Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

França – Uma lição da vida

“Todos podem ser forçados a usar uma cadeira de rodas um dia”, explicou o condutor perante a relutância dos passageiros

Nem todos os heróis usam capa. Em Paris, um motorista de autocarro está a ser elogiado pela sua atitude perante a falta de ação dos passageiros para ajudar um homem em cadeira de rodas a entrar no veículo.

O caso aconteceu no passado dia 18 quando os passageiros que estavam no autocarro se recusaram a abrir espaço para que a pessoa com deficiência pudesse usar a rampa para subir para o veículo.

A história acabou partilhada nas redes sociais. “Ontem, quando esperava pelo autocarro em Paris, ninguém queria abrir espaço para mim. Como ninguém se mexeu, o motorista levantou-se e gritou: “Terminus! Saiam todos…” Veio até mim e disse: ‘Você pode subir e os outros aguardam pelo próximo autocarro…'”, contou o homem acrescentando que, apesar da relutância de alguns passageiros, o motorista manteve-se firme e argumentou que “todos podem ser forçados a usar uma cadeira de rodas um dia”. In “Jornal I” - Portugal

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A lição de Mandela

A lição de Mandela mais inovadora e mais difícil de apreender

Parece estar a correr um abaixo-assinado, contra a presença do Professor Cavaco Silva, Presidente actual de Portugal, nas cerimónias fúnebres de Mandela, por, alegadamente tratar-se de um acto de hipocrisia de alguém que, há cerca de trinta anos (sublinho, trinta anos), teria votado alguma coisa contra esta figura, que se viria a impor como um ser de uma outra galáxia, na sua Humanidade.

Ora, esta é justamente uma forma de contrariar a maior lição de Mandela: saber perdoar o passado, assentar no presente e construir o futuro.

Lição difícil, na realidade, porque o que aprendemos todos dias, nós seres humanos normais, é enterrar os nossos pés no lodaçal do passado, para reclamar a nossa “caça às bruxas”. Por essa atitude inovadora, Mandela que sabia muito bem o que se passara, já abraçou o Professor Cavaco, pelo menos uma vez que vimos na TV. Mandela, defendeu portugueses, alguns dos quais apoiaram, por equívocos humanos, o apartheid, e deixou que continuassem a contribuir para o desenvolvimento da nova África do Sul e, sobretudo, para salvaguardar as suas vidas e sua dignidade humana, na medida do possível.

Por ser difícil de apreender, esta lição, é que quase se generalizava em alguns círculos africanos, com o princípio da vingança cega incorporado, a ideia de que Mandela seria “traidor” da causa dos “negros” contra os “brancos”, quando o que o Homem sempre defendeu era a igualdade justa entre os homens de todas as cores, latitudes e longitudes. Mas como esta lição tem efectivamente conteúdo, alguns dos autores do “baixo assinado”, esquecem-se de um presente em que – pasme-se – todos os partidos políticos parlamentares do “irmão” Portugal (com a excepção do Bloco de Esquerda), se recusaram a aprovar uma simples moção de censura, contra um regime africano (Angola) que mata um jovem desarmado a colocar um panfleto que reclama por outros dois jovens torturados, cujos corpos foram atirados a um rio, para gáudio de uns quantos jacarés.

Hoje, numa conferência na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa sobre “Economia Social de Mercado da União Europeia”, quase perguntei (só não o fiz tal e qual por certa delicadeza com alguns ouvidos mais sensíveis) se a União Europeia não tinha fundos para evitar que Portugal supere a sua crise, entre outras medidas, deixando-se colonizar por um regime africano que, no século XXI, gasta mais dinheiro com o aparelho repressivo contra o seu povo e sua juventude do que com a salvaguarda das suas vidas e sua educação. Mas, é esta a grande lição de Mandela, difícil de apreender: fixar-se essencialmente nos aspectos positivos do passado, estabelecer-se no presente e ter disponibilidade para repensar o futuro! Marcolino Moco - Angola

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A lição

A lição de Nelson Mandela

Muito se diz e escreve sobre Nelson Mandela, especialmente a propósito de ter completado a proverbial idade de 95 anos, para quem foi alvo de tantas sevícias físicas e psicológicas, em homenagem aos valores mais sublimes da vida humana. A comoção positiva quase universal com essa relíquia da Criação é tanto maior, quanto Mandela se encontra neste momento, no leito de uma grave enfermidade.

Em boa parte das afirmações sublinha-se o facto de Mandela ser o maior símbolo da luta de negros africanos contra o sistema instituído pelos criadores do hediondo apartheid na África do Sul; uma luta que ao cabo e ao fim, se deve inserir no mais amplo empreendimento da chamada África Negra contra o colonialismo europeu.

Para mim, porém, especialmente quando olho para os acontecimentos e intervenções das lideranças de hoje no Mundo, em África e em Angola de forma particular, a maior lição de Mandela é que ele conseguiu, e à custa do próprio sofrimento, colocar-se acima das partes e da “sua própria parte” para puxar os braços e as mãos de todos para a construção de um Futuro que deve congregar a todos, independentemente dos encontros e desencontros do passado.

Quando vejo, na TV, outro ancião de noventa anos a ser condenado à morte (comutada em prisão perpétua?!) no Bangladesh, por crimes alegadamente cometidos há várias décadas, num manifesto gesto de intolerância, com motivação política;

Quando constato que ontem três dos maiores partidos de Portugal, país nosso irmão, não conseguiram chegar a um acordo para por cobro a uma crise económica e política grave, aparentemente, para a salvaguarda de interesses meramente partidários (não perder as próximas eleições);

Quando no nosso “Jornal de Angola” acabo de ler a panegírica, para mim despropositada, de um historiador à “morte de 56 efectivos das tropas coloniais, por 27 aldeões de Cacata-Cabinda” há mais de 50 anos, e vejo nisso, entre outros, um acto dos que nos puxam quotidianamente para as mais negras páginas do nosso passado, para nos desviar dos problemas do presente: uma reconciliação nacional de fachada, cujos termos são abandonados logo que se tenta indagar sobre os problemas graves de hoje, protagonizados por quem detém o poder;

Quando tudo isso acontece, oiço a grande lição de Mandela, que ma ditou quando tive a felicidade de o abordar pela primeira vez, em Lusaka-Zâmbia, acabava de ser libertado, na primeira metade da década 90:

“Só poderemos construir o Futuro se soubermos perdoar o passado” Marcolino Moco – Angola in “Moco Produções”

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lição

                        O exemplo norte-americano
                                                                                             
Foi preciso que a infraestrutura de acesso viário ao Porto de Santos chegasse a um estágio de black out para que as obras necessárias começassem a sair do papel. É o caso do viaduto liberado no começo de maio na Avenida Perimetral da Margem Esquerda do Porto de Santos, em Guarujá. Trata-se de obra que já deveria ter sido construída há pelo menos uma década pelo governo federal, mas que foi postergada por razões que só podem ser explicadas pela proverbial lentidão estatal.
Previsões otimistas garantem que a obra deverá permitir recuperar, em média, cinco horas perdidas por conta do gargalo rodoferroviário que havia no acesso à área portuária de Guarujá. Afinal, com o novo viaduto, o tráfego de caminhões na Avenida Santos Dumont, no distrito de Vicente de Carvalho, pode passar agora por cima da linha férrea, o que evita que os veículos pesados sejam obrigados a aguardar a conclusão das manobras dos trens, como ocorria até há pouco tempo.
É de lembrar que o viaduto faz parte da primeira fase das obras da Avenida Perimetral de Guarujá, que prevê ainda o alargamento da Avenida Santos Dumont, com a construção no trecho portuário de cinco pistas e no trecho do município de quatro pistas e uma ciclovia. A conclusão das obras dessa primeira fase está prevista para julho.
Já a segunda fase das obras – de maior vulto e que exigirá quatro vezes mais recursos – está prevista para o final do segundo semestre de 2016. Para essa fase, está prevista também a construção de um novo acesso aos terminais, que dividirá com a Rua Professor Idalino Pinez, mais conhecida como Rua do Adubo, o escoamento das cargas. Esse novo acesso é tão necessário que a Prefeitura de Guarujá está pleiteando junto ao governo federal a antecipação da construção como forma de evitar futuros congestionamentos.
A segunda fase prevê ainda uma nova ligação da Avenida Santos Dumont à Rodovia Cônego Domênico Rangoni, o principal acesso viário à zona portuária na Margem Esquerda. Como essa ligação não aparece na condição de prioritária no cronograma de obras, a Codesp está empenhada, com a Associação Comercial de Santos, em liberar um trecho de 600 metros de comprimento para a implantação de um acesso provisório até o final deste ano.
Seja como for, o que se vê é que já não há tanta letargia na condução das obras de infraestrutura no Porto de Santos, mas é preciso não esquecer uma velha máxima do arquiteto Jaime Lerner segundo a qual a principal função de um viaduto é transferir de lugar o congestionamento. Em outras palavras: só as obras de acesso viário não serão suficientes para que haja maior fluidez e menos filas na zona portuária, com reflexos nas rodovias.
O governo federal precisa também estimular a iniciativa privada a aumentar a capacidade de armazenamento de grãos no interior do País. Afinal, sem locais para estocar a produção, os caminhões são convertidos em depósitos ou silos improvisados e as rodovias viram pátios de estacionamento. Só resta ao Brasil seguir o exemplo dos EUA que têm capacidade de silagem para duas safras. Mauro Dias - Brasil
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Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br