Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Cabo Verde - Nove empresas entram no capital do transporte marítimo do arquipélago

Um grupo de nove armadores (Cabo Verde Fast Ferry, Polaris, Adriano Lima, Verdemar, Santa Luzia Salvamento Marítimo, Jô Santos & David, União de Transportes Marítimos, Oceanomade e Aliseu) assumiu 49% do capital social da Inter-ilhas, que tem como sócio maioritário a portuguesa Transinsular



Um grupo de nove armadores nacionais rubricou com governo de Cabo Verde, na Cidade do Mindelo, o acordo que formaliza a entrada no capital social da futura empresa de transporte marítimo do arquipélago, a Cabo Verde Inter-ilhas. As empresas assumiram esta segunda feira 49% do capital social da Inter-ilhas, que tem como sócio maioritário a portuguesa Transinsular, vencedora do concurso internacional para serviço público de transporte marítimo inter-ilhas.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, classificou como “histórico” o acordo por ser mais uma etapa que se cumpre do concurso internacional lançado em Janeiro de 2018 para o serviço público de transporte marítimo inter-ilhas “Este é um acordo histórico, pois selamos hoje um compromisso com os armadores nacionais para darmos ao País uma solução optimizada e excelente em matéria de transportes marítimos”, afirmou o governante, momentos após a assinatura do documento.

As nove empresas que entram na Cabo Verde Inter-ilhas são: Cabo Verde Fast Ferry, Polaris, Adriano Lima, Verdemar, Santa Luzia Salvamento Marítimo, Jô Santos & David, União de Transportes Marítimos, Oceanomade e Aliseu. Cada uma deve realizar um capital social de 2.722 milhões de escudos (cerca de 25 mil euros).

O resultado final da entrada dos armadores cabo-verdianos na Cabo Verde Inter-ilhas é, segundo titular da pasta das Finanças, dar ao país oportunidade para se criar uma empresa “saudável e sustentável” e “um bom sistema” de transporte entre as ilhas regular, seguro e a bom preço.

“Estamos engajados e confiantes em que estaremos à altura de mudar o estado atual e sermos capazes de reformar sem medo”, disse Olavo Correia, que ainda prometeu que o executivo vai criar as condições para que os privados agarrem as oportunidades e continuar a dinâmica “reformista” em curso.

Em representação dos armadores nacionais, o comandante Luís Viúla referiu que o acordo é o resultado de “muitas sessões de trabalho e discussão de questões relevantes” para a vida das empresas nacionais de navegação marítima e que, “desde a primeira hora”, os armadores nacionais estiveram interessados em contribuir e colaborar na exploração dos navios de cabotagem na ligação das ilhas.

“Hoje chegamos a um acordo porque o clima de negócio melhorou entre as partes, pelo que após muita discussão os armadores decidiram entrar no negócio por unanimidade”, concretizou.

Mediante o acordo rubricado, todo o pessoal afeto às empresas armadoras poderá ser integrado na Cabo Verde Inter-ilhas. Relativamente aos navios, os que forem considerados aptos, serão transferidos para a nova empresa, sendo que o remanescente poderá ser vendido ou abatido.

A Cabo Verde Inter-ilhas iniciará atividades a partir do próximo mês de agosto, com as mesmas tarifas segundo indicações do governo, por um período de transição de dois anos. É o fim de um processo que parece ter chagado a bom porto, mas que levou meses para ser resolvido, com os armadores cabo-verdianos a reclamarem de que tinham sido deixados de fora, durante concurso internacional de serviço público de transporte marítimo inter-ilhas. In “Jornal Económico” - Portugal

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Cabo Verde - Transinsular ganha transporte inter-ilhas

A Transinsular venceu o concurso público internacional para a gestão e exploração do serviço público de transporte marítimo de passageiros e carga entre as ilhas de Cabo Verde



A Transinsular, S.A. e a Transinsular, Lda. eram, na prática, as únicas candidatas ao concurso, depois de a proposta da West African Shipping Line, ANEK Line SA & Marlow Navigation Co, Ltd., ter sido recusada “por não ter cumprido com as condições pré-estabelecidas no Programa de Concurso e no Convite para apresentação de propostas”, lê-se no comunicado do governo cabo-verdiano.

O próximo passo será a formalização do contrato.

Apesar da vitória alcançada, a Transinsular não ficará sozinha no mercado. O comunicado governamental sublinha que “o regime de exclusividade à futura concessionária não irá restringir o mercado a um único operador, mas sim atribuir a este o serviço público a que o Estado é obrigado a assegurar”.

Além disso, a Transinsular terá de abrir o capital da futura concessionária aos actuais operadores locais: “o Serviço Público de Transporte Marítimo Inter-Ilhas (SPTMII) reservou aos actuais armadores do transporte marítimo inter-ilhas uma participação mínima de 25% do capital da futura concessionária, cuja dispersão será efectivada via Bolsa de Valores, permitindo dessa forma que no mínimo um quarto dos ganhos do SPTMII fiquem na posse de nacionais”, refere a nota oficial.

A Transinsular tem vindo a reforçar a presença no mercado de Cabo Verde. Nos últimos tempos criou um armador local e registou ali o primeiro navio do país habilitado a operar nos tráfegos internacionais. Igualmente reforçou as ligações à Europa (e ao mundo) e à costa ocidental de África, apostando em transformar o arquipélago num hub de transhipment. In “Transportes & Negócios” - Portugal

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Portugal – Transinsular reforça serviço para Cabo Verde

A partir de Outubro, a Transinsular aumentará de duas para três as ligações mensais entre Portugal e as principais ilhas de Cabo Verde. Ao Transportes & Negócios, Miguel Paiva Gomes, administrador da companhia do Grupo ETE, sublinha a aposta na qualidade do produto.

Um “África Expresso” reforçado é a nova aposta da Transinsular para servir “a solo” os mercados de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Mauritânia. O novo serviço resulta da fusão do antigo “África Expresso” – na verdade, operado em parceria com a PCI, para o Mindelo, Praia e Bissau – com o “Barlavento Expresso”, exclusivo da companhia e que tocava os portos de Sal, Boavista e da Mauritânia.

A partir de 1 de Outubro, o “África Expresso” será operado por três navios - Lagoa, Sete Cidades e Ponta do Sol -, “navios próprios, com equipamentos próprios e tripulações portuguesas”, destaca Miguel Paiva Gomes, que assegurarão a seguinte rotação: Leixões, Lisboa, Las Palmas, Mindelo, Sal, Boavista, Praia, Bissau, Nouakchott, Nouadhibou, Las Palmas e regresso ao Continente.

As saídas acontecerão a cada dez dias – “haverá um aumento da frequência”, sublinha o administrador da Transinsular -, e os transit times serão melhorados, “até porque os navios mais pequenos [na casa dos 220 TEU de capacidade cada] permitem tempos de escala mais reduzidos”. Entre Lisboa e Mindelo são prometidos cinco dias apenas.

A mudança é justificada com a “aposta na melhoria do serviço. Queremos dar aos nossos clientes condições para crescerem. Para isso contamos com os nossos navios e as nossas tripulações, com as nossas agências próprias nas quatro ilhas de Cabo Verde, com a nossa experiência de 28 anos naqueles mercados e com a força e experiência do Grupo ETE”, sintetiza o gestor.

E haverá mercado para um novo aumento da oferta, quando outros players também tentam o mesmo caminho? Miguel Paiva Gomes lembra que “há quatro anos, tínhamos um navio de 100 TEU, depois passámos para um de 220 TEU, e depois para dois de 220 TEU”, para sustentar que sim, “o mercado está a crescer, é um tráfego internacional consolidado, um mercado competitivo” e onde, de novo, a Transinsular acredita ter “vantagens competitivas”. In “Transportes & Negócios” - Portugal