Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 13 de maio de 2020

África - Quer acelerar lançamento de agência reguladora de medicamentos

A pandemia de covid-19 está a colocar desafios adicionais ao fornecimento de medicamentos, incluindo vacinas, a vários países africanos



A comissária para os Assuntos Sociais da União Africana afirmou que África quer acelerar a operacionalização da sua agência reguladora de medicamentos para aumentar a segurança do setor e encorajar a produção no continente.

"Estamos a estabelecer a nossa própria agência de medicamentos. Estamos ainda muito no início. Os chefes de Estado [da União Africana] aprovaram o tratado de criação da AMA (African Medicine Agency), 16 países membros assinaram, mas apenas dois ratificaram. Precisamos de 15 ratificações para a agência poder começar a funcionar e estamos a mobilizar os esforços junto dos Estados-membros para avançar", disse Amira El Fadil.

A responsável da União Africana falava, a partir de Adis Abeba, numa conferência 'online' sobre o apoio a África na luta contra a covid-19, em que participaram também o diretor do Fundo Global contra Sida, Tuberculose e Malária, Peter Sands, e o responsável pela Aliança para as Vacinas (GAVI), Seth Berkley.

"Em África, temos sido acusados de ser um depósito para medicamentos falsos e pouco seguros. A produção interna no continente é limitada, temos problemas com as regulamentações e com as políticas de medicamentos", adiantou.

Por isso, sustentou: "Precisamos desta agência para proteger África, para regulamentar as políticas [de saúde] no continente e para encorajar mais produção local de medicamentos".

"As pessoas estão a falar de tratamento para a covid-19, temos vários ensaios clínicos a decorrer em África, temos o remédio orgânico em Madagáscar e, por isso, precisamos de ser parte da segurança futura da saúde do continente e de preencher as falhas nesta área", acrescentou.

A pandemia de covid-19 está a colocar desafios adicionais ao fornecimento de medicamentos, incluindo vacinas, a vários países africanos, evidenciando a necessidade de o continente apostar na produção local para responder às necessidades.

Amira El Fadil abordou ainda a resposta à pandemia de covid-19 em África, que regista mais de 66 mil infeções e 2336 mortes, considerando que o continente agiu cedo e surgiu mais preparado para uma reação conjunta.

"África decidiu desde o início agir como um continente em unidade e solidariedade e esta é parte da força da resposta que estamos a ter", disse, adiantando que as lideranças africanas aprenderam com as lições da epidemia de Ébola na África Ocidental (2014-2016).

"Nessa altura, não tínhamos um corpo técnico para liderar a luta contra qualquer epidemia no continente. Depois disso, acelerámos o processo de instalação do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças [África CDC], que teve um teste na crise de Ébola na República Democrática do Congo, em 2018, mas que tem nesta pandemia o seu grande teste", disse.

"Estamos conscientes que em muitos países temos serviços de saúde frágeis e que esta não é uma guerra fácil de ganhar", disse, reconhecendo a dificuldade de aplicar medidas preventivas da doença como o distanciamento social ou o isolamento.

"Sabemos o tipo de vida que temos, vivemos juntos, temos famílias muito grandes a viverem juntas. Estas medidas não são suficientes para África e, por isso, estamos a pôr mais ênfase no diagnóstico", adiantou

"Estamos a planear fazer testes, testes e mais testes. É uma das nossas prioridades", acrescentou, reafirmando a meta de alcançar 10 milhões de testes até final do ano.

Por seu lado, Seth Berkley, responsável pela Aliança para as Vacinas, explicou que a organização realocou 10% do orçamento destinado à vacinação para os países poderem comprar equipamentos de proteção e testes para a covid-19, admitindo que a pandemia terá um impacto nos níveis de imunização das populações.

"Estamos a tentar manter a rotina, mas temos problemas nas cadeias de distribuição, as campanhas foram reduzidas e estamos a ver a imunidade das populações a diminuir porque os médicos e enfermeiros estão a ser desviados para a resposta à covid-19", disse.

Por outro lado, as medidas de confinamento decretadas pelos países estão a impedir as famílias de acederem aos programas de vacinação.

"Temos de estar preparados para agir imediatamente a seguir ao fim dos confinamentos e fazer campanhas de recuperação de vacinação", disse.

Quanto a uma possível vacina para o novo coronavírus, Seth Berkley mostrou-se otimista com a rapidez com que os cientistas estão a trabalhar.

"Há mais de 100 vacinas em desenvolvimento, oito em ensaios clínicos e um par delas na segunda fase dois de ensaio. O desafio para nós é assegurar que haverá um compromisso de acesso global à vacina e financiamento disponível para ajudar os países pobres a pagarem pelo acesso às vacinas", disse.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados. In “Contacto” – Luxemburgo com “Lusa”

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Portugal - Medicamento da Bial para Parkinson aprovado nos Estados Unidos da América

O medicamento para a doença de Parkinson da Bial ONGENTYS foi aprovado pelo regulador do mercado farmacêutico norte-americano Food and Drug Administration (FDA) e deverá começar a ser comercializado naquele território até ao final do ano.

Em comunicado, a Bial avança que esta era a “aprovação essencial” para iniciar a comercialização do medicamento ONGENTYS (Opicapona) nos Estados Unidos da América (EUA).

Em fevereiro de 2017, a Bial e a farmacêutica Neurocrine Biosciences, Inc. assinaram um contrato de licenciamento exclusivo para o desenvolvimento e comercialização na América do Norte da Opicapona, prevendo-se agora que o seu lançamento seja até ao final deste ano.

Este fármaco, que é o segundo medicamento de investigação da Bial para o Parkinson, já tinha sido aprovado pela autoridade regulamentar europeia em 2016, estando, desde então, disponível no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e Portugal.

Além dos EUA, “perspetiva-se que, entre 2020 e 2021, [o ONGENTYS] possa vir a ser introduzido em outros países europeus, bem como no Japão e na Coreia do Sul”, adianta a Bial.

Citado no comunicado, António Portela, diretor executivo da Bial, afirma estar “satisfeito por ultrapassar este grande marco para o ONGENTYS”.

“Termos um segundo medicamento aprovado pelas autoridades regulamentares norte americanas é uma etapa muito relevante no reconhecimento do projeto de Investigação e Desenvolvimento da BIAL. Estamos muito motivados por poder, através do nosso parceiro nos EUA, a Neurocrine Biosciences, fazer chegar a todos os pacientes com Parkinson este nosso medicamento”, salienta.

A farmacêutica portuguesa, que aloca, em média, “mais de 20% da sua faturação anual à Inovação e Desenvolvimento”, tem atualmente filiais em nove países e vende os seus medicamentos para mais de 50, sobretudo na Europa, África e América. In “Mundo Português” - Portugal

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Cooperação chinesa na área da saúde

A China doou ao principal hospital de São Tomé e Príncipe equipamentos, medicamentos e consumíveis, avaliados em mais de 130 mil euros (cerca de 1,2 milhões de patacas), disse o embaixador deste país na capital são-tomense, Wang Wei

“O Governo da China fez uma doação de equipamentos e medicamentos para os hospitais deste país irmão”, disse o diplomata, sublinhando que o apoio surge após as autoridades chinesas terem notado que “nos últimos tempos tem havido uma falta de medicamentos e equipamentos”.

“Gostaríamos, com a nossa doação modesta, contribuir um pouco para ajudar este país amigo a superar essa dificuldade”, acrescentou Wang Wei, recordando que esta é a terceira entrega de medicamentos que o seu país faz a São Tomé e Príncipe nos últimos dois anos.

O ministro da Saúde são-tomense, Edgar Neves, manifestou “os maiores agradecimentos” ao Governo da República Popular da China “cuja história de apoio e de cooperação com São Tomé e Príncipe data de muitos anos”.

Edgar Neves classificou esta oferta em medicamentos como a “manifestação clara da longa amizade do povo chinês para com o povo de São Tomé e Príncipe ao nível dos diferentes governos”, sublinhando que o donativo “vai ajudar” o Serviço Nacional de Saúde são-tomense, “cujas carências são grandes”. In “Hoje Macau” - Macau

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Portugal - BIAL vai comercializar medicamento para doença de Parkinson na China

A farmacêutica BIAL vai começar a comercializar na China o Ongentys, um medicamento para a doença de Parkinson, que vai chegar ao mercado chinês após um acordo de licenciamento exclusivo com a chinesa Wanbang, anunciou fonte da BIAL.

“A BIAL e a Wanbang Biopharmaceutical (…) assinaram um acordo de licenciamento exclusivo para a importação, embalagem e comercialização de Ongentys (opicapona) na China, excluindo Hong Kong, Macau e Taiwan”, lê-se em nota enviada à Lusa.

A BIAL, empresa portuguesa sediada na Trofa (distrito do Porto), “está empenhada em dar resposta às necessidades dos doentes e profissionais de saúde em todo o mundo e o acordo de licenciamento é um “marco na estratégia de expansão” da empresa, porque assinala a entrada dos seus produtos num mercado “importante como a China”, explicou António Portela, director-executivo da BIAL, dizendo estar “satisfeito” por ir trabalhar com a Wanbang” e por ir disponibilizar o “novo tratamento às pessoas com Parkinson na China”.

O Ongentys é um fármaco de investigação BIAL, de toma única diária, aprovado em junho de 2016 pela Comissão Europeia e indicado como terapêutica adjuvante da levodopa em pacientes adultos com doença de Parkinson e flutuações motoras que não estão controlados com outras terapêuticas.

Com este acordo, a BIAL que comercializa medicamentos em mais de 50 países e tem cerca de mil colaboradores, vai receber da Wanbang, subsidiária da Fosun Pharma, um pagamento inicial pela licença de “2,5 milhões de euros, acrescidos de 12,5 milhões, de acordo com o cumprimento de determinados objectivos ao longo da parceria”, esclarece a BIAL.

“Estamos bastante satisfeitos por estabelecer este acordo com a BIAL, e lançar a opicapona na China”, disse, por seu turno, Yifang Wu, editor executivo e presidente da Fosun Pharma e Chairman da Wanbang, citado no mesmo comunicado.

Segundo Yifang Wu, a Wanbang está impressionada com a “eficácia”, “segurança” e com o “regime de toma única diária da opicapona”.

“Esta parceria vem trazer uma opção terapêutica alternativa, que dá resposta a uma necessidade médica na China, e enriquece o nosso portefólio de produtos na área do Sistema Nervoso Central, uma das nossas áreas terapêuticas estratégicas. Estamos muito motivados e esperamos começar em breve a importar e comercializar a opicapona na China”, acrescentou.

O Ongentys é o segundo medicamento de patente portuguesa e da BIAL a chegar ao mercado chinês, depois da comercialização de Zebinix, para o tratamento da epilepsia, e é comercializado na Europa, em países como a Alemanha, Reino Unido e Espanha, perspectivando-se o seu lançamento em outros países europeus, incluindo Portugal, ao longo deste ano de 2018.

A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum em todo o mundo, estimando-se que existam entre 7 a 10 milhões de pacientes. Na China, a taxa de incidência da doença de Parkinson na população com mais de 65 anos é de 1700/100.000, com um total de 100 mil novos casos por ano na população total.

A chinesa Wanbang, uma subsidiária da Fosun Pharma, possui um centro de investigação e produção de soluções terapêuticas desenvolvidas através de engenharia genética e descreve-se como estando focada no “desenvolvimento, produção e distribuição de produtos farmacêuticos em diversas áreas, tais como hipoglicemia, hipertensão, dislipidemia, ácido úrico e cancro”. In “Ponto Final” - Macau

terça-feira, 14 de julho de 2015

Guiné-Bissau – Farmacêutica de Cabo Verde vai produzir medicamentos para o mercado guineense

Inpharma
Bissau - A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos Inpharma vai, a partir de Outubro de 2016, começar a fabricar medicamentos para Guipharma, congénere da Guiné-Bissau, informou nesta segunda-feira a instituição.

"Estamos a alinhavar os pormenores para, a partir de Outubro de 2016, começarmos a fabricar os medicamentos para Guiné-Bissau", confirmou à agência Inforpress Gil Évora, director comercial da farmacêutica cabo-verdiana, detida em 45 por cento pela empresa portuguesa Labesfal.

A exportação dos medicamentos ocorrerá no âmbito de uma parceria firmada entre a Inpharma e o Governo da Guiné-Bissau, que visa também a criação da farmacêutica Guipharma, projecto parado após o golpe de Estado de Abril de 2012.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração da Inpharma, Luís Vasconcelos Lopes, disse que a Guiné-Bissau vai construir e instalar de raiz a sua empresa farmacêutica Guipharma com o apoio técnico da farmacêutica cabo-verdiana.

O processo de negociação para a construção da farmacêutica guineense foi concluído em Junho passado, durante uma reunião entre a administração da empresa cabo-verdiana e a ministra da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Valentina Mendes, que se encontrava numa visita de trabalho a Cabo Verde.

A futura empresa farmacêutica guineense irá "procurar replicar a experiência" da farmacêutica cabo-verdiana, salientou Vasconcelos Lopes, adiantando que, durante a fase de implementação da farmacêutica em Bissau, a empresa cabo-verdiana vai produzir medicamentos com a marca Guipharma e exportá-los para a Guiné-Bissau.

"Iremos ter o privilégio de ser o fornecedor e aumentar as nossas exportações, o que representa o reconhecimento da nossa capacidade do conhecimento, porque já somos reconhecidos como instituição capaz de poder vender a sua tecnologia e conhecimento a países terceiros", frisou.

A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos, que já exporta para Angola, São Tomé e Príncipe e Moçambique, produz medicamentos, entre pomadas, cremes, xaropes, comprimidos e cápsulas.

A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos, cuja produção começou em 1993, nasceu em 1990 fruto de uma parceria entre a empresa cabo-verdiana Emprofac e a portuguesa Labesfal, a que se juntaram privados nacionais.

Em 2008 ganhou a acreditação internacional do Instituto Português de Acreditação (IPAC) e transformou-se no único laboratório de qualidade acreditado na sub-região africana. In “Agência de Notícias da Guiné – Guiné-Bissau