As construtoras Mota Engil e
Soares da Costa vão integrar um consórcio para realizar, em 2016, obras em
Angola, de abastecimento de água no valor de 276 milhões de euros. O primeiro
dos contratos relaciona-se com uma estação de bombagem, conduta elevatória e
estação de tratamento por 267 milhões de euros. As autoridades angolanas
aprovaram também a construção de uma Estação de Tratamento de Água do Processo (ETAP),
por 8,8 milhões de euros. Baía da
Lusofonia
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Brasil - Novo acordo ortográfico entrou em vigor no Brasil
As regras do Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir do passado
dia 01 de janeiro de 2016. Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e
novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais
com a entrada em vigor do acordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro.
Assinado em 1990 com outros
Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para
padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008
e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as
regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas,
após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para
1° de janeiro de 2016.
O Brasil é o terceiro dos oito
países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que já estão
em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e
Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras
ortográficas.
Com a padronização da língua,
a CPLP pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e
ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa, já que os
livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários
entre os países. De acordo com o Ministério da Educação, o acordo alterou 0,8%
dos vocábulos da língua portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.
Alfabeto,
trema e acentos
Entre as principais mudanças,
está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e
y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e
abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.
O trema – dois pontos sobre a
vogal u – foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto,
a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e
tranquilo continuam com a mesma pronúncia.
Os acentos diferenciais também
deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença
gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há
exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do
indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que
tiveram os acentos diferenciais mantidos.
O acento circunflexo foi
retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem,
veem e em substantivos como enjoo e voo.
Já o acento agudo foi
eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes "éi" e "ói”),
dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.
O hífen deixou de ser usado em
dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra
passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r
(super-resistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a
segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).
A grafia correta das palavras
conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico
da Língua Portuguesa (Volp), disponível no sítio da Academia Brasileira de Letras
(ABL) e por meio de aplicativo para smartphones e
tablets, que pode ser baixado em dispositivos Android, pelo Google Play, e em
dispositivos da Apple, pela App Store. Luana
Lourenço – Brasil in “Agência Brasil”
domingo, 3 de janeiro de 2016
Guiné-Bissau - Empresa "Net sem Fios" já cobre toda a capital
Bissau - O Administrador da
empresa, Net Sem Fios afirmou que já estão a cobrir toda a cidade de Bissau com
a rede de internet e perspectiva atingir outras localidades do interior do país
nos próximos tempos.
Fernando Gomes que falava hoje
na cerimónia da inauguração da sede da empresa, disse que, aquando do
lançamento oficial da Net Sem Fios, em Abril passado, a sua rede de internet só
cobria 30 por cento da cidade de Bissau.
"A partir dessa altura, a
empresa nem sequer tinha uma sede porque qualquer cliente que nos solicitava a
prestação de serviços e reside por exemplo no Bairro Militar ou Quelelé, não
estaríamos em condições de atender o seu pedido. Por isso, remetíamos sempre em
silêncio e a trabalhar aos poucos", disse.
"Recebemos e instalamos
os últimos equipamentos na semana passada, portanto, já está garantido que a
rede da internet da empresa pode ser captada em qualquer localidade da cidade
de Bissau", garantiu.
Referindo-se aos recursos
humanos da empresa, Fernando Gomes disse que nesta primeira fase dispõe de oito
pessoas para os serviços técnicos e administrativos.
Abordado sobre se estão à
altura de concorrer com outras operadoras de telecomunicação no país, o
Administrador da empresa "Net Sem Fios", disse que o objectivo não é
de fazer face a ninguém mas sim, ajudar ao povo guineense a ter uma coisa de
bom.
"É uma pequena empresa
que começa a operar no país. Já disse atrás que temos duas outras empresas
gigantes mundiais no sector que são a MTN e Orange, mas aos poucos vamos
fornecer os nossos serviços de qualidade aos clientes, e caberá ao povo fazer a
sua avaliação", sublinhou.
A empresa Net Sem Fios fornece
aos clientes programas de desenvolvimento do software de gestão, criação de
páginas Web, e vende produtos informáticos entre outros. In “Agência
de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau
Malaca - Uma herança portuguesa construída longe de Portugal, na Malásia
Malaca – Músicas de origem
lusa cantadas no crioulo português de Malaca, como “Maliao, maliao” e “Ti
Anika”, têm elevado o nome dos grupos folclóricos dos lusodescendentes na
Malásia, mas raramente são associadas a Portugal.
O nome do grupo “1511 O Maliao
Malaio Dance Troupe” faz referência ao ano que os portugueses tomaram Malaca,
mas, segundo o chefe do rancho, Gerard da Costa, o público raramente faz essa
associação.
O grupo é “sobretudo associado
com o governo”, mas “somos como embaixadores de Portugal de graça”, refere
Gerard de Costa, que dança desde os onze anos.
Deparando-se com a falta de
espetáculos para a festa do São Pedro do ano passado, Gerard e a esposa, Anne
de Mello, decidiram formar um grupo e fizeram a sua primeira atuação apenas
após “cinco dias de treino”.
No reportório dos ranchos dos
lusodescendentes há várias músicas que lembram Portugal, como o “Maliao, maliao”,
mas há também muitas canções criadas por habitantes locais, como “O Amor”,
composta pelo pai de Anne, Norman De Mello.
A diferença entre os grupos de
folclore da comunidade reside no estilo de dança, com alguns mais
aportuguesados, outros mais originais, mas todos se unem no derradeiro
propósito de defender o seu Portugal singular, nascido e criado em Malaca.
Há também diferentes trajes,
desde as típicas saias rodadas e lenços na cabeça usados pelos ranchos lusos à
blusa tradicional do Sudeste Asiático conhecida como kebaya, e passando ainda
por trajes de Natal vestidos apenas nesta quadra para combinar com as canções
natalícias.
Apesar do avultado
investimento em tempo e em dinheiro, ainda que o grupo tenha alguns
patrocinadores anónimos. Anne deseja que os seus filhos lhe sigam os passos de
dança, até porque “as pessoas amam as nossas músicas” e é uma forma de manter a
arte “viva”.
“Definitivamente queremos ir
lá [Portugal] e fazer algo para eles”, responde.
O marido completa, afirmando
querer “mostrar a Portugal que nós existimos aqui e que estamos a manter a
cultura portuguesa”.
Também o grupo cultural
DomMarina é “famoso” na Malásia, mas surge sempre “associado a Malaca” e não a
Portugal, segundo Jeremiah Hendricks, filho dos pais do grupo.
Dominic Hendricks e a esposa,
Marina Damker, formaram o conjunto de 20 pessoas em 2006 e hoje em dia procuram
músicas portuguesas no sítio Youtube para juntar ao reportório de músicas
locais.
Dominic Hendricks, que no ano
passado viajou a Dili a convite do governo timorense para atuar na cimeira da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), refere que sonha com o dia
em que será convidado a atuar em Portugal.
Os ensaios do DomMarina, onde
não faltam palavras em português, são liderados pelo octogenário Noel Felix e
às coreografias é imprimido um ar “mais moderno e mais vivo”, segundo o
fundador.
Jeremiah Hendricks quer
continuar o grupo iniciado pelos pais, porque estas manifestações culturais são
parte da sua identidade enquanto “português” de Malaca.
“Um, dois, três, anda”, diz
uma das crianças durante o ensaio do grupo de dança Troupa de Santa Maria,
iniciado por Sara Frederica Santa Maria no início deste ano, para “passar a
cultura para as crianças.”
Também os mais novos vestem
trajes portugueses e, nesta quadra natalícia, são convidados a brindar o Natal
com as suas danças fora de Malaca.
Por seu lado, Alvin Fletcher
considera difícil envolver os jovens na música tradicional, por isso há um mês
iniciou aulas de música com um grupo de oito a nove alunos.
Dentro de um ano, após
“ensiná-los a ler notas musicais” e a tocar “os nossos antigos instrumentos”,
Alvin Fletcher espera poder iniciar um grupo de batucada, por considerar o
estilo apelativo para a geração mais nova, embora reconheça que precisará de
patrocinadores para adquirir os instrumentos.
A comunidade de
lusodescendentes de Malaca, que reúne cerca de mil pessoas num bairro perto do
centro de Malaca, embora tenha elementos espalhados por outros pontos do globo,
tem-se mantido fiel à herança portuguesa que os seus antepassados receberam há
500 anos, quando Afonso de Albuquerque conquistou a cidade. In “Observatório
da Língua Portuguesa”
sábado, 2 de janeiro de 2016
Macau - Polícias estudam línguas, etiqueta e história
O Governo iniciou cursos de
formação no Instituto de Formação Turística para melhorar a capacidade de
atendimento das Forças de Segurança na linha da frente. Esta parceria irá
incluir ainda a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública e o
Instituto Português do Oriente em cursos de língua, etiqueta internacional e
conhecimentos históricos. Foram programados oito cursos durante cinco anos para
melhorar a capacidade de atendimento e a imagem de Macau
Tendo em conta o objectivo do
território de se afirmar como Centro Mundial de Turismo e Lazer, a Escola
Superior das Forças de Segurança de Macau anunciou o estabelecimento de
parcerias com instituições de ensino e organismos da função pública para
melhorar a qualidade dos serviços prestados pelos agentes policiais da linha da
frente.
De acordo com um comunicado, a
Escola Superior das Forças de Segurança de Macau irá colaborar com o Instituto
de Formação Turística (IFT), a Direcção dos Serviços de Administração e Função
Pública e o Instituto Português do Oriente na oferta de formações em
“comunicação, aspecto social e conhecimentos culturais” do território.
Os agentes irão estudar
disciplinas como Mandarim, Inglês, Português, Etiqueta Internacional, Técnicas
de Atendimento, Gestão de Emoção, História de Macau e Conhecimentos Básicos
sobre o Património Mundial de Macau. As autoridades esperam que, através desta
iniciativa, os agentes possam melhorar as suas capacidades de atendimento em
termos de língua, etiqueta internacional e conhecimentos culturais.
Apesar de estarem
direccionadas para os polícias da linha da frente que desempenhem funções nos
Serviços de Migração ou que estejam destacados para os pontos turísticos, as acções
de formação também podem ser frequentadas por outros agentes interessados. Os
cursos serão lecionados por formadores profissionais dessas instituições tendo
como base métodos de ensino interactivos e diversificados, sublinhou a Escola
Superior das Forças de Segurança de Macau.
Desde Novembro já foram
criadas duas turmas com aulas no IFT e a partir de 2016 serão constituídas,
todos os anos, oito turmas de formação com 70 horas de aulas. No final da
formação, os agentes que concluírem com aproveitamento o curso receberão um
diploma.
Este projecto estará em vigor,
ininterruptamente, durante cinco anos para que se formem agentes capazes e em
número suficiente para lidar com a realidade de Macau como cidade turística. A
Escola Superior das Forças de Segurança acredita que os cursos permitirão ao
corpo policial acompanhar o desenvolvimento da sociedade e atenuar a pressão
sentida, tanto a nível da população residentes como da população turística. Assim,
os agentes poderão responder às perguntas dos turistas e prestar o apoio necessário
a nível de conhecimentos históricos com proficiência linguística e técnicas
para lidar com diferentes situações que venham a surgir.
Por outro lado, os
cursos de formação poderão melhorar a imagem das Forças de Segurança de Macau e
a auto-estima dos agentes, o que consequentemente contribui para uma melhoria
da imagem do território como cidade de lazer e turismo. In “Jornal
Tribuna de Macau”
Brasil - Alessandra Leão lança terceiro EP da trilogia “Língua”
No próximo dia 14 de janeiro
de 2015, quinta-feira, às 21h30, Alessandra Leão lança “Língua”, o terceiro e
conclusivo álbum do projeto de mesmo nome, na Choperia do Sesc Pompeia. O show
contará com participação especial de Ná Ozzetti.
A trilogia, ou ciclo criativo
de três etapas, de Alessandra em parceria com o compositor, arranjador e
produtor musical Caçapa, com a atriz e dramaturga Luciana Lyra e com a artista
gráfica Vânia Medeiros, resultou no EP ‘Pedra do Sal’, lançado em 2014; ‘Aço’,
de maio de 2015 e se encerra com ‘Língua’. Nas palavras de Tulipa Ruiz, o
capítulo final do projeto é “uma trilogia de paisagens sonoras, estados e
lugares da alma”.
Alessandra Leão é
percursionista, cantora e compositora. Natural de Pernambuco, iniciou sua
carreira no grupo Comadre Fulozinha e tocou com nomes como Antônio Carlos
Nóbrega e Siba. Em ‘Língua’, a cantora faz parceria com Ná Ozzetti na faixa
“Pássaros, Mulheres e Peixes”, dueto que estará presente no show.
Ná Ozzetti despontou como uma
das mais marcantes vozes brasileiras na década de 70, juntamente com o grupo
‘Rumo’, liderado por Luiz Tatit. Seus mais recentes trabalhos são os álbuns ‘Ná
e Zé’, em parceria com José Miguel Wisnik, e “Thiago França”, com a banda
paulistana Passo Torto. In “Vá de Cultura” - Brasil
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Portugal - Solidariedade com o compositor e artista plástico Maio Coopé
Amanhã,
02 de Janeiro de 2015, Noite Temática Guineense – Solidariedade com o
compositor e artista plástico Maio Coopé
Há quase vinte anos em Portugal,
Maio Coopé, nome de referência da música e da cultura da Guiné-Bissau enfrenta
actualmente uma situação muito delicada (e injusta!) face à sua legalização no
nosso país. Vamos ajudar, participando alegre e solidariamente numa Noite
dedicada à música e à cultura guineenses, cuja receita reverte maioritariamente
a favor de Maio Coopé, também ele fundador do Centro InterCulturaCidade e
animador das nossas actividades desde a 1ª hora.
A 1ª noite temática de 2016 no
Centro InterCulturaCidade é assim um tempo e momento solidário. Ou melhor, um
tempo e momento fraterno, de entreajuda entre iguais, entre pessoas que
recusam, ontem como hoje e hoje como amanhã, que a cor da pele, a origem ou a
fragilidade socioeconómica possam ser usadas como forma de coacção pelos
poderes em presença para desestabilizar ou humilhar psicologicamente pessoas
que lutam pela sua dignidade e pelo seu direito a uma vida tranquila em
Portugal. No início do 20º aniversário da Comunidade de Países de Língua
Portuguesa, quando o actual 1º ministro português afirma publicamente ser seu
propósito pugnar pela livre circulação de cidadãos da CPLP, esta é uma causa da
mais óbvia e elementar justiça. Centro
InterCulturaCidade
Programa:
20h30 – Jantar tradicional
Entrada: Amendoim salgado
Prato: Caldo de Mancarra
Sobremesa: Salada de frutas
tropicais
22h30 – Concerto com Maio
Coopé e amigos
*Jantar e concerto + 1 bebida:
contribuição solidária de 15 interculturas**
**Só concerto: contribuição
solidária de 5 interculturas (com oferta de 1 bebida)**
INSCRIÇÕES:
Telemóvel: 92 609 36 04
Telefone: 21 820 76 57
E-mail:
info.interculturacidade@gmail.com
Local: Centro InterCulturaCidade
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