Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Macau – Literatura de Goa analisada ao longe



A Universidade de São José (USJ) acolhe hoje a palestra “Literatura em rede: a produção literária de língua portuguesa de Goa em contacto”, pelo professor Duarte Drumond Braga. Moderada pela Professora Vera Borges, decorrerá no Campus da Ilha Verde, na Galeria de Exposições Kent Wong, entre as 18h e as 20h.

Duarte Drumond Braga é docente na Universidade de São Paulo, onde trabalha nas áreas de Literatura Portuguesa e de Literatura Comparada. Uma das suas áreas de interesse é o Oriente e orientalismo na literatura portuguesa e literaturas de Goa, Macau e Timor em língua portuguesa. E é desse ramo que surge a palestra que se realizará amanhã na USJ.

Organizada pelo Departamento de Estudos Portugueses, mostra como “a literatura de Goa de língua portuguesa parece fazer mais sentido se lida a partir do contacto com a produção em outras línguas da Índia, bem como com outros espaços ex-coloniais portugueses na Ásia e na África oriental, como Macau ou Moçambique”, revela um comunicado da USJ.

Afasta-se da ideia de literatura nacional, que se afirmou no espaço “lusófono”, apresentando-se como um fenómeno que pode dar “pistas para reequacionar a produção literária em língua portuguesa no seu todo, sem deixar de remeter para um conjunto de sentidos internos que importa apreciar e descobrir”.

Depois de se doutorar em Estudos Comparatistas pela Universidade de Lisboa, em que trabalhou a questão do orientalismo em Camilo Pessanha, Fernando Pessoa e outros poetas. Duarte Braga recebeu uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, acerca de Goa e de Macau na Literatura de língua Portuguesa do século XX, na universidade onde veio a leccionar. Salomé Fernandes – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Macau - Projecto educativo de formação contínua em Patuá






























A Universidade de São José (USJ) criou um curso de formação contínua em Patuá que será ministrado pelo director da Faculdade de Humanidades, Alan Baxter, e tem início agendado para Março. Trata-se de um projecto educativo já antes pensado e que, segundo o linguista, “faz todo o sentido” que seja instituído por qualquer instituição de ensino superior local no âmbito do currículo académico de determinados cursos.

“Criei um curso direccionado e pensado para a comunidade porque é fundamental reforçar a consciência e o conhecimento da cultura e da língua do patuá. Mesmo para as pessoas que já tenham tido algum contacto com a língua”, sublinhou Alan Baxter ao Jornal Tribuna de Macau.

O curso abordará vários aspectos do crioulo português de Macau por meio de comentários e análise de textos veiculados em patuá nos séculos XIX e XX. “Vamos começar pelos versos tradicionais que hoje em dia toda a gente conhece, depois passamos para as cartas satíricas que foram enviadas aos jornais no século XIX, e há também alguns textos que têm características um pouco mais autênticas”, explicou Alan Baxter.

Outros materiais a serem estudados compreendem peças de teatro do século XX, desde teatro de Macau ao de Hong Kong, e os contos do poeta e grande defensor do patuá, José dos Santos Ferreira, também conhecido por Adé.

Para o docente e autor deste curso, os materiais em questão permitirão aos participantes conhecer as “estruturas básicas da língua, as características mais salientes em termos de vocabulário e estruturas sintáticas”, a par da “história e desenvolvimento da língua”. “Vamos contemplar alguns aspectos socioculturais presentes naqueles textos que reflectem, por exemplo, a culinária, tradições, casamentos bem como outras descrições que dizem respeito ao ambiente sócio-histórico mais amplo de Macau do século XX”, acrescentou o linguista.

Com 20 horas de formação, ao longo de oito sessões, as aulas decorrerão na USJ todas as quartas-feiras, das 18:30 às 21:00. Além disso, e uma das “vantagens” do curso prende-se com o facto de não ter quaisquer restrições em termos de participação. “O curso abrange toda a comunidade, qualquer pessoa pode inscrever-se, nomeadamente alunos da Universidade”, explicou.

Para já, as aulas serão leccionadas por Alan Baxter embora não esteja excluída a hipótese de mobilizar alguns convidados. “Tenho em mente dois, mas eventualmente poderá haver mais dependendo da disponibilidade”, disse sem avançar com mais detalhes.

Aquilo que ainda está numa fase embrionária, embora o docente admita estar disponível para abrir o curso no próximo semestre, poderá ser um primeiro passo para algo maior. Para Alan Baxter esta formação contínua em Patuá poderá ser o “começo de uma sequência”. “Vamos ver de que forma a comunidade aceita e se interessa”, apontou.

Embora a componente de avaliação não seja a principal finalidade com esta formação, o docente revelou que haverá espaço reservado durante as aulas para a realização de exercícios. “Haverá também trabalhos de casa que poderão indicar até que ponto a pessoa adquiriu conhecimentos, mas esse não é o principal objectivo”, disse Alan Baxter.

As inscrições estão abertas até ao final deste mês, e poderão ser feitas no “website” da USJ, com um custo de 1.800 patacas. As aulas serão ministradas em Português, sendo que as explicações em inglês poderão ser fornecidas de acordo com as necessidades dos participantes.

Uma iniciativa que faltava

Para o presidente da Associação dos Macaenses (ADM), Miguel de Senna Fernandes, há muito que era necessário que uma “estrutura académica suportasse a divulgação do Patuá”. Nesse sentido, sublinhou, este novo curso promovido pelo professor Alan Baxter é “uma notícia muito bem-vinda”.

“Durante todos estes anos, o Grupo Dóci Papiáçam lutou por isto só que muitas vezes a própria disponibilidade não permitiu fazer”, disse Miguel de Senna Fernandes ao Jornal Tribuna de Macau.

Embora não esteja a par do conteúdo daquele curso da USJ, nem da forma como será realizado, o presidente da ADM ressalva que os “contornos da língua” devem ser tidos em conta. “Tudo depende de como as coisas serão dadas e do que se está a falar mas há que esclarecer que Patuá é este porque sempre foi uma língua de base oral. Por isso, há que situar no tempo e perceber quais são os limites da língua”, destacou.

“No fundo, é importante para aumentar a consciência para a importância do Patuá. Há mais de 20 anos que andamos a lutar por isto, justamente para aumentar a consciencialização”, destacou.

“Apesar desta língua não ser usada diariamente é muito importante para quem se identifica como macaenses. São sempre iniciativas de louvar e aplaudo desde logo esta iniciativa do professor Alan Baxter”, vincou Miguel de Senna Fernandes.

Em Setembro do ano passado, o presidente da ADM já tinha demonstrado vontade em alterar o sistema ortográfico do Patuá de modo a que o contacto com a língua seja mais claro e, de certo modo, mais correcto. Esta ideia, assegurou, “ainda está de pé” mas continua pendente de “disponibilidade”.

No entanto, há outras ideias que poderão entretanto avançar. Segundo explicou, a geração mais nova que também integra o grupo de teatro que dirige está a pensar, já desde finais do ano passado, numa espécie de workshop sobre o crioulo.

A ideia partiu de Elisabela Larrea, investigadora e realizadora de Macau, também autora do blogue “Bela Maquista”, pensado como veículo de difusão da cultura macaense. Segundo Miguel de Senna Fernandes, a ADM terá todo o gosto em apoiar esta iniciativa que ainda está numa fase de construção e estruturação, mas que deverá ser divulgada depois dos próximos espectáculos dos Dóci Papiaçám di Macau, marcados para 19 e 20 de Maio. Catarina Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Macau - Alan Baxter volta a leccionar na Região Administrativa Especial de Macau

O ano lectivo que está prestes a começar, vai arrancar em grande na Universidade de São José com 312 novos alunos e o académico Alan Baxter à frente da faculdade de Humanidades. Até Janeiro, a instituição espera mudar-se para o campus da Ilha Verde



O linguista australiano Alan Baxter, especialista em crioulos de base portuguesa, incluindo o de Macau, vai dirigir a Faculdadede Humanidades da Universidade de São José, revelou a vice-reitora da instituição privada. À Rádio Macau, Maria Antónia Espadinha, que assumia o cargo interinamente, explicou que Baxter foi escolhido num concurso de âmbito internacional: “Estive no ano passado, até agora, como directora interina da faculdade. E tinha grande responsabilidade. Neste momento já cá temos o novo director, que é o professor Alan Baxter. Houve um concurso internacional e ele foi o selecionado”.

Baxter foi director do departamento de Português da Universidade de Macau entre 2007 e 2011, ano em que deixou o território, regressando agora à USJ que oferece uma licenciatura de Português-Chinês, um mestrado em Estudos Lusófonos de Literatura e um curso intensivo de Português pré-universitário.

Licenciado em Filosofia e Letras e Mestre e Doutor em Linguística, Alan Vorman Baxter é especializado em crioulos de base portuguesa, incluindo o patuá de Macau.

A vice-reitora adiantou ainda que o novo ano lectivo vai arrancar com cerca de 1.200 alunos, 312 dos quais são novos alunos. Apesar de terem sido registados 468 candidatos, as inscrições finais totalizaram 312, menos 94 alunos do que em igual período de 2015.

Maria Antónia Espadinha justificou a diminuição com o aumento de vagas decorrente do elevado número de instituições de ensino superior locais e com o decréscimo de jovens. Para além disso, salienta que existe um “fascínio” por estudar no estrangeiro, factor muito importante nos cursos ligados à língua.

Também este ano começa o curso em Estudos Portugueses e Chineses (Língua e Cultura) com oito alunos, defendendo a responsável que o facto do número ser pequeno permite aos estudantes “avançarem mais”. Maria Antónia Espadinha espera que sejam os estudantes o melhor “motor de difusão” do curso no futuro.

Relativamente ao novo campus da USJ na Ilha Verde, a vice-reitora avançou que entre o final do ano e Janeiro de 2016 a instituição espera mudar-se. Segundo explicou, não existem garantias totais, já que os prédios precisam de licença primeiro. In “Jornal Tribuna de Macau” com Lusa - Macau

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Macau - Cerimónia de encerramento do Colóquio de Inspecção das Actividades Comerciais e Económicas para os Países de Língua Portuguesa

Realizou-se no dia 20 de Novembro de 2015, na parte da manhã, na sede do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), a “Cerimónia de Encerramento do Colóquio de Inspecção das Actividades Comerciais e Económicas para os Países de Língua Portuguesa” do Centro de Formação do Fórum de Macau, ministrado pela Universidade de São José.

A cerimónia de encerramento contou com a presença das seguintes personalidades: Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Dr. Chang Hexi; representante da Delegação Comercial do Departamento dos Assuntos Económicos do Gabinete de Ligação do Governo Central da República Popular da China na RAEM; Cônsul-Geral da República de Angola na RAEM, Dra. Sofia Pegado da Silva; Cônsul-Geral da República de Moçambique na RAEM, Dr. Rafael Custódio Marques; Cônsul Honorário da Guiné-Bissau em Macau, Dr. John Lo; Secretário-Geral Adjunto (indicado pelos Países de Língua Portuguesa) do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Dr. Vicente de Jesus Manuel; Coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Dra. Cristina Morais; Reitor da Universidade de São José, Prof. Doutor Peter Stilwell; Coordenadora do Gabinete de Administração do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Dra. Zhang Jie; Coordenador do Gabinete de Ligação e Delegado de Cabo Verde, Dr. Mário Vicente; e Delegados dos Países de Língua Portuguesa junto do Fórum de Macau.


O Secretário-Geral Adjunto do Fórum de Macau, Dr. Vicente de Jesus Manuel, o Reitor da Universidade de São José, Prof. Peter Stilwell, bem como o Chefe rotativo do Colóquio, Dr. Francisco José Julião Chacha, proferiram discursos na cerimónia de encerramento.

Este é o quinto colóquio realizado pelo Centro de Formação do Fórum de Macau em 2015. Este Colóquio registou 21 inscrições de dirigentes, chefes e técnicos dos serviços públicos do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal. O curso decorreu entre os dias 8 a 22 de Novembro em Macau e na ilha de Hengqin.

O colóquio pretendeu disponibilizar uma plataforma para estudo e intercâmbio entre os participantes dos vários países participantes. No colóquio foram leccionadas várias palestras temáticas e os participantes tiveram, ainda, a oportunidade de realizar várias visitas de prospecção e estudo.

Durante a estadia do grupo em Macau, o ensino versou sobre as seguintes temáticas: Marketing de Serviços; Políticas de Regulação e de Supervisão; Comércio e Economia; Políticas Económicas e de Negócio; Sistema Jurídico da RAEM; Desenvolvimento da Indústria de Turismo e Entretenimento; Segurança e Sistema de Saúde Adaptado às Necessidades Públicas; Políticas Ambientais e Urbanísticas; e o Papel de Macau como Plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Do programa constaram visitas à Direcção dos Serviços de Economia, ao Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, ao Instituto Cultural, à Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, à Direcção dos Serviços de Turismo, à Associação de Divulgação da Lei Básica de Macau, ao Banco da China (sucursal de Macau), à Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau, S.A.R.L., às empresas Servair Macau, Hovione PharmaScience Ltd., entre outros serviços e entidades privadas.

Os participantes visitaram também a Expo Internacional de Viagens (Indústria) de Macau e realizaram intercâmbios com a delegação do “Seminário de Promoção Turística” e “Seminário de Alto Nível sobre Turismo, Convenções e Exposições entre a China e os Países de Língua Portuguesa”.

Em Hengqin, os participantes do Colóquio visitaram a incubadora de empresas INNO Valley para melhor conhecerem o respectivo projecto e o a Zona Experimental de Livre Comércio de Guangdong.

O Colóquio teve como objectivo aproveitar as vantagens de Macau como plataforma, procurando evidenciar as políticas, práticas e experiências do Interior da China e de Macau na área de inspecção das actividades comerciais e económicas, recorrendo para tal a variadas palestras temáticas e visitas, visando consolidar a troca de experiências entre os Países de Língua Portuguesa, o Interior da China e Macau.

A formação procurou ainda oferecer oportunidades de aperfeiçoamento profissional e de aquisição de conhecimento tecnológico, abrindo oportunidades de cooperação nas vertentes comerciais e económicas. A actividade serviu, desta forma, para fomentar a promoção da cooperação económica regional, ajudando assim a concretizar o plano de cooperação e desenvolvimento na área da educação e formação de recursos humanos do Fórum de Macau, aprofundando o papel de Macau como a plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa - Macau