Já foi o tempo em que o livro e a literatura infantil,
numa data simbólica como a de hoje, 2 de Abril, faziam o deleite das crianças
nas escolas, nos centros infantis, no ambiente familiar, nas avenidas e nos
parques de diversão do país, onde cada uma procurava mostrar ao público as suas
habilidades nos recitais, na leitura e na interpretação, nos contos, nos concursos
de redacção e nas brincadeiras
Para trás, ficaram apenas lembranças
de um princípio criativo e pedagógico que muito contribuiu para o amplo sucesso
de muitas crianças da época no domínio da leitura e no desenvolvimento do seu
género por parte de autores, de promotores, de familiares, de encarregados de
educação e de núcleos de desenvolvimento de leitura pública.
Hoje, lamentavelmente, estas acções pedagógicas e de
entretenimento deixaram de fazer parte do roteiro dos petizes e do cronograma
institucional do Estado, sendo relegado para o segundo plano, situação que tem
interferido negativamente na sua capacidade de desenvolvimento cognitivo.
Curiosamente, pouco ou nada tem sido feito por parte das
instituições de direito para replicar as iniciativas que anteriormente
despertavam os piôs, para que o livro se tornasse um amigo inseparável no seu
seio, assim como da família. Mas, apesar de tudo, algumas iniciativas do fórum
privado (pessoal, colectiva) vêm registando um pouco pelo país adentro, com parcos
recursos, apenas para agradar os miúdos, enquanto as instituições de direito
fazem-se passar despercebidos em relação ao assunto. Augusto Nunes – Angola in “O País”
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