Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 2 de maio de 2020

África do Sul – Faleceu Denis Goldberg, o companheiro branco de Mandela

Por ser branco, Denis Goldberg, passou 22 anos preso numa cadeia para brancos, sendo, assim, obrigado a ficar longe dos seus companheiros de combate contra o regime racista sul-africano que estavam, com Nelson Mandela, detidos pelas mesmas razões na famosa prisão de Robben Island, destinada aos combatentes negros. Morreu na noite de quarta-feira, pouco antes da meia-noite, aos 87 anos



Foi em 1964, dois anos depois de Nelson Mandela ter sido detido, que Denis Goldberg foi condenado por traição e enjaulado por 22 anos pela sua actividade anti-apartheid, tendo mantido até ao seu desaparecimento físico a mesma convicção sobre a importância da luta travada até 1994, quando Mandela foi eleito o primeiro Presidente de uma África do Sul libertada.

Sendo judeu, filho de imigrantes vindos em família do Reino Unido, nasceu em 1933 na Cidade do Cabo, e, como o próprio descreveu num dos seus muitos registos, compreendeu que o que se passava na África do Sul sob o domínio do regime racista era "muito semelhante ao que ocorrera com a Alemanha Nazi", que perseguiu e matou mais de 6 milhões de judeus, para além de ciganos, negros, deficientes...

Antes da sua condenação a 22 anos de cadeia em 1964, quatro anos antes, em 1960, já tinha passado quatro meses preso por participar numa manifestação contra o regime após a polícia ter matado a tiro 69 pessoas durante o famoso massacre de Sharpeville, tendo entrado oficialmente nesse momento para o braço armado do Congresso Nacional Africano (ANC).

Seria detido em Rivonia, próximo de Joanesburgo, durante um raide policial, em 1963, quando preparava mais uma acção com outros combatentes do ANC, o que lhe valeu 22 anos de cárcere.

Mandela sempre elogiou Goldberg a quem não se cansava de reconhecer um sentido de humor excepcional, especialmente durante o julgamento que ficou para a história como Julgamento de Rivonia, onde foram ambos condenados, entre outros.

O duplo castigo do regime foi enviá-lo para uma prisão destinada a brancos, em Pretória, quando os seus companheiros acabaram na distante prisão de Robben Island. In “Novo Jornal” - Angola

Unicef - Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe sem acesso à Semana de Vacinação

Os países de língua portuguesa são prejudicados por medidas de combate à pandemia como encerramento de fronteiras e isolamento social. A suspensão de voos no mundo levou à redução de até 80% na entrega de lotes de vacinas



O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, informou que a pandemia de covid-19 está afectando gravemente a Semana de Imunização, que ocorre todos os anos contra o sarampo e a poliomielite.

A agência listou 26 países que podem ser prejudicados com as medidas contra a pandemia durante esta Semana de Vacinação. Na relação estão Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

Aeroportos

Em comunicado aos jornalistas, em Genebra, a Unicef pediu apoio para acabar com um atraso no envio de lotes de vacina por causa do encerramento de aeroportos e portos.

No ano passado, a agência licitou 2,4 mil milhões de doses de vacina para 100 nações.

A meta era alcançar 45% de todas as crianças menores de 5 anos de idade. Mas com a pandemia, está ocorrendo uma redução de até 80% na entrega dos lotes desde o início da Semana de Vacinação em 22 de março.

Transporte

No total, 26 países correm o risco de ficarem sem a imunização por causa do atraso no transporte dos lotes de vacinas. Nesta relação existem cinco nações que têm surtos de sarampo.

Lista completa de países:

Benin, Chade, Costa do Marfim, Guiné-Equatorial, Guiné-Bissau, Níger, São Tomé e Príncipe, Gana, Gâmbia, Burundi, Comoros, Eritreia, Eswatini, Ruanda, Zimbabué, Tadjiquistão, Turcomenistão, Butão, Nepal, Sri Lanka, Camboja, Coreia do Norte, Mongólia, Mianmar, Papua Nova-Guiné e Ilhas Salomão.

A Unicef alertou que o preço dos voos fretados por causa da pandemia é exorbitante e chegam a 200% do valor normal. Para a agência, muitos países não têm como arcar com esses custos e as crianças que precisam da vacina contra sarampo e poliomielite ficarão descobertas.



20 milhões

O Fundo ressalta que antes mesmo da pandemia de covid-19, cerca de 20 milhões de crianças abaixo de um ano de idade não eram imunizadas.

A Unicef alerta que a interrupção na entrega das doses poderá levar a surtos desastrosos este ano especialmente em países com frágeis sistemas de saúde.

O atraso no transporte das vacinas também gera um risco para os fabricantes das doses que terão que armazenar os lotes.

A Unicef está actuando com parceiros e fabricantes de vacinas para estudar soluções para o transporte. Entre eles estão a Aliança Gavi, Fundação Bill and Melinda Gates e a Organização Pan-Americana da Saúde. 

A agência da ONU pediu a governos, às empresas aéreas e ao sector privado que liberalizem as aeronaves e os voos a um preço acessível para a entrega das vacinas, uma vez que a vida das crianças está sob risco. ONU News – Nações Unidas

Traz outro amigo também











Vamos aprender português, cantando


Amigo maior que o pensamento
por essa estrada amigo vem
por essa estrada amigo vem
não percas tempo que o vento
é meu amigo também
não percas tempo que o vento
é meu amigo também

Em terras
em todas as fronteiras
seja benvindo quem vier por bem
seja benvindo quem vier por bem
se alguém houver que não queira
trá-lo contigo também
se alguém houver que não queira
trá-lo contigo também

Aqueles
aqueles que ficaram
em toda a parte todo o mundo tem
em toda a parte todo o mundo tem
em sonhos me visitaram
traz outro amigo também
em sonhos me visitaram
traz outro amigo também

Cordis – Portugal

Piano - Paulo Figueiredo – Portugal
Guitarra portuguesa – Bruno Costa – Portugal

Cuca Roseta – Portugal

Opus Quatro - Portugal

Letra e música – José Afonso - Portugal



sexta-feira, 1 de maio de 2020

Portugal - Novo disco do DSCH-Schostakovich Ensemble dedicado a Beethoven sai no outono

Novo disco do DSCH-Schostakovich Ensemble, criado em Lisboa pelo pianista Filipe Pinto Ribeiro, é dedicado a Beethoven, foi gravado em Paris e sai no outono.

O novo disco do Ensemble é dedicado a Beethoven, compositor de quem este ano se assinalam os 250 anos do nascimento, e será apresentado ao vivo em Lisboa, em outubro, disse à Lusa o Diretor artístico. O pianista Filipe Pinto Ribeiro disse que este é “um projeto fundamental” para o DSCH-Schostakovich Ensemble.

O álbum foi gravado em fevereiro último, antes do período de confinamento, na Seine Musicale, em Paris. “Trata-se de um projeto com a chancela da editora francesa Paraty e distribuição internacional da PIAS-Harmonia Mundi”, disse Pinto Ribeiro. “Inclui os dois Trios Opus 11 e 38, duas obras-primas do legado camerístico de Beethoven e as suas únicas obras dedicadas à formação de trio de piano, clarinete e violoncelo”.

Na gravação, o Ensemble, além do pianista português Filipe Pinto Ribeiro, contou com o clarinetista francês Pascal Moragues, 1º clarinete solo da Orquestra de Paris, professor no Conservatório Nacional Superior de Paris e na Escola Superior Rainha Sofia, em Madrid, e do violoncelista britânico Adrian Brendel, professor na Royal Academy of Music e na Guildhall School, em Londres.

O álbum dedicado a Beethoven sucede ao de 2018, dedicado à integral da obra para piano e conjunto de cordas de Dimitri Schostakovich (1906-1975) e chegará ao mercado no outono. O concerto de apresentação está previsto para o dia 8 de outubro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O DSCH-Schostakovich Ensemble foi criado em Lisboa, em 2006, pelo pianista Filipe Pinto Ribeiro, no ano do centenário do nascimento do compositor Dimitri Schostakovich. O Ensemble presta assim homenagem ao compositor, utilizando o seu nome e a sua famosa assinatura DSCH.

O DSCH-Schostakovich Ensemble tem uma formação com geometria variável e aborda um vasto reportório, de Bach a Schumann, de Mozart a Messiaen, de Brahms a Ravel, de Beethoven a Dvořák…

Desde a sua formação, o Ensemble apresenta uma programação anual em Portugal e desde 2008 tem residência artística no Centro Cultural de Belém. Também já se produziu em Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Estónia, Suécia e na Rússia. In “LusoJornal” – França com “Lusa”

Países Baixos - Realizador português vence festival de cinema

O filme “A mordida”, do realizador português Pedro Neves Marques, foi distinguido como a melhor curta-metragem de ficção no festival de cinema holandês Go Short, foi anunciado.

O festival deveria ter decorrido em Nijmegen, nos Países Baixos, mas, por causa da covid-19, foi alterado para uma edição ‘online’ que começou no dia 15.

Os prémios desta edição foram anunciados ‘online’ e “A mordida”, de Pedro Neves Marques, recebeu o prémio de melhor curta-metragem internacional de ficção, ficando ainda automaticamente nomeado para os prémios da Academia Europeia de Cinema.

A mordida” situa-se “algures entre o terror, a ficção científica e um drama queer”, com a narrativa centrada numa “relação poliamorosa e não-binária que procura sobreviver a uma epidemia que atravessa o Brasil”, lê-se na sinopse.

“O júri ficou muito impressionado com a narrativa inovadora e híbrida constantemente a oscilar entre um conto de ficção científica, um manifesto queer ou de poliamor e ativismo que denuncia a situação política no Brasil”, refere o festival.

O filme tem produção luso-brasileira e, segundo a agência Portugal Film, já foi exibido em vários festivais, nomeadamente no Canadá, Estados Unidos, Grécia e Suíça.

Esta é a terceira curta-metragem de Pedro Neves Marques, sucedendo a “Semente exterminadora” (2017) e “A arte que faz mal à vista” (2018).

Na competição do Go Short havia outros filmes de produção ou coprodução portuguesa: “Purple boy”, de Alexandre Siqueira, “Sol Negro”, de Maureen Fazendeiro, “Noite Perpétua”, de Pedro Peralta, “Salsa”, de Igor Dimitri, e “Estas mãos são minhas”, de André Miguel Ferreira.

A programação do festival conta ainda com os filmes “Entre sombras”, de Mónica Santos e Alice Guimarães, “Cães que ladram aos pássaros”, de Leonor Teles, e “Les extraordinaires mésaventures de la jeune fille de Pierre”, de Gabriel Abrantes. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

Timor-Leste – Unicef vai disponibilizar artigos para prevenção do coronavírus a 22 orfanatos



DÍLI – A Representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Timor-Leste, Valérie Taton, revelou que esta organização disponibilizará a 22 orfanatos timorenses artigos para prevenção do novo coronavírus.

Segundo Valérie Taton, a iniciativa deve-se ao apoio material do Governo do Japão, executado pela Unicef e Ministério da Solidariedade e Inclusão Social (MSSI).

“Vinte e dois orfanatos receberão os mesmos artigos. A Unicef, juntamente com o MSSI, tentam observar e fornecer alguns pacotes [de apoio], segundo as diferentes necessidades. Sabemos que as crianças órfãs são vulneráveis”, disse a representante da Unicef, em Bidau Mota-Klaran, Díli.

Valérie Taton afirmou ainda que do material entregue aos orfanatos fazem parte produtos de limpeza e higiene, como baldes, sabonetes, detergentes, desinfetantes, lençóis, toalhas, esfregonas assim como brochuras sobre a covid-19, entre outros.

A responsável da Unicef recordou também a tensão que as crianças sentem devido ao fecho das escolas.

“Encorajamos as crianças a acompanharem o método de aprendizagem desenvolvido pelo Ministério da Educação, nomeadamente o programa ‘Escola em Casa’. Assim, aliviam o stress”, sugeriu.

A Unicef efetuou ontem a entrega dos artigos às crianças do Orfanato Dominicano, em Bidau Mota Klaran.

Foi também oferecido um tablet para as crianças poderem descarregar o programa “Escola em Casa” com conteúdos de várias disciplinas.

O Chefe da Unidade de Cooperação e Parceria do MSSI, João Coimbra, afirmou, por sua vez, que, nesta situação de emergência, o ministério continua a trabalhar juntamente com os parceiros de desenvolvimento para apoiar as crianças mais necessitadas.

Já a Madre Superiora da Comunidade de Bidau Toko Baru, Evangelista Evangelina, agradeceu o auxílio ao orfanato.

“Agradeci à Unicef e MSSI a sua generosidade e o apoio ao Orfanato Dominicano”, afirmou. Nelia Fernandes – Timor-Leste in “Tatoli”

‘Ruminar’ ou o lirismo que vem do sertão

                                                           I
Quem está acostumado a ler a Bíblia sabe que, no Velho Testamento, em Números, capítulo 22, encontra-se a história em que um anjo aparece para advertir Balaão, filho de Beor, o Petor, senhor das campinas de Moabe, da banda do rio Jordão de Jericó, que, a pedido de Balaque, filho de Zipor, rei dos moabitas, pretendia barrar a passagem dos filhos de Israel, contrariando o que Deus lhe dissera em sonho. E que seguia Balaão em sentido contrário até que o anjo do Senhor fez com que a jumenta sobre a qual ele seguia montado se desviasse do caminho.

Então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho. E, vendo que o animal não respondia, voltou a espancá-lo com o bordão mais duas vezes. Então, o Senhor abriu a boca da jumenta para questionar Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? Em seguida, a jumenta ainda diria a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo que eu fui tua até hoje? Costumei eu alguma vez fazer assim contigo? E ele respondeu: Não. Então o Senhor abriu os olhos de Balaão, e ele viu o anjo do Senhor, que estava no caminho (...).

Mas, a que vêm estas reminiscências? Vêm para lembrar que não é de hoje que os homens de imaginação colocam os animais a falar ou ao menos a manifestar sentimentos que seriam inerentes apenas aos seres humanos, geralmente de lealdade. É o que se pode ver também na novela Asno de ouro em que seu autor, Lucius Apuleio (125d.C-170d.C), filósofo romano nascido em Madaura, na atual Argélia, Norte da África, conta como o personagem Lúcio, na Grécia, ao tomar uma poção por engano na casa de uma mulher versada em artes mágicas é transformado em asno, mas sem que viesse a perder a sua inteligência. Raptado por um bando de salteadores, Lúcio passa por provações, trabalhando como burro de carga, até que volta à condição humana. Na forma de asno, porém, tem a oportunidade de ouvir relatos de homens e mulheres e testemunhar a precariedade da vida humana. Essas aventuras acabam por constituir uma fábula sobre o pecado e a expiação.

                                                          II
Não se sabe se foi a partir desses exemplos que o poeta potiguar David de Medeiros Leite (1966) imaginou o seu livro de poemas Ruminar (Rumiar), que saiu em edição bilíngue em 2015 pela editora Sarau das Letras, de Mossoró-RN, e Trilce Editores, de Salamanca, com tradução para o espanhol pelo poeta peruano Alfredo Pérez de Alencart (1962), radicado há muitos anos em Salamanca e professor universitário desde 1987. O Asno de ouro, aliás, é citado por Alencart no prefácio que escreveu para esta obra, para lembrar que igualmente David de Medeiros Leite faz com que animais também falem, adquirindo a forma humana. “Em Ruminar, primeiro quem fala é o gado; depois, o vaqueiro que cuida do rebanho”, observa Alencart.

De fato, o autor apresenta, de forma poética, a relação homem-animal no contexto do sertão nordestino, colocando num primeiro momento o que seria a visão do gado, com suas inquietações que vão desde a preocupação com suas crias, até o questionamento quanto a sua situação de servo ou escravo do ser humano. Em seguida, os poemas mostram a visão do vaqueiro, sua preocupação com as tarefas cotidianas e até mesmo seu apego a superstições comuns ao homem sertanejo. Tudo perpassado por um lirismo transparente e puro, com versos moldados em formas breves e livres.

Um bom exemplo da primeira parte é um dos três poemas que dão título à obra, “Ruminar III”: A gemedeira do carro de boi/ faz o homem,/ de beira da estrada,/ admirar nossa passagem./ O ruído também/ nos serve/ de contrapeso/ ao fardo arrastado./ Entre/ a faina e o ruminar/seguimos aviltando/  vergastadas/ – transferidas, talvez –/ dos que sustentam/ em confusas mãos/ capatázios látegos.

O que encanta nos poemas de David de Medeiros Leite é a maneira como o poeta extrai seiva lírica da matéria mais humilde, como se pode constatar nos versos de “Sujeitos (ruminam)”, peça escrita em memória do poeta popular, cantor e improvisador cearense Antônio Gonçalves da Silva (1909-2002), mais conhecido como Patativa do Assaré. Vale a pena reproduzi-lo por inteiro: Para confidência/ elegi a vaca Estrela./ Com ela, meu desabafo diário/ em regozijos e dissabores./ E como sou compreendido!/ O boi Fubá,/ com cara enfadada,/ fica com despeitos./ Dou de ombros! Também os escuto/ decodificando seus humores,/ desgostos e contemplares./ Sou capaz de decifrar/ o olhar bovino/ desde menino./ E isso aprendi com meu avô,/ que dizia:/ “Nem carece encará- los – eles não gostam –/ só precisa mirá-los/ de soslaio/ e verá/ a profundidade/ que  carregam/ nos silêncios/ e breves mugidos”.

                                                         III
Nascido em Mossoró-RN, David de Medeiros Leite, graduado em 1999 pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre (2008) e doutor (2011) em Direito pela Universidade de Salamanca (USAL), na Espanha, é advogado, jurista e gestor com atuação em diversos cargos na administração pública e professor da UERN desde 2004, onde também desenvolve pesquisas, especialmente na área de Direito Público.

Foi pró-reitor de Gestão de Pessoas na UERN e é assessor jurídico da presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte. Foi ainda diretor científico da Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado do Rio Grande do Norte (Fapern). Em 2005, em parceria com o escritor Clauder Araújo, criou a editora Sarau das Letras. Além de livros de poemas, tem publicado biografias e livros de crônicas e de História com temas ligados ao Nordeste, em especial à cidade de Mossoró.

É autor de Companheiro Góis – dez anos de saudade, biografia (Coleção Mossoroense, 2001), Os carmelitas em Mossoró, em coautoria com Gildson Souza Bezerra e José Lima Dias Júnior (Coleção Mossoroense, 2002), Ombudsman mossoroense (Sebo Vermelho, 2003), Duarte Filho: exemplo de dignidade na vida e na política, biografia, em coautoria com Lupércio Luiz de, Azevedo (Sarau das Letras, 2005), Incerto caminhar (Sarau das Letras, 2009), Cartas de Salamanca (Sarau das Letras, 2011), Casa das lâmpadas (Sarau das Letras, 2013), Mossoró e Tibau em versos – antologia poética, em coautoria com Edilson Segundo (Sarau das Letras, 2014), Rio do fogo, em coautoria com Bruno Lacerda (2017); Mi Salamanca: guía de un poeta nordestino, com tradução e prólogo de Alfredo Pérez Alencart (2018), Aldemar Duarte Leite: centenário de nascimento, biografia (2018), e  História da Liga Operária de Mossoró, em coautoria com José Edílson Segundo e Olivá Leite da Silva Júnior (2018).

Na área de Direito, é autor ainda de Presupuesto participativo en municipios brasileños: aspectos jurídicos y administrativos (Editorial Académica Española, 2012) e Participação política e cidadania – Amicus Curiae, audiências públicas parlamentares e orçamento participativo, em coautoria com José Armando Pontes Dias Júnior e Aurélia Carta Queiroga da Silva (2018). Adelto Gonçalves – Brasil

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Ruminar (Rumiar), de David de Medeiros Leite, com tradução e prólogo de Alfredo Pérez Alencart. Mossoró-RN: Sarau de Letras Editora; Salamanca-Espanha: Trilce Ediciones, 80 páginas, 2015. E-mails: clauderarcanjo@gmail.com davidmleite@hotmail.com
  
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Adelto Gonçalves é doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/Academia Brasileira de Letras, 2012),  Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), Os Vira-latas da Madrugada (Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1981; Taubaté-SP, Letra Selvagem, 2015) e O Reino, a Colônia e o Poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo 1788-1797 (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2019), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br