Um tribunal belga decidiu que Étienne Davignon, um ex-diplomata, de 93 anos, poderá ser julgado por cumplicidade no homicídio de Patrice Lumumba, ocorrido em 1961, no Congo. O político foi morto e o seu corpo desmembrado e dissolvido em ácido.
Segundo o Notícias ao Minuto, a decisão foi tomada, esta
terça-feira, pelo tribunal belga. O
antigo diplomata, actualmente com 93 anos, poderá ser julgado por cumplicidade
no homicídio, em 1961, de Patrice Lumumba, primeiro-ministro do Congo.
Étienne Davignon, que era um diplomata em formação na
altura da morte do político, foi acusado de três crimes de guerra, de acordo
com o tribunal de primeira instância de Bruxelas.
Em causa está a transferência ilegal de Lumumba e dos
seus associados de Léopoldville (actual Kinshasa) para o Katanga, tratamento
humilhante e degradante infligido aos três e a privação do direito a um
julgamento justo.
Étienne Davignon, que chegou a ser vice-presidente da
Comissão Europeia entre 1981 e 1985, é o único sobrevivente dos dez belgas
acusados num processo criminal interposto pela família de Lumumba em 2011.
A decisão do tribunal de Bruxelas ainda é passível de
recurso, mas se o julgamento avançar, Davignon será o primeiro oficial belga a
ser levado à justiça pelo assassinato de Lumumba, ocorrido há 65 anos. In “O País”
– Moçambique com “Notícias ao
Minuto”
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