Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Angola – Obras públicas para 2016

As construtoras Mota Engil e Soares da Costa vão integrar um consórcio para realizar, em 2016, obras em Angola, de abastecimento de água no valor de 276 milhões de euros. O primeiro dos contratos relaciona-se com uma estação de bombagem, conduta elevatória e estação de tratamento por 267 milhões de euros. As autoridades angolanas aprovaram também a construção de uma Estação de Tratamento de Água do Processo (ETAP), por 8,8 milhões de euros. Baía da Lusofonia

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Brasil - Novo acordo ortográfico entrou em vigor no Brasil

As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir do passado dia 01 de janeiro de 2016. Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com a entrada em vigor do acordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro.

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para 1° de janeiro de 2016.

O Brasil é o terceiro dos oito países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que já estão em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas.

Com a padronização da língua, a CPLP pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa, já que os livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países. De acordo com o Ministério da Educação, o acordo alterou 0,8% dos vocábulos da língua portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.

Alfabeto, trema e acentos

Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

O trema – dois pontos sobre a vogal u – foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo.

Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes "éi" e "ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.

O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).

A grafia correta das palavras conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível no sítio da Academia Brasileira de Letras (ABL) e por meio de aplicativo para smartphones e tablets, que pode ser baixado em dispositivos Android, pelo Google Play, e em dispositivos da Apple, pela App Store. Luana Lourenço – Brasil in “Agência Brasil”

domingo, 3 de janeiro de 2016

Guiné-Bissau - Empresa "Net sem Fios" já cobre toda a capital

Bissau - O Administrador da empresa, Net Sem Fios afirmou que já estão a cobrir toda a cidade de Bissau com a rede de internet e perspectiva atingir outras localidades do interior do país nos próximos tempos.

Fernando Gomes que falava hoje na cerimónia da inauguração da sede da empresa, disse que, aquando do lançamento oficial da Net Sem Fios, em Abril passado, a sua rede de internet só cobria 30 por cento da cidade de Bissau.

"A partir dessa altura, a empresa nem sequer tinha uma sede porque qualquer cliente que nos solicitava a prestação de serviços e reside por exemplo no Bairro Militar ou Quelelé, não estaríamos em condições de atender o seu pedido. Por isso, remetíamos sempre em silêncio e a trabalhar aos poucos", disse.

"Recebemos e instalamos os últimos equipamentos na semana passada, portanto, já está garantido que a rede da internet da empresa pode ser captada em qualquer localidade da cidade de Bissau", garantiu.

Referindo-se aos recursos humanos da empresa, Fernando Gomes disse que nesta primeira fase dispõe de oito pessoas para os serviços técnicos e administrativos.

Abordado sobre se estão à altura de concorrer com outras operadoras de telecomunicação no país, o Administrador da empresa "Net Sem Fios", disse que o objectivo não é de fazer face a ninguém mas sim, ajudar ao povo guineense a ter uma coisa de bom.

"É uma pequena empresa que começa a operar no país. Já disse atrás que temos duas outras empresas gigantes mundiais no sector que são a MTN e Orange, mas aos poucos vamos fornecer os nossos serviços de qualidade aos clientes, e caberá ao povo fazer a sua avaliação", sublinhou.

A empresa Net Sem Fios fornece aos clientes programas de desenvolvimento do software de gestão, criação de páginas Web, e vende produtos informáticos entre outros. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

Malaca - Uma herança portuguesa construída longe de Portugal, na Malásia























Malaca – Músicas de origem lusa cantadas no crioulo português de Malaca, como “Maliao, maliao” e “Ti Anika”, têm elevado o nome dos grupos folclóricos dos lusodescendentes na Malásia, mas raramente são associadas a Portugal.

O nome do grupo “1511 O Maliao Malaio Dance Troupe” faz referência ao ano que os portugueses tomaram Malaca, mas, segundo o chefe do rancho, Gerard da Costa, o público raramente faz essa associação.

O grupo é “sobretudo associado com o governo”, mas “somos como embaixadores de Portugal de graça”, refere Gerard de Costa, que dança desde os onze anos.

Deparando-se com a falta de espetáculos para a festa do São Pedro do ano passado, Gerard e a esposa, Anne de Mello, decidiram formar um grupo e fizeram a sua primeira atuação apenas após “cinco dias de treino”.

No reportório dos ranchos dos lusodescendentes há várias músicas que lembram Portugal, como o “Maliao, maliao”, mas há também muitas canções criadas por habitantes locais, como “O Amor”, composta pelo pai de Anne, Norman De Mello.

A diferença entre os grupos de folclore da comunidade reside no estilo de dança, com alguns mais aportuguesados, outros mais originais, mas todos se unem no derradeiro propósito de defender o seu Portugal singular, nascido e criado em Malaca.

Há também diferentes trajes, desde as típicas saias rodadas e lenços na cabeça usados pelos ranchos lusos à blusa tradicional do Sudeste Asiático conhecida como kebaya, e passando ainda por trajes de Natal vestidos apenas nesta quadra para combinar com as canções natalícias.

Apesar do avultado investimento em tempo e em dinheiro, ainda que o grupo tenha alguns patrocinadores anónimos. Anne deseja que os seus filhos lhe sigam os passos de dança, até porque “as pessoas amam as nossas músicas” e é uma forma de manter a arte “viva”.

“Definitivamente queremos ir lá [Portugal] e fazer algo para eles”, responde.

O marido completa, afirmando querer “mostrar a Portugal que nós existimos aqui e que estamos a manter a cultura portuguesa”.

Também o grupo cultural DomMarina é “famoso” na Malásia, mas surge sempre “associado a Malaca” e não a Portugal, segundo Jeremiah Hendricks, filho dos pais do grupo.

Dominic Hendricks e a esposa, Marina Damker, formaram o conjunto de 20 pessoas em 2006 e hoje em dia procuram músicas portuguesas no sítio Youtube para juntar ao reportório de músicas locais.

Dominic Hendricks, que no ano passado viajou a Dili a convite do governo timorense para atuar na cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), refere que sonha com o dia em que será convidado a atuar em Portugal.

Os ensaios do DomMarina, onde não faltam palavras em português, são liderados pelo octogenário Noel Felix e às coreografias é imprimido um ar “mais moderno e mais vivo”, segundo o fundador.

Jeremiah Hendricks quer continuar o grupo iniciado pelos pais, porque estas manifestações culturais são parte da sua identidade enquanto “português” de Malaca.

“Um, dois, três, anda”, diz uma das crianças durante o ensaio do grupo de dança Troupa de Santa Maria, iniciado por Sara Frederica Santa Maria no início deste ano, para “passar a cultura para as crianças.”

Também os mais novos vestem trajes portugueses e, nesta quadra natalícia, são convidados a brindar o Natal com as suas danças fora de Malaca.

Por seu lado, Alvin Fletcher considera difícil envolver os jovens na música tradicional, por isso há um mês iniciou aulas de música com um grupo de oito a nove alunos.

Dentro de um ano, após “ensiná-los a ler notas musicais” e a tocar “os nossos antigos instrumentos”, Alvin Fletcher espera poder iniciar um grupo de batucada, por considerar o estilo apelativo para a geração mais nova, embora reconheça que precisará de patrocinadores para adquirir os instrumentos.

A comunidade de lusodescendentes de Malaca, que reúne cerca de mil pessoas num bairro perto do centro de Malaca, embora tenha elementos espalhados por outros pontos do globo, tem-se mantido fiel à herança portuguesa que os seus antepassados receberam há 500 anos, quando Afonso de Albuquerque conquistou a cidade. In “Observatório da Língua Portuguesa”

sábado, 2 de janeiro de 2016

Macau - Polícias estudam línguas, etiqueta e história

O Governo iniciou cursos de formação no Instituto de Formação Turística para melhorar a capacidade de atendimento das Forças de Segurança na linha da frente. Esta parceria irá incluir ainda a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública e o Instituto Português do Oriente em cursos de língua, etiqueta internacional e conhecimentos históricos. Foram programados oito cursos durante cinco anos para melhorar a capacidade de atendimento e a imagem de Macau


Tendo em conta o objectivo do território de se afirmar como Centro Mundial de Turismo e Lazer, a Escola Superior das Forças de Segurança de Macau anunciou o estabelecimento de parcerias com instituições de ensino e organismos da função pública para melhorar a qualidade dos serviços prestados pelos agentes policiais da linha da frente.

De acordo com um comunicado, a Escola Superior das Forças de Segurança de Macau irá colaborar com o Instituto de Formação Turística (IFT), a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública e o Instituto Português do Oriente na oferta de formações em “comunicação, aspecto social e conhecimentos culturais” do território.

Os agentes irão estudar disciplinas como Mandarim, Inglês, Português, Etiqueta Internacional, Técnicas de Atendimento, Gestão de Emoção, História de Macau e Conhecimentos Básicos sobre o Património Mundial de Macau. As autoridades esperam que, através desta iniciativa, os agentes possam melhorar as suas capacidades de atendimento em termos de língua, etiqueta internacional e conhecimentos culturais.

Apesar de estarem direccionadas para os polícias da linha da frente que desempenhem funções nos Serviços de Migração ou que estejam destacados para os pontos turísticos, as acções de formação também podem ser frequentadas por outros agentes interessados. Os cursos serão lecionados por formadores profissionais dessas instituições tendo como base métodos de ensino interactivos e diversificados, sublinhou a Escola Superior das Forças de Segurança de Macau.

Desde Novembro já foram criadas duas turmas com aulas no IFT e a partir de 2016 serão constituídas, todos os anos, oito turmas de formação com 70 horas de aulas. No final da formação, os agentes que concluírem com aproveitamento o curso receberão um diploma.

Este projecto estará em vigor, ininterruptamente, durante cinco anos para que se formem agentes capazes e em número suficiente para lidar com a realidade de Macau como cidade turística. A Escola Superior das Forças de Segurança acredita que os cursos permitirão ao corpo policial acompanhar o desenvolvimento da sociedade e atenuar a pressão sentida, tanto a nível da população residentes como da população turística. Assim, os agentes poderão responder às perguntas dos turistas e prestar o apoio necessário a nível de conhecimentos históricos com proficiência linguística e técnicas para lidar com diferentes situações que venham a surgir.

Por outro lado, os cursos de formação poderão melhorar a imagem das Forças de Segurança de Macau e a auto-estima dos agentes, o que consequentemente contribui para uma melhoria da imagem do território como cidade de lazer e turismo. In “Jornal Tribuna de Macau”

Brasil - Alessandra Leão lança terceiro EP da trilogia “Língua”

No próximo dia 14 de janeiro de 2015, quinta-feira, às 21h30, Alessandra Leão lança “Língua”, o terceiro e conclusivo álbum do projeto de mesmo nome, na Choperia do Sesc Pompeia. O show contará com participação especial de Ná Ozzetti.

A trilogia, ou ciclo criativo de três etapas, de Alessandra em parceria com o compositor, arranjador e produtor musical Caçapa, com a atriz e dramaturga Luciana Lyra e com a artista gráfica Vânia Medeiros, resultou no EP ‘Pedra do Sal’, lançado em 2014; ‘Aço’, de maio de 2015 e se encerra com ‘Língua’. Nas palavras de Tulipa Ruiz, o capítulo final do projeto é “uma trilogia de paisagens sonoras, estados e lugares da alma”.

Alessandra Leão é percursionista, cantora e compositora. Natural de Pernambuco, iniciou sua carreira no grupo Comadre Fulozinha e tocou com nomes como Antônio Carlos Nóbrega e Siba. Em ‘Língua’, a cantora faz parceria com Ná Ozzetti na faixa “Pássaros, Mulheres e Peixes”, dueto que estará presente no show.

Ná Ozzetti despontou como uma das mais marcantes vozes brasileiras na década de 70, juntamente com o grupo ‘Rumo’, liderado por Luiz Tatit. Seus mais recentes trabalhos são os álbuns ‘Ná e Zé’, em parceria com José Miguel Wisnik, e “Thiago França”, com a banda paulistana Passo Torto. In “Vá de Cultura” - Brasil


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Portugal - Solidariedade com o compositor e artista plástico Maio Coopé

Amanhã, 02 de Janeiro de 2015, Noite Temática Guineense – Solidariedade com o compositor e artista plástico Maio Coopé


Há quase vinte anos em Portugal, Maio Coopé, nome de referência da música e da cultura da Guiné-Bissau enfrenta actualmente uma situação muito delicada (e injusta!) face à sua legalização no nosso país. Vamos ajudar, participando alegre e solidariamente numa Noite dedicada à música e à cultura guineenses, cuja receita reverte maioritariamente a favor de Maio Coopé, também ele fundador do Centro InterCulturaCidade e animador das nossas actividades desde a 1ª hora.

A 1ª noite temática de 2016 no Centro InterCulturaCidade é assim um tempo e momento solidário. Ou melhor, um tempo e momento fraterno, de entreajuda entre iguais, entre pessoas que recusam, ontem como hoje e hoje como amanhã, que a cor da pele, a origem ou a fragilidade socioeconómica possam ser usadas como forma de coacção pelos poderes em presença para desestabilizar ou humilhar psicologicamente pessoas que lutam pela sua dignidade e pelo seu direito a uma vida tranquila em Portugal. No início do 20º aniversário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, quando o actual 1º ministro português afirma publicamente ser seu propósito pugnar pela livre circulação de cidadãos da CPLP, esta é uma causa da mais óbvia e elementar justiça. Centro InterCulturaCidade

Programa:
20h30 – Jantar tradicional
Entrada: Amendoim salgado
Prato: Caldo de Mancarra
Sobremesa: Salada de frutas tropicais

22h30 – Concerto com Maio Coopé e amigos

*Jantar e concerto + 1 bebida: contribuição solidária de 15 interculturas**
**Só concerto: contribuição solidária de 5 interculturas (com oferta de 1 bebida)**

INSCRIÇÕES:
Telemóvel: 92 609 36 04
Telefone: 21 820 76 57
E-mail: info.interculturacidade@gmail.com