Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Angola – CF Benguela cresce na carga e nos passageiros

A Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) movimentou este ano 27 mil toneladas de mercadorias diversas e 461 mil passageiros, anunciou no Lobito, Angola, o presidente da empresa.

José Carlos Gomes adiantou que a movimentação de mercadorias registada representou um aumento de 42,4% relativamente à tonelagem de 2014, tendo o número de passageiros representado um acréscimo de 29,7%.

Não obstante estes aumentos, o presidente da CFB reconheceu que a situação financeira da empresa é débil e que continua a depender do Orçamento Geral do Estado para o pagamento de salários e os subsídios.

Carlos Gomes mencionou ainda o facto de a velocidade actualmente atingida pelas composições não ser a mais desejada, estando a empresa a trabalhar no sentido de fazê-la aumentar para 80 a 90 quilómetros por hora.

Os caminhos-de-ferro de Benguela ligam o porto de Lobito à povoação fronteiriça de Luau, na zona oriental de Angola, atravessando as províncias de Benguela, Huambo, Bié e Moxico. A linha foi totalmente reconstruída pela empresa China Railway Construction Corporation (CRCC), que assegurou  desde a elaboração do projecto à construção física da linha e das 67 estações, além do fornecimento de material circulante, com um custo avaliado em 1,83 mil milhões de dólares. In “Transportes & Negócios” - Portugal

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Brasil - O futuro dos portos

SÃO PAULO – Dados recentes da McKinsey & Company, tradicional empresa de consultoria de Nova York, mostram que o comércio exterior se encontra numa fase de muitas mudanças e que os países que não despertarem para os novos tempos que se avizinham podem sofrer consequências nefastas em seu desenvolvimento.

Esses dados apontam que há uma acentuada tendência de crescimento no comércio internacional que vem provocando fortes impactos no transporte marítimo e nos portos. Basta ver que o volume de cargas saltou de 8,2 bilhões de toneladas, em 2008, para 10,1 bilhões em 2014. Em contêineres, a evolução foi de 2 bilhões de toneladas para 3 bilhões no mesmo período e em granéis de 1,2 bilhão para 1,6 bilhão. Os números da McKinsey mostram ainda que há um gap (fosso) de 20% entre a oferta e a demanda que deverá persistir pelo menos até 2019.

Como se sabe, na luta pelo barateamento de fretes, têm sido construídos navios cada vez maiores. Entre 1996 e 2015, os navios que carregam contêineres cresceram 90% no tamanho. Assim, navios que, em 1990, transportavam 5.000 TEUs – unidade equivalente a um contêiner de 20 pés – foram substituídos por outros  que carregam 21 mil TEUs. Já os navios graneleiros cresceram em média 55% e os tanqueiros, 21%.

Não é preciso esforço para imaginar o que esse crescimento tem representado para as administrações portuárias: navios gigantescos exigem canais de navegação mais largos e profundos, o que significa maiores custos com obras de dragagem. Exigem também gruas mais altas e com maior capacidade de operação, o que equivale a maiores investimentos em equipamentos. E o maior volume de carga necessita de áreas operacionais mais amplas, bem como de maiores recursos para aumentar a infraestrutura portuária, viária, ferroviária e dutoviária. Obviamente, o porto que não responde a essas demandas acaba preterido em favor de outros mais bem equipados ou aquinhoados pela Natureza como aqueles instalados em ambiente de águas profundas.

A concorrência dá-se ainda pela eficiência nas operações. Hoje, os portos chineses conseguem registrar mais de 120 movimentos por hora (mph) na descarga de um navio. Atualmente, terminais de contêineres do Porto de Santos realizam cerca de 100 a 120 mph. Já no retroporto, a média é de 30 mph. Na Ásia, há terminais de 10 milhões de TEUs, mais do que todo o mercado brasileiro. Aqui, o maior terminal é o da Santos Brasil, que tem capacidade para 2 milhões de TEUs, mas movimenta 1,3 milhão.

Diante disso, parece claro que o Brasil segue ainda na contramão, pois o que se viu nos últimos anos foi o engessamento do modelo portuário, com uma intervenção exagerada do Estado numa atividade econômica. Para que haja respostas mais rápidas, é preciso que o governo federal ofereça não só maior segurança jurídica como riscos menores para aqueles grupos privados que pretendem investir em terminais portuários. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Brasil – Deflagrou incêndio no Museu da Língua Portuguesa

Actualização: 23 de Dezembro - 10 horas



“O incêndio que atingiu o Museu da Língua Portuguesa na tarde desta segunda-feira, em São Paulo, destruiu não apenas o material que estava em exposição no local, mas também parte de um patrimônio histórico, a Estação da Luz. A estação foi construída pela São Paulo Railway e inaugurada em 1867, apenas com uma plataforma simples localizada ao lado da linha da estrada de ferro. A estrutura atual data de 1901 e foi um projeto dos engenheiros britânicos James Ford e Charles Henry Driver, inspirado na arquitetura inglesa - como se pode ver na estrutura alongada que lembra o Palácio de Westminster e a torre lateral similar à que abriga o Big Ben, em Londres.”

Incêndio na Luz destrói parte de patrimônio histórico de São Paulo

Especialistas ouvidos pelo site de VEJA afirmam que danos causados pelo fogo vão muito além do Museu da Língua Portuguesa

"A construção desse majestoso prédio da Estação da Luz foi um marco de São Paulo", afirma Roberto Pompeu de Toledo, autor do livro A Capital da Solidão: Uma História de São Paulo das Origens a 1900 e colunista de VEJA. "A estação inaugurada no começo do século XX passou a ser um símbolo de como a cidade colonial, atrasada, na rabeira de outras capitais brasileiras, estava se preparando para ser o que viria a ser hoje. Ela surgiu em um momento de crescimento demográfico, econômico e de importância da cidade dentro do Brasil."

De acordo com Eunice Helena Abascal, professora de História da Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o prédio da Estação da Luz é o mais importante desse tipo de construção de arquitetura de cunho eclético importada da Inglaterra para São Paulo. "O incêndio destruiu, parcialmente, um importante patrimônio da cidade", afirma, lembrando que a estação foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat), pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e também pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A Estação da Luz já sofreu com um incêndio em 1946, quando teve grande parte de sua estrutura, incluindo a torre do relógio, consumida pelas chamas. O prédio foi reconstruído pelo governo e as obras foram terminadas em 1951, quando a estação foi reinaugurada, inclusive com um andar a mais, para tentar dar conta do aumento da demanda de passageiros. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), prometeu que vai reconstruir o museu.

O museu - Leonel Kaz, que foi curador do Museu do Futebol e trabalhou na concepção do Museu do Amanhã, dois locais que trabalham com material interativo, assim como o Museu da Língua Portuguesa, reafirma o valor arquitetônico da Estação da Luz. "É realmente um símbolo para a época em que foi construída, tinha quase 150 anos. Copiava as grandes estações de trem da Europa, como a de Paris que abriga o Museu D'Orsay, a casa dos impressionistas."

Kaz lembra que o Museu da Língua Portuguesa, inaugurado em 2006 e que ocupa uma área de 4 333 metros quadrados, distribuídos em três andares do prédio da Estação da Luz, tem como foco a interatividade e era formado por material que existia em arquivo, ou seja, não possuía acervo. "Havia um vasto material de pesquisas, imagens, fotografias, vídeos e sonoras, mas que, muito provavelmente, têm uma cópia de segurança. O museu foi concebido para aquele prédio, mas pode renascer em outro lugar."

O curador de arte, no entanto, lamenta a destruição do museu. "Ainda assim, é dramático pois perdemos um lugar que inovou do ponto de vista da interatividade do visitante. Não era um museu pensado apenas para amantes da língua portuguesa, mas para todo mundo, todas as famílias. Ele reconstruía a história do Brasil a partir da nossa língua." In “Editora Abril” – Brasil

Aceda a esta notícia aqui.



Um incêndio de grandes proporções deflagrou esta tarde, 21 de Dezembro de 2015, no Museu de Língua Portuguesa em São Paulo, estando no momento a ser combatido por 17 viaturas dos bombeiros.

Desconhece-se as causas do incêndio que atingiu o Museu na Estação da Luz, levando ao corte da circulação automóvel na zona envolvente. Como o blogue “Baía da Lusofonia” noticiou há alguns dias, estava a decorrer entre outros eventos, actividades sobre o tema natalício com entradas gratuitas.

Inaugurado em Março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa dedica-se à valorização e difusão do idioma (património imaterial). Reúne exposições sobre as origens, a história e as influências sofridas pela língua, bem como promove cursos, palestras e seminários sobre o tema. Baía da Lusofonia

Aceda ao texto publicado no passado dia 13 de Dezembro de 2015 aqui.

Brasil – Equipamento sofisticado para fins ilícitos

A Polícia Civil do Pará localizou e apreendeu um submarino que, segundo a principal linha de investigação das autoridades, seria usado para o tráfico internacional de drogas. O veículo estava escondido num buraco do Rio Guajará Mirim, próximo a uma vila de pescadores no município de Vigia de Nazaré, a cerca de três horas de Belém. A descoberta foi possível graças a uma ligação anônima feita para o disk denúncia do governo local.

Com 17 metros de comprimento, três de diâmetro e 4 de altura, o submarino – feito de fibra de vidro e já todo estruturado – foi encontrado na passada terça-feira (15). Segundo o secretário de Segurança Pública do Pará, general Jannot Jansen, o veículo estava “praticamente pronto” e prestes a entrar em operação.

A embarcação tem capacidade para uma tripulação de 30 pessoas e para transportar até 30 toneladas de carga. Uma perícia deverá apontar qual seria o alcance do submarino e, dessa forma, confirmar as suspeitas de que ele seria utilizado para levar drogas até a costa norte-americana.

“Há indícios suficientes de que ele seria utilizado para o transporte internacional de drogas. Na troca de informações que fazemos com a agência de inteligência colombiana, fomos informados sobre a intenção de um cartel daquele país de usar submarinos produzidos artesanalmente com o objetivo de transportar drogas”, disse à Agência Brasil o secretário Jansen.

Segundo o general, as suspeitas ficam ainda mais reforçadas pelo fato de tal veículo requerer grandes investimentos e tecnologias complexas. “Com certeza há, por trás disso, um grupo de importância do tráfico internacional, ligado a algum cartel de língua espanhola”, disse ele. Além disso, foram encontradas, no interior do submarino, inscrições em espanhol nas caixas de alguns produtos, com palavras como La Columbia e Guerrilla 762, o que reforça ainda mais essa hipótese.

Na vila de pescadores próxima ao local onde o submarino foi encontrado, o grupo de criminosos chegou a construir três casas de madeira. Elas seriam usadas como bases de observação para monitoramento da região. As construções serviram também de estaleiro para construção das peças à base de fibra e como um alojamento e refeitório, com diversos beliches, mesas, alimentos, roupas, calçados e utensílios de higiene.

“Sabemos que era um grupo grande, de cerca de 15 pessoas, trabalhando na embarcação, e que eles estavam lá desde setembro. Provavelmente eram trabalhadores brasileiros. Como uma embarcação dessas precisa de gente especializada em engenharia naval, as investigações devem avançar com certa facilidade, no sentido de identificar os envolvidos na construção do veículo”, acrescentou o secretário.

Na passada quinta-feira (17), os policiais começaram os trabalhos de deslocamento do submarino até a base do Grupamento Fluvial do Estado, em Belém. Pedro Peduzzi – Brasil in “Agência Brasil”

domingo, 20 de dezembro de 2015

Brasil - Programa para estimular a geração de energia pelos consumidores

A geração de energia solar pelos próprios consumidores deverá movimentar mais de R$ 100 bilhões em investimentos até 2030. A estimativa é do Ministério de Minas e Energia, que lançou no passado dia 15 de dezembro de 2015, o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), que tem como objetivo estimular e ampliar a geração distribuída com fontes renováveis em residências, indústria, comércio, além de universidades e hospitais.

Com a geração distribuída, os consumidores que instalarem equipamentos para gerar a energia para seu próprio consumo, como placas solares, podem vender o excedente para a distribuidora de energia local. Os créditos podem ser utilizados em até cinco anos para diminuir a conta de luz em outros meses, quando o consumo for maior. O consumidor também poderá usar o crédito para abater a fatura de outros imóveis sob sua titularidade.

Os condomínios que quiserem instalar equipamentos para gerar a sua própria energia poderão repartir a energia entre os condôminos. Outra possibilidade é a formação de consórcios ou cooperativas para a instalação de sistemas de geração distribuída. O ministério estima, até 2030, a adesão de 2,7 milhões de unidades consumidoras e a geração de 48 milhões de mwh, que é a metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Para o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, “O Brasil tem uma característica que é única: os nossos ventos e a nossa irradiação solar acontecem exatamente no período seco, não no período úmido. Então o nosso balanço energético será complementar”.

O consumidor que optar pela instalação de equipamentos para geração de energia distribuída terá isenção de ICMS sobre a energia que for fornecida para a rede da distribuidora. A energia que for lançada na rede pelo consumidor também ficará isenta de Pis/Pasep e Cofins.

Os bens de capital destinados à produção de equipamentos de geração solar terão a alíquota do Imposto de Importação reduzida de 14% para 2% até o fim de 2016. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai apoiar os projetos de eficiência energética e de geração distribuída em escolas e hospitais públicos com recursos a taxas diferenciadas.

Outras medidas previstas no programa são a criação e expansão de linhas de crédito e financiamento de projetos de sistemas de geração distribuída; o incentivo à indústria de componentes e equipamentos e o fomento à capacitação e formação de profissionais para atuar no setor. Também está prevista a capacitação e formação de recursos humanos para atuar na cadeia produtiva das energias renováveis.

Exemplo. O Ministério de Minas e Energia vai instalar placas fotovoltaicas para a geração de energia solar, que irá complementar o suprimento de energia elétrica do prédio. O primeiro sistema de geração distribuída da Esplanada dos Ministérios vai permitir uma economia de R$ 70 mil por ano em energia elétrica, e será feito em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo o secretário de Energia Elétrica do MME, Ildo Grüdtner, a medida poderá ser adotada nos demais prédios da Esplanada dos Ministérios. Também foi anunciada a implantação de sistemas de geração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas. Serão instaladas estruturas flutuantes nos reservatórios de Sobradinho (BA) e Balbina (AM), com investimentos de R$ 100 milhões em recursos da Chesf e Eletronorte In “Eccaplan” - Brasil

sábado, 19 de dezembro de 2015

Cabo Verde – Criação do museu Cesária Évora

O núcleo museológico, instalado na Casa do Artista, propriedade da Câmara Municipal de São Vicente, é a primeira fase do Museu Cesária Évora, que deverá ficar instalado na casa a artista viveu e que pertence aos familiares.

O ministro da Cultura de Cabo Verde disse que a criação do Museu Cesária Évora “levará o seu tempo” e que o Estado não está envolvido diretamente no processo, apenas acompanha e colabora financeiramente.

“São Vicente tem um núcleo museológico Cesária Évora, que era um dos nossos grandes compromissos, e sabemos que funcionam bem. A segunda parte, tem a ver com investidores, em que o Estado é parte, é fazer um museu maior, com centro cultural, e tudo na casa de Cesária Évora. Esse não é um processo que nós estamos envolvidos diretamente, acompanhamos e também colaboramos financeiramente, mas poderá levar o seu tempo, não há nenhum conflito sobre essa matéria”, esclareceu Mário Lúcio Sousa.

O ministro cabo-verdiano falava à agência Lusa e à RTP África no âmbito da inauguração das Sociedades Cabo-verdiana de Autores (SOCA) e de Música (SCM) e no dia em que se completam quatro anos da morte da Cesária Évora.

Cesária Évora faleceu na cidade do Mindelo no dia 17 de dezembro de 2011, aos 70 anos, um dia depois de ter sido admitida no Hospital Baptista de Sousa com problemas respiratórios.

Em entrevista à Lusa, a neta de “Cize”, Janet Évora, gestora do Núcleo Museológico com o nome da cantora, disse que os familiares continuam à espera de uma proposta do Governo para comprar a casa da cantora para aí instalar o museu.

Josina Freitas, da delegação regional do Ministério da Cultura em São Vicente, adiantou que as negociações para a compra da casa decorrem entre o Ministério da Cultura, a autarquia de São Vicente e a Fundação Cesária Évora, e que, entretanto, se está a trabalhar na construção do espólio que irá integrar o futuro museu.

O quarto aniversário da morte da também conhecida como “Diva dos pés descalços” foi lembrado em Cabo Verde com iniciativas locais no Mindelo, São Vicente, e algumas homenagens, numa altura em que o país quer candidatar a morna a Património Mundial da Humanidade.

Sobre a candidatura da morna a Patrimônio Mundial, o ministro da Cultura referiu que Cabo Verde “já fez o seu trabalho de casa” e que está à espera do momento para se candidatar e de inscrição dos patrimónios e, depois, fazer todo o trabalho diplomático junto das instituições.

“Neste momento, as comissões de honra e científica funcionam normalmente, mas também demos um salto importante com a criação do centro de estudos da morna em São Vicente, que é coordenado pelo professor Vasco Martins”, salientou o governante, dando ainda como exemplo o museu da música, que está à espera de financiamento, e da orquestra nacional.

“Criámos as condições. Não é só ser considerado património, uma das condições que se exige é você ter condições de preservar o património, difundi-lo e coloca-lo ao serviço das pessoas. Já criamos todas essas condições, agora depende da UNESCO, mais do que de nós”, esclareceu Mário Lúcio Sousa. In “Mundo Lusíada” - Brasil

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

São Tomé e Príncipe – Inauguração do sistema de vigilância marítima

São Tomé - São Tomé e Príncipe instalou e inaugurou, no passado fim-de-semana, o sistema de vigilância marítima, permitindo maior, melhor controlo e fiscalização das navegações marítima, nas suas águas territoriais, soube-se, no país.

O novo sistema enaltecido pelo ministro de economia e cooperação internacional do arquipélago, Agostinho Fernandes, e sob monitoramento da Direcção das Pescas, está equipado por um conjunto de ferramentas tecnológicas avançadas que permite processar e distribuir informações por meio de satélites ou outros meios de comunicação.

Fernandes que exaltou e alertou para a importância do sector das pescas no processo de desenvolvimento da economia nacional, presidiu o acto inaugural da instalação do novo sistema mas, por outro lado, reconheceu que o novo equipamento instalado “ainda não resolve todos os problemas, pelo facto, pediu a colaboração da guarda costeira do país neste processo, para que se atinja objectivos que considera “ bastante importante”.

De acordo com o Direcção das Pescas do arquipélago, organismo responsável pelos recursos haliêuticos, o país doravante pode seguir as rotas dos navios logo ao entrarem nas águas territoriais são-tomense, em tempo real, determinar a sua localização e as actividades que encontram-se a fazer, tecnologias que também “facilitará o processo de busca e salvamento”, reconheceu o director das pescas, João Pessoa.

A instalação de novos equipamentos culminou com a formação de uma semana, com apoio de União Europeias, para aprimoramento de conhecimentos de vários quadros nacionais sobre domínios de actividades piscatórias, com destaque para vigilância marítima, para que o Estado são-tomense, não só na perpectiva económica mas, também no quadro da sua soberania, “tenha paulatinamente todo o controlo do que ocorre em toda a sua dimensão territorial” concluiu Fernandes.

O novo embaixador da União Europeia para São Tomé e Príncipe, Gabão e Guiné Equatorial, François Palmantier, que presenciou o acto, manifestou a sua satisfação, tendo sublinhado a importância para cada Estado em saber o que se passa nas suas águas territoriais e prometeu a abertura da sua organização em apoiar o estado são-tomense.

Com esse sistema e em colaboração com a guarda costeira, de acordo com os formandos, o país, também, já consegue debelar as pescas ilegais, proceder buscas e fazer recuar os navios piratas que circulam nas águas territoriais do país. In “Agência Noticiosa de São Tomé e Príncipe” – São Tomé e Príncipe