelo agrotóxico. Hoje seu maior dilema é o elogio da pobreza. Aqui caímos no conto de que a esperança é imortal. Já na Promise Land, a devastação pela overdose virtual e sonora castrou de uma paulada só lucidez e percepção, daí que certo tipo de criminoso – sobretudo aqueles criados em meio ao turbilhão fanático dos jogos de guerra – mereça mais um sanatório do que a cadeia. No Pa-tro-pi, não, aqui ainda somos casos de xilindró. Porque o espalhafato da imagem e do ruído gera uma mescla suicida de tolice e esperteza. Somos um povo barbarizado pela malandragem e o besteirol”.

 

        II

Em Trem Carthago, a segunda peça, lê-se o diálogo em que um personagem de nome Xavier Chavigny diz que os ufólogos, com o desaparecimento dos discos voadores, foram perdendo seu prestígio.

“Mas conviria saber por que os discos voadores de repente deixaram de aparecer. Duas hipóteses se levantam: a primeira, de natureza comercial, é a de que a fábrica de discos foi à falência. A segunda, pouco favorável ao nosso prestígio no Cosmos, é a de que os extraterrestres se desencantaram com nossa ignara empáfia e o espírito destrutivo, e acharam que não havia maior interesse em aproximarem-se duma espécie que está destroçando aceleradamente o próprio planeta”.

Trata-se de uma observação que, feita há pelo menos uma década, torna-se a cada dia mais vaticinadora nestes tempos em que um político desvairado, como Donald Trump, que nada fica a dever a um Adolf Hitler (1889-1945) ou a um Josef Stalin (1878-1953) e seus holocausto e holodomor, parece disposto a destruir o mundo inteiro.

Ainda nesta segunda parte, Floriano Martins, num diálogo com Zuca Sardan, relembra sua infância, uma época em que não existiam atrações virtuais: 

“(...) Sair das páginas de um livro para as varandas da história e logo em seguida vadiar pelas ruas, tudo isto me interessava na medida em que podia fazê-lo sem a guarda de fronteiras da razão. O romance era a grande aventura da infância e recordo que costumava embaralhar os personagens das diversas narrativas, e que não me detinha em seus autores. Uma atenção muito particular em alguns deles – José de Alencar, por exemplo, porque em casa tínhamos praticamente tudo dele, ou o Stevenson da Ilha do Tesouro e o estranhíssimo caso de Hyde & Jekyll –, mas, em geral era comum embaralhar tudo como se fosse um roteiro único e delirante que me atiçava a imaginação”.

A resposta de Zuca Sardan segue na mesma linha saudosista, mas enfática:

“Na infância eu gostava dumas revistas de comics americanas, porque o colorido me fascinava e achava os personagens mais interessantes porque falavam palavras misteriosas… O inglês era para mim tão indecifrável quanto o sânscrito ou o hindu… Então as histórias ficavam muito mais misteriosas e interessantes que as dos comix brasileiros… de que os enredos eram óbvios e sem graça… Acho que vem daí minha poesia, com essa ideia de que as palavras devem criar OUTRA ztória, que paira secretamente sobre a ztória que ztá no livro”.

Depois de ler estas observações, a pergunta (sem resposta) que se impõe é se a atual geração de infantes terá do que se lembrar quando já estiver adulta e pretender criar contos, romances ou poemas. E se terão capacidade intelectual para os criar.

Por fim, na terceira parte, Cine Azteka, o leitor vai se deparar com “uma explosão do palco dos pensamentos alternativos operados pela inteligentzia da seriedade e empenho civil das Peruas-Chiques e Carecas-de-Cartola”, na definição bem-humorada de Zuca Sardan. Aliás, o título já é uma referência jocosa ao antigo Cine Asteca, que vicejou no Rio de Janeiro nas décadas de 1950 a 1970 e que se tornou marco da cultura carioca, mas que foi destruído para o surgimento de um centro comercial, o que, para Floriano Martins, funciona como um “oportuno paradigma de um país que sucessivamente se desfaz de sua história”.

 

                                                              III

Nascido em Fortaleza, no Ceará, onde vive, Floriano Martins (1957), poeta, editor, ensaísta, artista plástico e tradutor, tem se dedicado, em particular, ao estudo da literatura hispano-americana, sobretudo no que diz respeito à poesia. Foi editor do jornal Resto do Mundo (1988/89) e da revista Xilo (1999). Em janeiro de 2001, criou o projeto Banda Hispânica, banco de dados permanente sobre poesia de língua espanhola, de circulação virtual, integrado ao Jornal de Poesia.

São de sua autoria também o projeto Atlas Lírico da América Hispânica, tradução de poesia, que realiza nas páginas virtuais da revista Acrobata, do Piauí; e a Coleção Livros Impossíveis, e-books distribuídos gratuitamente, em parceria com a poeta salvadorenha Juana M. Ramos.

Em 1999, criou a Agulha Revista de Cultura e o selo ARC Edições, com mais de uma centena de livros publicados de autores de diversos países. Um dos maiores estudiosos do Surrealismo na América, é autor de dois livros de ensaios nessa área: Um novo continente – Poesia e Surrealismo na América (Fortaleza, ARC Edições, 2016) e Escritura conquistada – Poesia hispano-americana (Fortaleza, ARC Edições, 2018).

Entre as suas obras mais recentes, destacam-se: Sombras no jardim (Natal-RN, Sol Negro Edições, 2023); Tríptico da agonia, em parceria com Berta Lucía Estrada (Natal, Sol Negro Edições, 2021); A grande obra da carne (Fortaleza, ARC Edições, 2017); Un poco más de Surrealismo no hará ningún daño a la realidad (ensaio, Universidad Autónoma de la Ciudad de México, 2015); Antes que a árvore se feche (Fortaleza, ARC Edições, 2020); Naufrágios do tempo, novela, em parceria com Berta Lucía Estrada (Fortaleza, ARC Edições, 2020); El frutero de los sueños (poesia, Wilmington, EUA, Generis Publishing, 1997), e A volta da baleia Beluxa (Fortaleza, ARC Edições, 2017-2020), também em co-autoria com Zuca Sardan. Com Leontino Filho, organizou Confissões de um espelho: Cruzeiro Seixas (Fortaleza, ARC Edições, 2016).

Traduziu livros de César Moro (1903-1956), Federico García Lorca (1898-1936), Guillermo Cabrera Infante (1929-2005), Vicente Huidobro (1893-1948), Enrique Molina (1910-1997), Jorge Luis Borges (1899-1986), Aldo Pellegrini (1903-1973) e Pablo Antonio Cuadra (1912-2002), entre outros autores espanhóis e hispano-americanos. 

Esteve presente em festivais literários realizados em países como Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Equador, Espanha, México, Nicarágua, Panamá, Portugal e Venezuela. Foi curador da Bienal Internacional do Livro do Ceará (Brasil, 2008) e membro do júri do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2009), do Concurso Nacional de Poesia (Venezuela, 2010) e do Prêmio Anual da Fundação Biblioteca Nacional (Brasil, 2015). Atuou, em 2010, como professor convidado da Universidade de Cincinnati, em Ohio, Estados Unidos.

 

                                                    IV

Zuca Sardan, nome literário do carioca Carlos Felipe Alves Saldanha (1933), é poeta, escritor, desenhista e diplomata aposentado. É um dos representantes da poesia marginal brasileira da década de 1970. Sua obra é marcada pela irreverência e pela ironia. Filho do artista plástico e arquiteto Firmino Saldanha (1906-1985), começou a seguir a carreira de pintor, mas, inspirado no filme Orfeu, do poeta e romancista Jean Cocteau (1889-1963), decidiu tornar-se “um famoso poeta surrealista desconhecido”, como disse, certa vez.

Nas décadas de 1950 e 1960, publicou folhetos mimeografados e fotocopiados de pequena tiragem com suas poesias. Participou em 1976 da coletânea 26 Poetas hoje (Editora Aeroplano, 1976), organizada por Heloísa Buarque de Hollanda (1939-2025), que contou também com a participação dos poetas Cacaso (1944-1987), Ana Cristina César (1952-1983), Geraldo Carneiro, Chacal, Waly Salomão (1943-2003) e Torquato Neto (1944-1972).

Formou-se em Arquitetura pela Universidade do Brasil (UnB), em 1956. Entre 1963 e 1965, fez o curso preparatório para diplomata no Instituto Rio Branco, no Rio de Janeiro. Serviu como diplomata na Argélia, República Dominicana, Estados Unidos, União Soviética, Holanda e Alemanha, onde se radicou na cidade de Hamburgo e vive até hoje. O artista assinava suas obras como Carlos Saldanha, depois como Zuca Sardan, tendo finalmente adotado este nome em 1993, com a publicação de Osso do coração (Editora Unicamp, 1993). Publicou também Ás de colete (Editora da Unicamp, 1994); Babylon (Companhia das Letras, 2004); Ximerix (Cosac Naify, 2013); Voe no Zepelin (Maria Papelão, 2014); e Xorox Kopox (Vento Norte Cartonero, 2015), entre outros. Adelto Gonçalves – Brasil

_____________________

O Iluminismo é uma baleia, de Zuca Sardan e Floriano Martins. Fortaleza, ARC Edições/Agulha Revista de Cultura, R$ 45,00, 454 páginas, 2016. Site da editora:

http://arcagulharevistadecultura.blogspot.com.br/ E-mail: floriano.agulha@gmail.com

_______________________________________

Adelto Gonçalves (1951), jornalista, mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana e doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é autor de Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Editorial Caminho, 2003; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – Imesp, 2021), Tomás Antônio Gonzaga (Imesp/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em terras d´el-rei na São Paulo Colonial (Imesp, 2015), Os vira-latas da madrugada (José Olympio Editora, 1981; Letra Selvagem, 2015) e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imesp, 2019), entre outros. Escreveu prefácio para o livro Kenneth Maxwell on Global Trends (Londres, Robbin Laird, editor, 2024), lançado na Inglaterra e nos Estados Unidos. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

 




domingo, 29 de março de 2026

França - Maria Celestina: a pintora de Ville d’Avray que encontrou na cor a sua forma de respirar

Aos 90 anos – prestes a completá-los em julho – Maria Celestina continua a pintar “porque precisa”. Não por ambição, não por carreira, não por mercado. Pinta porque a pintura lhe preenche “qualquer coisa cá dentro”, diz ao LusoJornal, pousando a mão no peito. Uma necessidade espiritual, quase física, que a acompanha desde que deixou Portugal, ainda jovem fisioterapeuta, rumo a Lourenço Marques.


“Tirei o curso de fisioterapia no Hospital de São João, no Porto”, recorda. Tinha 22 anos, dois filhos pequenos e uma coragem tranquila que a levou a atravessar continentes. Primeiro Moçambique, depois Angola. Trabalhou no Hospital Miguel Bombarda e mais tarde no Maria Pia, em Luanda, onde integrou um dos primeiros centros modernos de medicina física e reabilitação. “Havia muito dinheiro em Luanda nessa altura, fizeram um centro muitíssimo bom”, conta com um sorriso que mistura memória e espanto.

Foi durante umas férias em Portugal que o destino mudou de rumo. O Ministério do Ultramar enviou-lhe bilhetes para regressar a Angola no dia… 25 de abril de 1974. Supersticiosa com datas, decidiu adiar a viagem. “No dia 25 não vou. Vou meter um atestado médico”, disse à amiga. Na manhã seguinte, a amiga abriu-lhe a porta aflita: “Tu não podes sair daqui. O governo caiu”. E assim ficou. Nunca mais voltou a Angola.

Seguiram-se anos de trabalho no Hospital de Gaia e em clínicas privadas. A filha, impedida de entrar na universidade portuguesa devido ao caos pós-Revolução, partiu para Bordeaux. Mais tarde para Paris. E quando nasceu a primeira neta, Maria Celestina fez o que sempre fez: avançou. “O que é que eu estou aqui a fazer sozinha?”, perguntou a si mesma. Vendeu tudo e mudou-se para França.

A descoberta da pintura

Em Ville d’Avray encontrou o centro cultural Le Colombier, com cursos artísticos. Começou pela pintura “para ter um sítio onde pintar”, porque a pintura ocupa espaço. Experimentou também pintura de porcelana, mas foi a tela que a conquistou.

“A pintura não cansa. Eu não tenho cansaço físico. Ao fim estou vazia”, confessa ao LusoJornal. Pinta com pincéis, com espátulas, com as mãos… Não pinta casinhas, nem flores, nem paisagens. “Para mim são as cores. As cores e o movimento”. Abstrato, intuitivo, visceral.

Nunca vendeu um quadro. Não quer. “Tenho muito respeito por quem estudou Belas-Artes. Eu pinto porque quero. Não me sinto bem a vender”. As obras circulam pela família: a filha leva, a neta leva, o filho em Portugal recebe malas cheias de telas. Algumas viajam até ao Canadá, para a neta que vive em Montreal. Outras ficam em Ville d’Avray, oferecidas a amigos.

Uma vida feita de arte, livros e movimento

O dia de Maria Celestina começa com ginástica. “Todos os dias. Musculação, ginástica, piscina”. A pintura chega ao fim da tarde, quando a luz é mais suave. “A luz das quatro e meia às cinco horas é ideal”, explica com a precisão de quem observa o mundo através das cores.

Lê muito. Adora Manuel Vilas, Richard Zimler, poesia, literatura brasileira… Fala de António Lobo Antunes com admiração e perplexidade: “É difícil. Não é fácil. Mas fascina-me”.

Portugal continua presente. As amigas de sempre, as idas ao Algarve, as escapadelas a Vigo para comprar roupa “que os outros não têm”. Mas a vida está em França, perto da filha, da neta, da família que construiu.

Em breve mudará de casa: deixará o pequeno estúdio onde hoje pinta e instalar-se-á no rés-do-chão da casa da filha. “Vamos fazer um atelier lá em baixo”, diz a filha. “Quero pintar com ela. É um momento simpático de estarmos juntas”.

Aos 90 anos, a cor continua a chamar por Maria Celestina

Maria Celestina não quer galerias, não quer mercado, não quer carreira. Quer pintar. “Eu tenho necessidade de preencher qualquer coisa dentro de mim”, repete. E talvez seja isso que torna a sua obra tão íntima: não nasce para ser vista, nasce para ser vivida.

Mesmo assim, teve quadros expostos na galeria do Festival de cinema português, Olá Paris!

Aos 90 anos, continua a entrar nas cores como quem entra num lugar sagrado. E sai de lá “vazia”, mas inteira.

Mas, ao LusoJornal, foi confessando que tem outros projetos. Um livro? Conferências? Sobre a energia que cada um de nós tem dentro de si… Mas disso, falaremos mais tarde! Prometido. Carlos Pereira – França in “LusoJornal”


Lágrimas










Lágrimas

 

Na taberna: por entre o murmurinho

Das cantigas, dos berros, das risadas,

Dois homens – almas cheias de facadas,

Falam das privações do lar mesquinho,

 

E relembrando as mágoas já passadas,

Narram da vida a aspereza do caminho

E contam as suas lágrimas choradas,

Na estreiteza que dá a dor e o vinho!

 

Um diz: Sou pobre! mas oh! dor! oh! espanto!

Eu inda tenho filhos! no entretanto

Não sei quem foi meu pai… talvez ninguém…

 

Torna o outro: compreendo a dor infinda

Mas há dor mais cruel do que essa ainda:

Eu tive pai, mas nunca tive mãe!

 

Barros de Seixas – Portugal

___________________

José Miguel Barros de Seixas nasceu em Lisboa a 15 de Outubro de 1853, na rua de São Bernardo nº 26, poeta, comerciante, defensor dos ideais republicanos, publicou o livro de poesia Cantos Modernos em 1879 onde dedica vários poemas a colegas escritores portugueses, entre eles o amigo e vizinho Cesário Verde. O livro foi editado pela Livraria Cruz & Cª, rua Augusta, Lisboa. Era sobrinho pelo lado materno do maestro, compositor, professor, músico, Joaquim Thomaz Del Negro.

Faleceu jovem, com 28 anos, vítima de doença, tuberculose, a 28 de Dezembro de 1881, em Santo Antão do Tojal, na altura concelho de Olivais, deixando um descendente, Rafael Rocha Barros de Seixas com apenas 8 meses.

Posteriormente à sua morte foi editado por Arnaldo Bordalo em 1897 o monólogo A Orphã, um poema recitado pelo actor Augusto de Mello nos principais teatros de Lisboa e Porto. Baía da Lusofonia

A Portugal – Poema de Barros de Seixas publicado no Brasil, nas comemorações do tricentenário de Luís Vaz de Camões pelo Retiro Litterario Portuguez no Rio de Janeiro.

Os cães

 

Verão










Vamos aprender português, cantando

 

Verão

 

Eu já sei o que vais dizer

se a vida mandar esperar

algo mais há de aparecer

se o que temos não mudar

 

Já lá vão tantos anos

e outros tantos mais virão

por mais que mudem os planos

voltas sempre no verão

 

Ai eu faço tudo para ver o tempo passar

quase não durmo só para te ver chegar

ai eu paro o mundo todo de uma vez

para que amanhã talvez possas vir cá parar

 

Eu já só quero ter-te aqui

com tudo o que tu me dás

por nada ser igual a ti

e a diferença que isso faz

 

Daqui já ninguém me tira

venha tudo o que vier

nada é mais certo na vida

do que um dia te voltar a ter

 

Ai eu faço tudo para ver o tempo passar

quase não durmo só para te ver chegar

ai eu paro o mundo todo de uma vez

para que amanhã talvez possas vir cá parar

 

Então vem, tu sabes onde estou

e eu já sei, que nada em nós mudou

vê lá quem, a vida lá juntou

estamos tão bem, nós e mais ninguém

 

Ai eu faço tudo para ver o tempo passar

quase não durmo só para te ver chegar

ai eu paro o mundo todo de uma vez

para que amanhã talvez possas vir cá parar

 

Afonso Dubraz – Portugal

Luís Trigacheiro - Portugal

 

sábado, 28 de março de 2026

Portugal – Empresa LusoSpace está a criar o “Waze dos oceanos”

Quatro satélites portugueses serão lançados para o espaço na segunda-feira nos Estados Unidos, os primeiros de um conjunto de 12 dedicados às comunicações marítimas, anunciou esta semana a empresa LusoSpace


“O foco é criar o `waze dos oceanos´, porque teremos acesso a uma rede de internet a funcionar no mar em qualquer ponto, em qualquer condição meteorológica, o que tornará mais seguras as viagens e as comunicações marítimas”, avançou fonte da empresa à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, a `constelação´ Lusíada arranca com estes quatro satélites – Camões, Agustina, Pessoa e Saramago, – que serão enviados para órbita num foguetão da Spacex, que será lançado na base de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.

Adiantou ainda que este projeto privado conta com parcerias estratégicas com entidades governamentais e que o desenvolvimento e lançamento dos satélites representa um investimento de 15 milhões de euros, dos quais 10 milhões financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A LusoSpace financia cerca de 2,5 milhões de euros, com o restante montante a ser angariado junto de investidores privados.

Na manhã de segunda-feira, o lançamento dos satélites poderá ser acompanhado em Lisboa, num evento em tempo real que contará com a presença de entidades ligadas à área aeroespacial e à Defesa. In “Bom dia Europa” com “Lusa”


Luxemburgo - Association de divulgation et d’intervention éducatives organiza festa portuguesa em Soleuvre, no sul do país

Soleuvre, no sul do Luxemburgo, prepara-se para acolher uma nova festa portuguesa, marcada para o próximo dia 2 de maio de 2026. O evento, organizado pela ADIE asbl (Association de divulgation et d’intervention éducatives), terá lugar na Salle Festikuss, situada na Rue Jean Anen


O cartaz é encabeçado por Markus e por Ás da Concertina, contando ainda com a atuação da Banda Compacto para animar o convívio.

No plano gastronómico, a organização aposta em pratos tradicionais da cozinha portuguesa, destacando-se no menu a carne de porco à portuguesa e o bacalhau à brás.

A entrada para o evento tem um custo de 35 euros.

As reservas para a iniciativa podem ser efetuadas através dos contactos +352 691197695 e +352 691197992. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo