domingo, 21 de junho de 2026

Angola - Projecto cultural transforma Baía de Luanda em “palco terapêutico”

No espaço deslizante da dança, as diferenças de idade e de nacionalidade desaparecem, dando lugar a uma identidade comum baseada na alegria e no estilo partilhado. Entre ritmos e compassos uníssonos, o projecto transforma a Baía de Luanda no epicentro privilegiado de preservação cultural, saúde mental e inclusão social por via da dança, com a Kizomba, o Semba e Afro Tribal a serem os estilos mais praticados

Nas tardes de Domingo, a Baía de Luanda é transformada no verdadeiro palco de encontro e reencontro cultural, de interacção social e de exercícios terapêuticos. Centenas de cidadãos com idades compreendidas entre os 17 e os 60 anos, vindos de diferentes pontos da cidade capital, acorrem ao local todos os fins-de-semana com um único objectivo: descontrair-se, e a dança acaba sendo a melhor ferramenta.

Enquanto uns procuram entreter-se com actividades promovidas ao redor da Baía, outros, atraídos pela música, fazem-se ao espaço para aprender a dançar e livrar-se do estresse acumulado durante a semana.

No espaço da dança, as diferenças de idade e de nacionalidade desaparecem, dando lugar a uma identidade comum baseada na alegria e no estilo partilhado. É o caso da dona Teresa Gonçalves, cidadã de 36 anos, integrante activa do Movimento “Kizomba na Rua” há quase quatro anos. A transformação emocional é o ponto central de seu relato.

Teresa recordou que, antes de optar pela dança, teve um período de profundo isolamento e tristezas que precisava esconder, mas, através da prática constante da dança, conseguiu superar essas barreiras emocionais, sentindo-se hoje uma pessoa plenamente à vontade e renovada. Assim como ela, outras pessoas também encontraram na dança a ‘receita mágica’ para aliviar o estresse do dia-a-dia. É o caso do jovem Ladys, um bailarino dedicado há mais de cinco anos ao Movimento “Kizomba na Rua” em Luanda. In “O País” - Angola


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