Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Moçambique – Celebrado acordo entre a Universidade de Oxford e o Parque Nacional da Gorongosa



O Parque Nacional da Gorongosa assinou um acordo de colaboração plurianual com a Universidade de Oxford para uma iniciativa denominada “Projecto Paleo-Primata”. O Projecto Paleo-Primata é liderado pela Dra. Susana Carvalho - Professora Associada de Paleoantropologia, na Escola de Antropologia e Etnografia de Museus, onde coordena os Modelos de Primatas para o Laboratório de Evolução Comportamental, no Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva.

A Dra. Susana Carvalho está a liderar uma equipa interdisciplinar internacional de cientistas de renome das áreas da geologia, espeleologia, paleontologia, paleobotânica, arqueologia, primatologia, genética e biologia da conservação. O grupo de investigadores representa instituições de sete países (Moçambique, Reino Unido, Portugal, Alemanha, EUA, África do Sul e Chile). Nas suas investigações preliminares, já descobriram os primeiros fósseis de mamíferos do Mioceno do Vale do Rift de Moçambique, dentro do Parque Nacional da Gorongosa

A Dra. Susana Carvalho explica que identificaram vários sítios fósseis promissores no Parque da Gorongosa e iniciaram o que poderá ser um esforço de exploração e pesquisa de várias décadas que poderá produzir novas ideias sobre quando e como os nossos primeiros antepassados humanos evoluíram em África. A equipa também está a concentrar-se na ecologia moderna única do parque para desenvolver uma melhor compreensão dos ambientes onde os primeiros seres humanos evoluíram. Outro ramo poderoso deste projecto multidisciplinar único é o foco no estudo de primatas modernos, e as suas adaptações comportamentais à ecologia da Gorongosa, para modelar como, no passado, os nossos ancestrais humanos podem ter conseguido viver em habitats semelhantes. A Universidade de Oxford actualmente tem seis estudantes de doutorado e um pós-doutorando - em prestigiadas bolsas de estudo e investigação, incluindo Clarendon Fund da Universidade de Oxford, ESRC, AHRC e Leverhulme Trust - realizando os primeiros projectos primatológicos com os macacos-cães e macacos-de-cara-preta da Gorongosa (para ver mais sobre os projectos dos alunos: aceda aqui).

Em 2018, a Escola de Campo Paleo-Primata Oxford-Gorongosa teve o seu primeiro teste oficial. Actualmente, esta é a única escola de campo do continente africano que oferece formação interdisciplinar em Paleoantropologia, Primatologia e Ecologia. 50% dos estudantes são seleccionados nas universidades Moçambicanas de todo o país. A Dra. Susana Carvalho está actualmente a supervisionar dois estudantes de Licenciatura de Moçambique que desejam seguir a primatologia e a paleoantropologia. In “Olá Moçambique” - Moçambique


terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Moçambique – Energia solar vai chegar a 360 mil famílias

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia e a IGNITE Moçambique assinaram um acordo que visa levar energia a 1,8 milhões de pessoas que vivem nas zonas remotas do país, nos próximos três anos, através da instalação de sistemas individuais de energia solar em 300 mil casas em todas as províncias de Moçambique.

Significa que, em média, mais 600 mil pessoas (120 mil agregados familiares) irão receber energia, por ano, a partir da altura da implementação do projecto a ser desenvolvido pela IGNITE em parceria com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

No âmbito do programa entre o Ministério dos Recursos Minerais e Energia e a IGNITE espera-se que 1.2 milhões de crianças passem a ter acesso a electricidade segura, sustentável e mais económica, substituindo energia pouco confiável como o petróleo de iluminação ou carvão natural.

A IGNITE Power, uma plataforma com vasta experiência na distribuição e financiamento de sistemas solares rurais, apresenta um dos mais rápidos crescimentos em África com o sistema de pagamento móvel Pay-As-You-Go, sendo que a empresa está presente no Ruanda e na Serra Leoa.

De acordo com Max Tonela, Ministro dos Recursos Naturais e Energia, “este acordo é mais um avanço decisivo no cumprimento dos nossos objectivos de promoção de “Energia Para Todos” que o Presidente da República lançou em Novembro do ano passado, o qual prevê que em 2030 todos os moçambicanos tenham acesso à energia eléctrica”.

“A IGNITE Moçambique foi escolhida como parceira após um longo e trabalhoso processo de avaliação com as nossas equipas do Ministério e do Fundo Nacional de Energia, o FUNAE, e pela sua capacidade financeira, soluções solares avançadas e experiência a implementar projectos de eletrificação em larga escala”, referiu o titular da pasta dos Recursos Minerais e Energia. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Moçambique - Universidade Politécnica: Finalistas vão beneficiar de financiamento

Estudantes finalistas dos cursos de licenciatura e mestrado da Universidade Politécnica vão beneficiar, por um período de três anos, de um apoio financeiro para a elaboração dos seus trabalhos de fim do curso, mercê de um memorando de entendimento assinado, recentemente, entre esta instituição do ensino superior e a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN).

À luz do memorando, poderão receber este apoio, na ordem de quarenta e cinco mil meticais para o nível de licenciatura e setenta e cinco mil meticais para o de mestrado, estudantes finalistas dos cursos de Economia, Administração e Gestão de Empresas e Ciências Jurídicas que pretendam/estejam a elaborar trabalhos de final de curso relacionados com o ambiente de negócios.

Através deste memorando, as duas instituições pretendem contribuir para a elaboração de projectos de pesquisa conducentes ao desenvolvimento do sector privado no País, abordando, para o efeito, questões ligadas aos incentivos, aos constrangimentos, bem como às oportunidades existentes no mercado.

Assim, os estudantes deverão escrever os seus trabalhos de fim de curso sobre temáticas ligadas ao ambiente de negócios, tais como o Procurement do sector público e nas pequenas e médias empresas, implicação microeconómica da legislação laboral para o sector empresarial, implicações microeconómicas da tributação dos rendimentos de trabalho, da despesa e do capital para as pequenas e médias empresas, aspectos microeconómicos da governação corporativa nas pequenas e médias empresas, regimes de propriedade sobre a terra e o investimento privado, legislação sobre o comércio internacional e os custos de fazer negócios em Moçambique, credibilização industrial, interfaces da economia política e institucional das políticas do ambiente de negócios, e reformas para a melhoria do ambiente de negócios em Moçambique. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Moçambique - Alunos visitaram mostra inspirada no trabalho de Pancho Guedes

Noventa alunos do Instituto Politécnico Global, uma instituição de ensino sedeada em Maputo, visitaram, esta quarta-feira, 13 de Fevereiro, a exposição “Pancho: Outras formas e olhares” da autoria de Sónia Sultuane e Jorge Dias, patente desde o dia 23 de Janeiro, no Auditório do Edifício-sede do BCI.

A visita enquadra-se no âmbito do programa curricular deste Instituto, e tem em vista permitir que os alunos aprendam as diferentes manifestações artísticas e formas arquitectónicas.

Composto por alunos da 6ª à 10ª classes, com idades compreendidas entre 11 a 16 anos, o grupo teve a possibilidade de apreciar a mostra, e de interagir com os autores das obras.



Para Salvador Victor Panguene, professor de física do Instituto Politécnico Global, que acompanhava os alunos, “esta é uma experiência única para a escola, e em particular para os alunos. É uma oportunidade de aliarmos os conhecimentos científicos às actividades extracurriculares. A escola realiza várias destas actividades. Para além do desenho técnico, por exemplo, eles têm a possibilidade de desenvolver a arte. Temos na escola um clube de arte” – disse, acrescentado que com o intuito de impulsionar o gosto pela arte, “fizemos esta visita que dá a possibilidade de interacção com os próprios artistas. O propósito é dotar as crianças não só de conhecimentos científicos e de valores morais, mas também de uma visão cultural. Por termos vindo aqui, compreendemos melhor, por exemplo, a obra de Pancho, arquitecto que projectou centenas de obras aqui em Maputo.”

Já para o artista Jorge Dias, “é muito importante que as escolas visitem as exposições de arte. É importante também que haja este espaço aqui no BCI para que as visitas aconteçam. Mostrar os trabalhos aos alunos e dar-lhe a possibilidade de interagirem com os autores das obras abre-lhes muitos horizontes, quer do ponto de vista da imaginação, quer do ponto de vista de perspectiva de futuro. Aprecio bastante que esta exposição, que partilho com a Sónia Sultuane, seja visitada por pessoas de vários segmentos etários e de diversos status sociais, para além da excelente perspectiva de interagirmos na primeira pessoa com o público”. In “Olá Moçambique” – Moçambique

Amâncio de Alpoim de Miranda Guedes mais conhecido por Pancho Guedes foi um arquitecto, escultor e pintor (n. 13.05.1925 – f. 07.11.2015)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Moçambique – Realidade moçambicana em filme exibido no Festival de Gutemburgo na Suécia



O título em causa é Our madness, o mesmo que nossa loucura, e foi exibido nos dias 26, 28, 30 e 31 de Janeiro, no Göteborg Film Festival, na Suécia. A obra cinematográfica, com hora e meia de duração, tem a realização do português João Viana, conhecido autor de várias curtas-metragens, e foi rodado em Moçambique há mais ou menos três anos.

A longa-metragem do realizador português alicerça-se à história de uma mulher para retratar contextos atinentes à realidade moçambicana, concentrando-se nos efeitos da guerra, questionando a essência da loucura e desafiando os conceitos sobre a lucidez.

Lucy é uma das personagens de Our madness, a qual, estando internada no Hospital Psiquiátrico de Infulene, arredores da cidade de Maputo, tem que conviver com a imagem distante do filho que foi arrancado dela e do marido, envolvido num conflito armado. Portanto, Our madness é uma produção sobre a realidade de um povo que ainda não se esqueceu das consequências geradas pelo som das armas, sem deixar à parte o folclore e o misticismo que caracteriza as sociedades africanas em geral.  

Este filme exibido semana passada na cidade sueca de Gutemburgo, na qual as temperaturas meteorológicas rondavam os 0 graus, é uma produção de Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal e França, sendo que teve financiamento para pós-produção do Qatar, concretamente do Doha Film Institut, entidade que, entre muitas funções, fomenta o cinema e as produções de cineastas daquele país e estrangeiros.

Our madness integrou uma lista do Göteborg Film Festival constituída por cerca de 400 filmes de 83 países, o que quer dizer que o filme sobre Moçambique pode ser visto por milhares de pessoas no principal festival cinematográfico dos países nórdicos, o qual, nesta 42ª edição alertou aos participantes para a necessidade de preservação ambiental de forma sustentável.

Quanto ao elenco, a ficha técnica inclui: Bernardo Guiamba (Pack), Emerson Sanjane, (Enfermeira 1), Ernania Rainha (Lucy), Francisco Manjate (Enfermeira 2), Francisco Muxanga (Mau da fita), Hanic Corio (Rapaz), Janete Mutemba (Rapariga Louca 1), Jessica Laimo (Rapariga Louca 2), Mamadu Baio (Estrela Internacional), Rosa Mario (Padre). O argumento de Our madness pertence ao próprio director do filme, João Viana; o desenho de produção esteve com Marieta Mandjate e um dos produtores foi Sol de Carvalho. O desenho de som esteve com Mário Dias; a direcção de Fotografia com Sabine Lancelin; a montagem foi confiada a Edgar Feldman; a música esteve na responsabilidade de Pedro Carneiro e o som de Gabriel Mondlane. A produção foi encarregue a Les Filmes de l'aprés-midi, Telecine Bissau, Promarte  e Papaveronoir.

Our madness foi um dos 15 projectos seleccionados, em 2015, para o Cinefondation Atelier do Festival de Cannes, importante atelier que apoia realizadores com projectos inovadores, e foi distinguido no IndieLisboa com o Prémio Allianz para Melhor Longa-metragem Portuguesa no ano passado.

Além de Our madness, João Viana é autor das curtas-metragens A piscina, Alfama ou Tabatô e da longa metragem A batalha de Tabatô.

Outros filmes exibidos

À semelhança de Our madness, na presente edição do Göteborg Film Festival foram exibidos mais obras cinematográficas africanos, por exemplo: Rafifi (Quénia), The Harveresters (África do Sul) e When arabs danced (Marrocos). Do país anfitrião, destaca-se um título cuja projecção foi muito concorrida: Koko-di koko-da, da autoria do realizador e escritor sueco Johannes Nyholm. A fim de ver aquele filme, espectadores de vários cantos do mundo lotaram, no passado dia 31 de Janeiro, a principal sala do Göteborg Film Festival: o cinema Draken, em vigor desde 1956. A longa-metragem lançada no mês passado retrata os dramas enfrentados por um casal numa altura em que perdem o seu bem mais precioso: a filha. Segundo Johannes Nyholm, que respondeu às perguntas dos espectadores depois da projecção do filme, igualmente, Koko-di koko-da é uma história sobre relacionamentos e que se esmera em retratar uma circunstância de várias maneiras. Outros títulos de filmes exibidos durante uma semana e meia de festival, de 25 de Janeiro a 4 de Fevereiro, foram os suecos: Aniara, Boy in Bollywood, Moa Martinson – Landsmodern, Sasong, e Lucy one. Mas também houve propostas de outras latitudes, como as seguintes: Jumpman (Rússia), Volcano (Ucrânia), I fel good (França), 1985 (Estados Unidos), José (Guatemala), Domingo (Brasil) e Dry Martina (Chile).

Sobre o festival de Gutemburgo

O Göteborg Film Festival é o maior evento cinematográfico dos países nórdicos (Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia). Foi inaugurado em 1979 e já vai na sua 42ª edição. Uma das preocupações da organização é atrair artistas e apreciadores da sétima arte à cidade de Gutemburgo, onde viveu o escritor sueco Henning Mankell, que fundou e dirigiu o Teatro Avenida, a partir de 1986, na cidade de Maputo. Anualmente, a iniciativa atrai mais de 160 mil pessoas, provenientes de vários cantos do mundo e é antecedido por um festival para crianças na segunda quinzena de Janeiro. Paralelamente com a exibição de filmes, Göteborg Film Festival inclui debates e apresentações sobre a sétima arte. A presente edição decorreu entre 25 de Janeiro e 4 de Fevereiro. Cerca de 20% de toda a população de Gutemburgo vai ao festival, o que, para Howard Fishman, jornalista norte-americano que participou no evento, é extraordinário, pois isso faz com que a indústria do cinema mexa com as pessoas a nível internacional e da comunidade local sueca. Até porque, “pessoalmente, sinto que qualquer boa arte tem o poder de ser transformadora para uma audiência”, considerou Fishman, confessando que ficou muito impressionado com os filmes que viu. José dos Remédios – Moçambique in “O País”

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Moçambique - Exposição fotográfica sobre cancro de mama na ilha de Moçambique

Está agendada para a próxima semana, na Mediateca do BCI, na Ilha de Moçambique, província de Nampula, a abertura da exposição fotográfica sobre cancro de mama, intitulada ‘Delaila’. A mesma ilustra a vida positiva e exemplo de superação da activista Delaila Taju, através das obras do fotógrafo moçambicano Vladimir Caetano de Sousa.



A mostra deve o seu nome a Delaila Taju, cidadã natural de Memba, Província de Nampula, e residente em Maputo, que trava um combate contra o cancro desde 2017, quando lhe foi diagnosticado um tumor maligno na mama.

Cientes deste drama que apoquenta milhões de pessoas no mundo, e com vista a contribuir para reverter o cenário, a activista e o fotógrafo decidiram unir esforços com vista a fazer tomar consciência à sociedade acerca da importância do diagnóstico e tratamento precoce, como uma das chaves para sucesso no tratamento do câncer de mama. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Moçambique – Restruturação da Universidade Pedagógica

O Governo moçambicano anunciou a extinção da Universidade Pedagógica (UP) e a sua substituição por outras cinco instituições de ensino superior – cada uma com reitoria autónoma – nas regiões sul, centro e norte.

Trata-se das universidades UniMaputo e UniSave (no sul), UniLicungo e UniPúnguè (no centro) e UniRovuma (no norte).

UniMaputo é a actual sede da extinta UP, enquanto a UniSave congrega as antigas delegações que funcionam em Massinga e Gaza, explicou Jorge Nhambiu, Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP).

A UniLicungo e a UniPúnguè provêm da junção UP da Beira, de Quelimane, de Manica e de Tete, respectivamente.

A UP do Niassa, de Nampula e de Montepuez deram lugar à UniRovuma, de acordo com o governante, que falava no fim da segunda sessão ordinária do Conselho de Ministros.

A reestruturação da UP – uma instituição pública e a primeira vocacionada para a formação de professores – era discutida há mais de dois anos, num contexto que visava facilitar a sua gestão.

Em Novembro de 2016, a UP apresentou ao Governo uma reflexão interna com três caminhos de reestruturação e sugeria a mesma fosse dividida em quatro universidades autónomas.

O primeiro caminho apontava para a manutenção da UP, mas com algumas mudanças na administração interna.

O segundo caminho visava a criação de três universidades pedagógicas no sul, centro e norte do país. Neste processo – que é o que prevaleceu na decisão do Executivo – cada região manteria e administraria as suas delegações, funcionariam como universidades independentes e teriam reitorias autónomas.

Já o terceiro caminho – muito similar ao segundo – tinha em vista a criação de três universidades, sendo uma em Maputo, outra na Beira e outra ainda em Nampula.

Jorge Nhambiu disse que, com a criação das novas universidades, pretende-se uma maior eficácia na prestação de serviços, através da descentralização de poderes e consolidação da governação local.

Relativamente às 12 instituições de ensino superior impedidas de funcionarem, nas províncias de Gaza, Inhambane, Sofala, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, por ausência de condições para o exercício das actividades para as quais foram criadas, o que concorreu para a não atribuição de alvarás, Jorge Nhambiu comentou que, segundo a lei, as entidades visadas têm a “obrigação e integrar os estudantes, os técnicos administrativos e os docentes noutras instituições”. Emildo Sambo – Moçambique in “A Verdade”

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Moçambique - BAD e UniLúrio implementam Programa de Habilidades para a Agricultura e Indústria

O representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em Moçambique fez questão de ir ao polo de Pemba da UniLúrio para anunciar que a sua instituição financeira irá investir uma fatia de 15 milhões de dólares naquela Universidade. A ideia é desenvolver um programa de habilidades ou competências no seio académico voltado para o tecido empresarial, mais concretamente para o desenvolvimento dos sectores agrícola e industrial.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em parceria com a Universidade Lúrio (UniLúrio), lançaram, em Pemba, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Habilidades para a Agricultura e Indústria.

O evento contou com a presença da comunidade académica, funcionários e estudantes da UniLúrio e teve como pano de fundo uma conferência internacional sobre Biodiversidade, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável como pano de fundo.

O programa em causa responde às prioridades do BAD de “Alimentar África” e “Industrializar África” e tem como objectivo fortalecer a capacidade da UniLúrio, gerando competências e habilidades face aos futuros profissionais nos sectores-chave da agricultura e indústria, mais concretamente através das disciplinas de Ciências Aplicadas e Engenharia. O custo total do projecto, a ser implementado num prazo de cinco anos (2018-2022), encontra-se estimado em 15,50 milhões de dólares norte-americanos.

Através da parceria com a UniLúrio, o BAD perspectiva investir na construção e equipamento de oficinas, bibliotecas e laboratórios; na melhoria da qualidade das actividades académicas e da capacidade da gestão de recursos da universidade bem como apoiar no desenvolvimento de uma estratégia para melhorar o acesso das raparigas aos serviços académicos da UniLúrio, incluído um programa de bolsas de estudo voltado para as estudantes.

Na cerimónia de lançamento, Pietro Toigo, representante residente do BAD em Moçambique, referiu que os recursos extractivos no norte do Moçambique vão seguramente acelerar o crescimento económico do país.

“Mas para assegurarmos que o crescimento seja inclusivo, é preciso dar aos jovens as ferramentas para competir com êxito no mercado do trabalho. Por isso, estamos orgulhosos da nossa parceria com a UniLúrio no sentido de criar um polo de ensino e pesquisa ao mais alto nível”, congratulou-se o representante do BAD.

Na mesma linha de pensamento, o reitor da UniLúrio, Prof. Doutor Francisco Noa, sublinhou que “a UniLúrio continuará a trabalhar no sentido de educar e formar uma nova geração de profissionais competentes, comprometidos com o desenvolvimento, a ciência e o bem-estar das comunidades locais”.

O desafio demográfico na base do investimento

A propóstio do Programa lançado, Pietro Toigo sublinhou que o país está a experienciar uma das transacções demográficas mais rápidas do mundo. Aliás, nos últimos 10 anos, a população de Moçambique cresceu a uma taxa de 40% - a terceira taxa de crescimento demográfico mais rápida de África. “Com 45% da população abaixo dos 14 anos, a prioridade tem que ser preparar os jovens para o mercado de trabalho, para que sejam o motor de crescimento do país. O futuro de Moçambique vai ser determinado nas escolas, nos centros de formação e nas universidades”, referiu Toigo em jeito de reflexão.

Grosso modo, a ideia é que o país precisa de uma força de trabalho dinâmica para desenvolver a sua base económica e, de modo particular, o sector dos hidrocarbonetos. Por outro lado, precisa de novos polos de pesquisa para analisar o impacto dos modelos alternativos de desenvolvimento nos seus recursos naturais e precisa de novas abordagens para reforçar a resiliência climática da sua economia e não permitir que as escolhas climáticas de outros países impactem negativamente na sua trajectória de desenvolvimento.

Nesse sentido, a parceria entre a UniLúrio e o BAD surge no âmbito de fortalecer as faculdades de engenharia, uma vez que o Programa irá investir nos conhecimentos técnicos e tecnológicos para que as empresas moçambicanas possam vir a entrar nas cadeias de valor e fornecimento às multinacionais mineiras e de gás e petróleo. Por outro lado, o BAD espera vir a apoiar inovações e pesquisas em prol de uma agricultura competitiva e eficiente (e mais industrializada) no sentido de alimentar a população de Cabo Delgado, a qual decerto irá registar um crescimento demográfico em função dos projectos que estão a ser implantados, em especial em Pemba e Palma.

“Esperamos também que este programa possa fortalecer a parceria entre a UniLúrio e o sector privado em três aspectos: uma colaboração mais estreita para assegurarmos que o ensino seja relevante para as necessidades prospectivas dos empregadores, para as oportunidades dos estudantes de aplicar os seus conhecimentos e posicionar a universidade como fornecedora de serviços para o sector privado. Por essa razão é que o Programa irá apoiar uma revisão do currículo de ensino e irá investir em laboratórios de análise de qualidade de sementes e produtos agrícolas”, garantiu o representante do BAD. In “Olá Moçambique” - Moçambique

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Moçambique – Clube de leitura criado em Maputo

Um grupo de Jovens liderados pelo crítico literário Nataniel Ngomane criou um clube do livro em Maputo. O grupo encontra-se uma vez por semana para sentar e ler obras ao gosto do membro escolhido.

As árvores abanavam e zumbiam ao ritmo do vento, ao mesmo tempo que criavam uma sombra suficiente para mais de 100 pessoas no parque dos poetas, na cidade da Matola Província de Maputo.

Sentadas, concentradas, mas completamente tomadas pelos caminhos que cada livro leva o leitor a seguir, o grupo de quase trinta pessoas destacava-se das demais pessoas no coração do “Central Park”.

Ali os corpos estavam imobilizados, as almas voavam ao ritmo do Niketche, as vozes adormecidas gritavam e os flamingos voam eternamente, sem armas, sem guerra e sem barulho dos subúrbios por onde passou Meledina quando descrita por Aldino Muianga, mas tudo era intensamente vivido através da leitura.

“O nosso sonho é que se possa ler do Rovuma ao Maputo, do Zumbo ao Índico” idealiza o crítico literário Nataniel Ngomane, que acrescenta que “o nosso país está a precisar de ler”.    

A necessidade é geral, mas a sectores chave da sociedade, que podiam com relativa rapidez registar melhorias significativas com a leitura. “Uma das formas de melhorar a qualidade do ensino é colocar as nossas crianças a começar a ler muito cedo” disse, acrescentando que “esta é uma forma de exercitar os seus neurónios”.

A viagem pelas obras nacionais e não só é o culminar de um processo iniciado pouco depois da exposição da língua portuguesa, onde um grupo de sete pessoas decidiu manter os encontros.

Para o efeito, “sugeriu-se que a criação de um clube de livros” que consiste em “um grupo de pessoas que gostam de ler, que iriam se encontrar uma vez por semana e ler conjuntamente” explica.

A ideia colheu consenso e definiu-se que “os encontros deviam ser feitos em lugares públicos para que fossem vistos por outras pessoas que quisessem também fazer parte do grupo” conclui.

No clube criado, os gostos são diversificados, afinal, como diz a célebre frase do jornalista Carlos Cardozo, eternizada em várias obras literárias e não só, não se pode colocar algemas nas palavras e, nós acrescentamos, nem nos gostos literários.

Isso tendo em conta a conceito desenvolvido por este grupo de amantes da leitura, que abrem espaço para todos, ou seja, “a pessoa é que escolhe que género de livro pode ler ou que já está a ler, e vem ler connosco” explica Amad Balamad, um dos mentores da iniciativa.

Depois da leitura, os membros fazem uma roda para partilhar e colher experiencias de os outros membros do clube, criando uma “pontinha” de curiosidade sobre o livro, afinal “a leitura também é viciante” diz a poetiza Énia Lipanga.

Ela é também uma das escritoras emergentes do país, e defende que o clube de livros recentemente criado é a prova de que a tendência de leitura é crescente, pese embora persistam desafios.

“Apesar da existência de um grupo que diga que os jovens não lê, eu acho que de uns anos para cá as pessoas tem lido mais, as pessoas tem comprado mais livros” diz a poetiza e escritora.

Os desafios segundo ela, tem que ver com “o facto de os livros estarem muito caros”, sendo que a alternativa a falta de dinheiro, ela propõe, “é que sejam utilizados livros eletrónicos, que podem ser acedidos através de um telefone”, aliás “este clube tem, total abertura para este tipo de leitura”.

O clube do livro já tem cerca de trinta membros e colabora com dois clubes idênticos que se encontram nas terras de Bolsonaro, Brasil, que são coordenados (um deles) por Maria Toledo, e outro por Merces Parentes.

Com estes clubes, Ngomane e “companhia” já sonham em fazer uma leitura sincronizada através do Skype, apesar da diferença em termos de fuso horários. “Vamos encontrar um meio-termo para materializar este sonho” garantiu Ngomane. Cornélio Mwitu – Moçambique in “ O País”

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Índia - Concede a Moçambique linha de crédito para compra de equipamento ferroviário



O Banco de Exportações e Importações da Índia (ExIm) assinou um acordo com Moçambique para a concessão de uma linha de crédito de 95 milhões de dólares para compra de equipamento ferroviário.

A linha de crédito vai permitir que o governo de Moçambique adquira material ferroviário circulante, como sejam locomotivas, carruagens de passageiros e vagões de diverso tipo, informou a instituição citada pelo Macauhub.

Este acordo representa o décimo terceiro financiamento do género concedido pelo banco indiano em nome do governo do país ao seu congénere de Moçambique, cujo montante agregado atinge actualmente 734,44 milhões de dólares.

Ainda de acordo com o Macauhub, as linhas de crédito abertas pela Índia a favor de Moçambique visam o financiamento de projectos como electrificação rural, aumento da produtividade agrícola, fábrica de construção de painéis solares, recuperação de estradas 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Moçambique – Inova com farinha de banana que aproveita toda a fruta

A Finana foi criada há três anos por Filomena Matimbe, que decidiu valorizar de outra forma um dos alimentos mais consumidos em Moçambique.

«A banana é uma boa fruta e as pessoas devem continuar a comê-la, mas encontrei outra alternativa de comer banana, com mais nutrientes e melhor aproveitamento da fruta», disse a empresária, de 54 anos, à agência Lusa.

Depois de se formar em Administração e Gestão de Empresas em Chimoio, uma das regiões que mais produz banana em Moçambique, Filomena voltou a Maputo, comprou uma “machamba” (plantação) de banana e começou a desenvolver a sua ideia.

A transformação do fruto em farinha permite aumentar a sua conservação (a banana só dura nove dias, mas a farinha tem dois anos de validade) e até a casca, normalmente usada para a alimentação animal, pode ser aproveitada.

«Este ano iniciei a produção de farinha de banana com casca que tem mais nutrientes do que a farinha. Além disso, consigo fazer todo o aproveitamento do fruto», eliminando o que seria considerado lixo, adianta a responsável da Finana.

Para produzir a farinha simples, a casca de banana é separada, seca e moída para fazer ração, enquanto a linha de farinha integral incorpora a casca de banana, aumentando o nível de nutrientes e os polifenóis (substâncias antioxidantes), que torna este alimento «um aliado forte na luta contra o cancro», sublinha.

A Finana, que emprega 13 trabalhadores, compra 95% da banana (verde) que usa aos agricultores locais e os restantes 5% são produzidos na pequena “machamba” de Filomena. Atualmente, produz 500 quilos de farinha por dia, mas Filomena está à procura de investidores para fazer crescer o negócio.

«Precisava de cerca de 300 mil dólares para triplicar a produção diária e gostaria no futuro de construir uma fábrica própria», sonha a gestora, que já investiu 110 mil dólares na empresa.

A farinha da Finana é vendida sobretudo a organizações não-governamentais (ONG) que distribuem alimentos em escolas e hospitais, mas chega também a cerca de 30 supermercados de Manhiça e Maputo.

Atualmente dispõe de uma gama de quatro produtos (farinha de banana com castanha, integral, simples e biscoitos), mas Filomena continua a tentar inovar.

«Podemos fazer tudo com a farinha, de bolos a esparguete», garante, acrescentando que esta experiência já foi feita em Itália, com bons resultados. In “Revista Port. Com” - Portugal com “Lusa”

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Moçambique – Multinacional Vale vai acolher recém-formados do Instituto Nacional do Emprego

O Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), através do Instituto Nacional do Emprego (INEP) e a Vale Moçambique assinaram, na passada sexta-feira, 14 de Dezembro, um memorando de entendimento com vista à inserção dos recém-formados na vida activa e à promoção do auto-emprego, por via de estágios pré-profissionais nas unidades produtivas daquela mineradora e da atribuição de kits aos melhores graduados do Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC), respectivamente.

Para o efeito, o INEP passará, entre outras acções, a inscrever e seleccionar candidatos a estágios pré-profissionais, fornecer à Vale Moçambique a relação dos recém-graduados inscritos nos centros de emprego, emitir certificados de estágio pré-profissional, inscrever e seleccionar os beneficiários de kits para o auto-emprego e monitorar as suas actividades.

A Vale Moçambique, por seu turno, vai disponibilizar ao INEP listas de estágios por especialidade, idade e sexo, elaborar, semestralmente, relatórios de acompanhamento e avaliação do estágio, divulgar e facilitar o acesso à informação sobre vagas no seu Programa de Estágios para a comunidade, bem como os critérios de selecção, entre outras acções.

Entretanto, como primeiro sinal da materialização do memorando, a Vale Moçambique efectuou a entrega de 30 kits de auto-emprego a igual número de beneficiários, formados em Mecânica Auto bem como Canalização, pelas delegações do IFPELAC da cidade e província de Maputo.

Para Juvenal Dengo, director-geral do INEP, a assinatura do memorando faz jus às acções do Governo, com vista ao envolvimento do sector privado na promoção de oportunidades de emprego aos moçambicanos, em particular aos jovens.

A aposta nos estágios pré-profissionais e no auto-emprego, segundo Juvenal Dengo, resulta da constatação e análise das dinâmicas do mercado de trabalho a nível nacional e internacional, que apontam, entre outros factores, as inovações tecnológicas como dinamizadores do sector produtivo e da economia, o que tem resultado no aumento da eficiência e da produtividade, bem como na redução de empregos formais.

“Esperamos que a assinatura deste memorando se traduza em benefícios dos jovens e que os kits aqui entregues constituam uma importante alavanca na promoção do auto-emprego, ajudando os beneficiários a iniciarem as actividades económicas geradoras de renda”, considerou o director-geral do INEP.

Para o gerente de Relações Institucionais da Vale Moçambique, Bruno Chicalia, a assinatura do memorando e a oferta de kits de auto-emprego visam fazer face aos enormes desafios impostos pelo mercado de trabalho, como são os casos da falta de experiência por parte dos candidatos ao primeiro emprego, assim como de equipamentos para aplicar o conhecimento que os jovens detêm.

“Não basta dotarmos os jovens de conhecimento. Embora isso seja importante é, também, necessário darmos ferramentas, principalmente aos que mais precisam, para poderem aplicar esse conhecimento”, disse Bruno Chicalia.

Num outro desenvolvimento, o gerente de Relações Institucionais da Vale Moçambique reconheceu que o país não tem mão-de-obra em número e qualidade demandados pelas multinacionais, devido ao facto de “serem especialidades relativamente novas, importantes numa indústria implantada recentemente no País. Por isso os 5-10 anos de experiência exigidos (ainda) constituem um desafio”. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sábado, 15 de dezembro de 2018

Moçambique - Autores da primeira ópera de Mozart adaptada apelam à dramaturgia nacional



Professores e estudantes que adaptaram pela primeira vez uma ópera de Mozart em Moçambique defenderam ontem à Lusa a criação de uma “dramaturgia moçambicana”, considerando que o país possui “talento e histórias” suficientes para produções artísticas.

“O nosso objetivo é criar uma dramaturgia moçambicana”, disse Victor Gonçalves, docente da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e diretor-geral da Ópera “Mwango e Mwango”, que ontem estreou em Maputo.

Com a primeira apresentação, que juntou centenas de pessoas no Centro Cultural da UEM, os organizadores esperam mudar a consciência da sociedade sobre a importância da arte, contando histórias baseadas na realidade do país.

“Queremos criar uma dramaturgia com base em temas e histórias de Moçambique. Esta apresentação é uma forma de ensaiar esta perspetiva”, afirmou Victor Gonçalves.

A ópera é o resultado de uma adaptação de “Bastien und Bastienne”, uma das primeiras obras de Mozart, baseada numa peça de Jean Jaques Rousseau, e que foi apresentada pela primeira vez em 1768.

O enredo original narra as aventuras de Bastienne, uma jovem camponesa que perde o seu amado para uma nobre dama. A jovem procura um feiticeiro para recuperar o seu amado.

Na versão adaptada, a história acontece na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, e conta também a experiência de uma rapariga que recorre a um curandeiro para recuperar o seu amado.

Para o reitor da UEM, Orlando Quilambo, a iniciativa vai contribuir para uma mudança de consciência sobre a importância da arte e da cultura em Moçambique, principalmente entre a camada jovem.

“A cultura é o instrumento orientador da sociedade. Não há desenvolvimento sem cultura”, frisou à Lusa o reitor da UEM.

“Sentimo-nos orgulhosos: os nossos estudantes e professores conseguiram aqui ter uma tradição europeia misturada a uma tradição moçambicana”, concluiu.

O nome “Mwango e Mwango” é proveniente da língua maconde, falada numa parte do norte de Moçambique, e em português significa “meu e minha”.

A ópera, apresentada no Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane, foi interpretada em cena por três cantores, sete músicos e dois atores, sob olhar atento de várias personalidades, entre as quais diplomatas e antigos quadros do Governo moçambicano. In “Por Somos” – Macau com “Lusa”

Moçambique - FMI projecta um crescimento económico de 4,7 por cento para 2019

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projecta um crescimento económico, para Moçambique, entre 4 e 4,7 por cento, no próximo ano, segundo indicou, na quarta-feira, 12 de Dezembro, em Maputo, o representante residente desta instituição, em Moçambique.

Ari Aisen, que falava à margem de uma palestra, promovida pela Escola Superior de Altos Estudos e Negócios – ESAEN, uma unidade orgânica da Universidade Politécnica, sob o tema: “A Conjuntura Económica Internacional e Potenciais Impactos nas Economias Emergentes e de Moçambique”, sustentou que o desempenho da economia moçambicana, em 2019, vai depender, em parte, da Decisão Final de Investimentos (FID) das empresas no sector de gás, na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

O representante residente referiu, igualmente, que aliado a este factor, o pagamento aos fornecedores e o contínuo relaxamento cauteloso de uma política monetária podem favorecer o aumento de crédito, assim como a manutenção da paz, que é um elemento central no projecto do crescimento económico do país.

A Decisão Final de Investimentos sinaliza, conforme argumentou Ari Aisen, o grande potencial que Moçambique tem e que poderá catapultar o crescimento da economia para 4,7 por cento.

O orador alertou sobre os riscos que as economias da África subsariana têm, e que podem ser externos, como os preços do carvão e do alumínio, que se espera que não tenham declínio no mercado internacional. Apontou ainda para os factores de risco climáticos, que podem pressionar a política fiscal e económica, tendo, por consequência, recomendado para a observância de uma disciplina fiscal acentuada.

“Recomendamos uma disciplina fiscal neste processo, para evitar situações de agravamento, depreciação e inflação da moeda, quando comparado com o que o País registou no ano passado, com o Produto Interno Bruto (PIB) a registar uma subida de 3,5 pontos percentuais, em 2018, para 4,7 por cento, como projecção em 2019”, disse Ari Aisen.

A inflação também registou uma estabilidade, com o registo de 6,5 pontos percentuais, em 2018, e projecta-se 5,5 pontos percentuais para 2019. A taxa de câmbio, segundo Ari Aisen, continuará estável em 2019.

Abordado momentos após a palestra, Narciso Matos, Reitor da Universidade Politécnica, disse ter tirado várias ilações da apresentação feita pelo representante do FMI em Moçambique, particularmente no que se refere às projecções do ano económico de 2019.

Sobre o evento, Narciso Matos explicou que se insere no novo ciclo de palestras, que visa orientar os estudantes da maior universidade privada do País, o corpo docente e convidados, sobre as dinâmicas da economia nacional e suas directrizes. In “Olá Moçambique” - Moçambique

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Moçambique – Prioridade ao julgamento de infracções laborais

A Ministra do Trabalho diz que Inspecção Geral de Trabalho (IGT) deve unir-se às autoridades da justiça no tratamento de infracções laborais para disciplinar as entidades empregadoras no país.

Enquanto os tribunais laborais não entram em funcionamento, a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, diz que a Inspecção Geral de Trabalho deve continuar a priorizar a articulação “com os tribunais para que os autos enviados possam ser julgados” com mais celeridade.

A Governante falava na abertura do III Conselho Consultivo da IGT, onde também revelou que de 2015 a esta parte, a Inspecção já realizou 89,6% da meta do quinquénio, tendo sido inspeccionados um total de 34039 estabelecimentos, onde foram abrangidos 668000 trabalhadores, detectadas 48960 infracções, das quais 38115 (78%), foram objecto de advertência e 10.845 (22%) autuados.

Das infracções detectadas, marcaram destaque a falta de observância das regras de saúde, higiene e segurança no trabalho, falta de canalização de contribuições ao INSS e contratação ilegal de mão-de-obra estrangeira.

Estas informações foram partilhadas num dia em que a Inspecção lançou o uniforme dos inspectores e o primeiro guião da actividade inspectiva laboral nos sectores da construção civil e mineração.

Diogo exigiu que os profissionais da inspecção estejam devidamente familiarizados com este e outros guiões da actividade inspectiva. “Um Inspector do Trabalho deve demonstrar conhecimentos sólidos gerais e específicos do domínio laboral, para agir com equidade e poder tomar decisões ponderadas. Só estando profissionalmente seguro pode exercer autoridade como Inspector”

A Ministra exigiu também a disponibilização de todos guiões da acção inspectiva na página Web da IGT para garantir que as empresas tenham o conhecimento destes instrumentos e ajam dentro da legalidade. In “O País” - Moçambique

Moçambique - Combate à desnutrição infantil

Cerca de 62 biliões de meticais, o equivalente a 11 por cento do Produto Interno Bruto nacional, são gastos, anualmente, em acções de combate à desnutrição infantil no país, com vista à erradicação da malnutrição até 2030, tal como recomendam as Nações Unidas, no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

O governo, em parceria com o sector privado e organizações não-governamentais, está a trabalhar em diversos pontos do país na implementação de projectos nutricionais, principalmente nas zonas consideradas mais críticas.

Um dos parceiros do governo é a Fundação Sérgio Gago, que realizou um estudo-piloto sobre os efeitos do consumo da farinha de banana na melhoria do estado nutricional dos alunos da Escola Primária Completa de Mutsekwa, no distrito municipal da Katembe.

Segundo a Rádio Moçambique, na apresentação do relatório do estudo, ontem, em Maputo, o presidente da Fundação, Aníbal Samuel, explicou que a introdução da farinha de banana na alimentação das crianças melhora o aprendizado e pode contribuir para a redução do índice de reprovações nos petizes dos seis aos 14 anos.

O relatório concluiu, também, que há pouca introdução de papas enriquecidas na dieta alimentar de dezenas de crianças envolvidas no estudo.

Criada há pouco mais de três anos, a Fundação Sérgio Gago diz que em breve será feito um estudo similar no distrito de Chibuto, província de Gaza. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Moçambique - Cabo Delgado tenta captar investimento sul-africano

As autoridades provinciais estão a tentar captar investimento sul-africano para Cabo Delgado, destacando as oportunidades ligadas aos investimentos em gás natural, anunciaram num encontro com empresários.

"Esperamos que este encontro promova oportunidades e estreite relações e conhecimento acerca dos negócios locais", destacou António Mapure, dirigente provincial de Cabo Delgado, citado hoje pelo departamento governamental de Indústria e Comércio da África do Sul, após receber investidores na região.

"A missão empresarial chegou numa altura importante", em que a província do norte do país já é palco de obras das infraestruturas de processamento de gás, referiu – áreas que deverão entrar em funcionamento dentro de quatro a cinco anos. A África do Sul "sempre foi um parceiro privilegiado de Moçambique. A sua participação no sector agrícola é muito activa, o que é motivo de interesse nesta província", acrescentou, além do sector do gás.

A missão sul-africana, que está a visitar Moçambique durante uma semana e que vai seguir para sul, em direcção a Maputo, é acompanhada pelo alto-comissário no país lusófono, Mandisi Mpahlwa, que garantiu que os empresários "estão atentos", ao mesmo tempo que "todo o mundo" olha para Cabo Delgado.

"Achamos que podemos contribuir com produtos e serviço de qualidade" para "construir o futuro", sublinhou. A par dos investimentos em gás e da atenção de empresários, Cabo Delgado está desde há um ano a sofrer com uma onda de violência que atinge locais remotos. Desde há um ano, segundo números oficiais, já terão morrido cerca de 100 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança. A violência ganhou visibilidade após um ataque armado a postos de polícia de Mocímboa da Praia, em Outubro de 2017, em que dois agentes foram abatidos por um grupo com origem numa mesquita local que pregava a insurgência contra o Estado e cujos hábitos motivavam atritos com os residentes, pelo menos, desde há dois anos. Depois de Mocímboa da Praia, os ataques têm ocorrido sempre longe do asfalto e fora da zona de implantação da fábrica e outras infraestruturas das empresas petrolíferas que vão explorar gás natural, na península de Afungi, distrito de Palma. In “Olá Moçambique” - Moçambique

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Moçambique – A moda africana está a fervilhar

A moda é uma das áreas de maior destaque na África actual, a criatividade e a ambição não têm parado de crescer em todo o continente.

África está claramente gravada no futuro do sector, e também da indústria e do retalho. As belíssimas paisagens e a exótica vida selvagem são associadas por muitos ao continente, e os designers usam-nas como fonte de inspiração.

Relembrando a influência da cultura africana na moda, temos marcas premium como a Yves Saint Laurent, Dior e Alexander McQueen, entre outros, que já homenagearam a cultura Africana nas suas colecções. Yves Saint Laurent apresentou ao mundo uma colecção de alta-costura inspirada em África, em 1967, e a sua marca alcançou fama mundial e fez história na moda. No ano seguinte, apresentou o famoso casaco safari e espalhou o perfume do continente por várias gerações de estilistas.

Actualmente a importância de África no sector é cada vez maior. Os peritos da área dizem que o continente tem já um «nome próprio» na área da moda e que dita tendências.

Em 10 anos, a África subsaariana cresceu 51% – o dobro da economia mundial. A população do continente é maioritariamente jovem, e também mais jovem que a do resto do mundo.

O crescimento económico, a juventude e a sensação de que o mundo tem cada vez mais os olhos postos no continente contribuem para impulsionar a criatividade e o nascimento e crescimento de novas ideias. Em nenhum outro lugar o empreendedorismo é tão grande e tão forte. E, neste cenário, também a moda está a «fervilhar».

Os estilistas/designers de moda africanos são cada vez mais. As marcas de roupa também. Trabalham não só a tradicional capulana, como sedas, linhos, peles, entre outros materiais nobres. Criam novas texturas, novas formas e com design inovador. Crescem assim em número e em qualidade os nomes do setor, alcançando, a pouco e pouco, espaços de destaque noutros pontos do mundo, como já são exemplo algumas marcas de roupa que marcam presença em pontos de venda nas principais cidades da moda, peças de decoração com design único e exclusivo em exposição em Paris, não esquecendo a arte, a cultura e a música que já está presente na vida dos cidadãos do Mundo. Tudo aponta para que o setor continue a crescer dentro de portas e em breve se comece a espalhar definitivamente pelo mundo, porque…”O futuro está em África”. In “Olá Moçambique” - Moçambique