Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 28 de novembro de 2015

‘Minha querida Beirute’: saga da cultura libanesa no Brasil

                                                           I

Foi o crítico literário e filósofo da linguagem russo Mikhail Bakhtin (1895-1975) quem, nos anos 20 do século XX, empregou o conceito de polifonia, então um termo mais utilizado em discussões teóricas sobre música, para analisar a obra de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), o que o fez revolucionariamente em Problemas da poética de Dostoiévski (São Paulo, Forense, 2010) e Questões de literatura e de estética (São Paulo, Hucitec, 2010), ao afirmar que a literatura, mais especificamente o romance, podia colocar em jogo uma multiplicidade de vozes ideologicamente distintas, que resistiam ao discurso autoral.

O mesmo arcabouço teórico pode ser utilizado para definir como texto polifônico Minha querida Beirute (Goiânia, Editora Kelps, 2012), o sexto romance de Miguel Jorge (1933), autor nascido em Mato Grosso do Sul, mas radicado desde criança em Goiás, dono de vasta obra, que inclui mais de 30 livros de poemas, romances, novelas infanto-juvenis e contos, além de ensaios e peças de teatro, que lhe renderam várias premiações e o levaram a ser incluído no Dictionary of International Biography, Twenty-Third Edition, da Inglaterra, honraria rara para um escritor brasileiro.

Essa filiação à definição bakhtiniana já havia sido percebida pela professora Moema de Castro e Silva Olival, em seu recente livro A literatura brasileira e a cultura árabe (Goiânia, Editora Kelps, 2015), no qual estuda livros de autores descendentes de libaneses, entre os quais os de Miguel Jorge, como Veias e vinhos (1982), Nos ombros do cão (1991) e Pão cozido debaixo de brasa (1997), trilogia urbana centrada em Goiânia, O Deus da hora e da noite (2008), dedicando, porém, a maior parte (48 páginas) de sua análise à Minha querida Beirute, ao percorrer detidamente cada um dos seus 36 capítulos.

Para Moema Olival, Miguel Jorge, a cada capítulo de Minha querida Beirute, acresce “mudanças de foco, de percepção da realidade, que, na proliferação de vozes diversas, nos fornecem dado de enriquecimento quanto aos diversos perfis que nos são apresentados, de tal maneira que o esboço da personalidade de cada personagem se realize com mais completude”.

Sem dizê-lo explicitamente, a professora aponta, com percuciência critica, a natureza polifônica do romance, como diria Bakhtin se tivesse vivido para ler este livro, ainda que em uma hipotética tradução russa. Enfim, para a professora, Minha querida Beirute constitui um “privilegiado campo de interesse das disciplinas interdisciplinares que hoje atuam de modo significativo na leitura crítica dos textos, como psicologia, filosofia, psicanálise, sociologia, história, uma vez que o grande objeto é o ser humano”.

Já o professor Rogério Santana, da Universidade Federal de Goiás (UFG), mestre em Literatura Brasileira pela UFG e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo, no texto de apresentação que escreveu para este livro, chama a atenção para a definição bakhtiniana de polifonia, que tornou “compreensível a dimensão das várias vozes que podem compor uma narrativa”, dizendo que Minha querida Beirute é exatamente um romance polifônico, embora não seja “feito de vozes que se cruzam, no afã de colocar o leitor em posição de investigador de narradores”.

Para Santana, Miguel Jorge, com seu domínio narrativo invejável, permite que o leitor possa sentir e se beneficiar do deleite estético que o romance reserva no discurso do narrador distanciado, dos personagens e de outros agentes discursivos “como metáfora do mundo de ilusão que é a literatura”. Depois de definições tão perfeitas, difícil é imaginar o leitor destas linhas que não se sinta atraído por conhecer este romance.

                                               II
Considerando-o então já fisgado, para auxiliar esse hipotético leitor, é preciso agora contar o que reserva este livro de Miguel Jorge. Em linhas gerais, conta a história de um anti-herói, Monsalim, ou apenas Salim, em sua luta para reconstruir sua vida no Brasil, mais especificamente no Brasil Central, em Goiânia, desde quando, comandante de um grupo armado num dos muitos combates políticos que se travavam no Líbano, decidiu deixar a guerra para trás, trazendo consigo no navio a fiel esposa Nasta e Chalub, Ziad, Narrid, Rachid e Mamede, seus ex-comandados e “figadais companheiros de aventuras e desventuras”, como observa Carlos Nejar no prefácio que escreveu para este livro.

Mas não se pense que o leitor haverá de sentir desde logo simpatia por Monsalim. Pelo contrário. Aos olhos de hoje, poucos haverão de nutrir bons sentimentos por um homem que constitui o physique du role do libanês bem sucedido (ao menos no Brasil): machão, falso moralista, ditador em casa com a mulher e a família e igualmente mandão com os amigos e aqueles que passam a depender de sua astúcia financeira, ícone da cultura patriarcal, galanteador e libidinoso nas ruas, cortejado e amante de muitas mulheres, um tipo “com os dedos cheios de anéis de ouro e grossas correntes no pescoço”, como diria dele uma voz maledicente da Rua 4, a das lojinhas dos turcos em Goiânia. Enfim, o rei do mundo. Obviamente, não se quer dizer aqui que todo libanês (ou seu descendente) seja assim. Até porque há muitos que são bons pais de família, fiéis à esposa, solidários com os amigos.

Para compor aquela figura estereotipada, Miguel Jorge, com invejável mestria, recorre a toda sorte de expediente literário, ao imaginá-la vítima de uma agressão (pouco esclarecida), com uma faca atravessada no pescoço, que não pode ser arrancada sob pena de levá-lo de vez para o outro mundo. A partir desse episódio e de sua luta pela sobrevivência, o romancista, igualmente descendente de libaneses, em ritmo cinematográfico, com flashbacks sucessivos, diálogos, monólogos interiores e oito cartas de ex-amantes, constrói uma personagem que é facilmente identificada em vários tipos que se destacaram (e ainda se destacam) na vida nacional e que, bem ou mal, refletem em parte os valores que desde o berço trouxeram do Líbano.

Como bem observa Carlos Nejar no prefácio, há, porém, neste livro capítulos de alta voltagem poética e ainda um texto antológico que chama atenção pela construção de uma personagem que não é humana, a cachorra Valderéz, que faz lembrar a Baleia, de Vidas Secas, de Graciliano Ramos (1892-1953), a cadelinha Mila, de Quase memória, de Carlos Heitor Cony (1926), e Os bichos, de Miguel Torga (1907-1995).

                                               III
Miguel Jorge, poeta, romancista, contista, dramaturgo, cronista, ensaísta e roteirista, nasceu em Campo Grande-MS, mas cedo se mudou com seus pais comerciantes para a cidade de Inhumas, em Goiás, onde fez o curso primário. Cursou o ginásio em Goiânia e terminou o científico no colégio Marconi, em Belo Horizonte. Formou-se em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal de Minas Gerais, Direito e Letras Vernáculas pela Universidade Católica de Goiás, lecionou Farmacotécnica na Faculdade de Farmácia da UFG e Literatura Brasileira no Departamento de Letras da Universidade Católica de Goiás.

Foi um dos fundadores do Grupo de Escritores Novos (GEN) e seu presidente por duas vezes. Também foi por duas vezes presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), seção de Goiás. Dirigiu também por duas vezes o Conselho Estadual de Cultura de Goiás e é membro da Academia Goiana de Letras.

Estreou com Antes do túnel, contos (Goiânia: Editora da UFG, l967). Entre seus últimos livros, estão O Deus da hora e da noite, romance (Goiânia: Editora Kelps, 2008); Dias pequenos: de como as mulheres atraem seus maridos, comédia em um ato; As confissões da senhora Lydia, drama em um ato (Prefeitura de Goiânia, Editora Kelps, 2010); e De ouro em ouro, edição que contém Livro de poemas, com ilustrações do pintor Roos e CD com poemas declamados pelo próprio autor (Casa Brasil de Cultura, 2010).

Entre os prêmios que conquistou estão o ABCA para o romance Veias e vinhos (1982);  Machado de Assis da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro para o romance Pão cozido debaixo de brasa (1997), Prêmio de Poesia Hugo de Carvalho Ramos da UBE-GO e Secretaria Municipal de Cultura (1989) para Profugus, Prêmio de Poesia Hugo de Carvalho Ramos da UBE-GO e Secretaria Municipal de Cultura (1998) para Calada nudez (l998) e 2º Prêmio Centro-Oeste da Funarte para Matilda, peça de teatro.

Escreveu com o diretor João Batista de Andrade o roteiro para o longa-metragem Veias e vinhos, baseado em seu romance, filmado em São Paulo, de abril a maio de 2004 e lançado no mercado em 2006. Seus textos sobre artes visuais estão inseridos, na grande maioria, no livro Da caverna ao museu: dicionário das artes plásticas em Goiás, de Amaury Menezes, editado pela Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira, de Goiânia. Adelto Gonçalves - Brasil

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Minha querida Beirute de Miguel Jorge, com prefácio de Carlos Nejar e apresentação de Rogério Santana. Goiânia: Editora Kelps, 634 págs., 2012, R$ 29,90. E-mail: migueljorgeescritor@gmail.com

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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A influência árabe na literatura brasileira

                                                           I

Quando os portugueses chegaram a Moçambique, ao final do século XV, algumas cidades já floresciam na chamada contracosta africana, onde os bantos negociavam com outras partes da África, do Oriente Médio e da Índia. A influência árabe nestes portos era forte e o suaili era a língua franca do comércio.  Foi da fusão das comunidades bantas e dos árabes que nasceu a cultura suaili de que faz parte o litoral do Norte de Moçambique, do Quênia e da Tanzânia. Mas, até hoje, por razões várias, que incluem motivações geopolíticas, pouco tem sido estudada essa influência na Literatura Moçambicana em Língua Portuguesa.

No Brasil, essa influência também tem sido vista com pouca (ou nenhuma) atenção, ainda que a presença árabe por aqui seja mais recente. Para corrigir (ou amenizar) essa falha, a professora Moema de Castro e Silva Olival acaba de publicar A Literatura Brasileira e a Cultura Árabe (Goiânia, Editora Kelps, 2015), que reúne ensaios sobre seis escritores brasileiros de origem libanesa, destacando a significativa contribuição dos imigrantes árabes para a formação cultural do País. É de se lembrar que hoje são mais de seis milhões os libaneses e seus descendentes radicados no Brasil, uma população igual à do Líbano. E que, nos dias de hoje, já são 8.530 os refugiados sírios, que imigraram recentemente em função da crise político-econômica que vive a Síria.

Na introdução, a professora Moema Olival explica que não foi seu objetivo fazer um estudo específico da cultura árabe nem reunir autores quanto à temática comum, mas sim observar, como no decorrer de suas obras, esses escritores acabam apontando para traços que os reúnem como intelectuais modernos, de procedência comum: a libanesa. Ou seja, a ensaísta procura mostrar como a narrativa ficcional desses autores se entretece com dados relativos ao povo e costumes árabes, uns mais ambientados, modernizados; outros menos, mas sempre a revelar a origem: “um povo que é parte do leque de etnias que constituem e enriquecem o diversificado universo sociocultural brasileiro”.

                                               II
O romance Lavoura Arcaica (1976), de Raduan Nassar (1935), é definido por Moema Olival como “uma semeadura narrativa que viceja, com austeridade e determinação, sobre um arcabouço familiar libanês, construído sob rigorosos laços de afeto e amor, em terras brasileiras”. Para ela, o romance espelha com fidelidade a cultura do patriarcalismo comum ao mundo árabe. Já ao analisar Um copo de cólera (1978), também de Raduan Nassar, a ensaísta destaca a problemática sexual que a novela traz, lembrando que o tema tem sido frequentemente abordado pela literatura árabe.

De Salim Miguel (1924), nascido no Líbano, Moema Olival estuda o romance Nur, na escuridão (1999), narrativa autobiográfica que reconstitui a trajetória da família do autor, desde o desembarque de Yussef, seu patriarca, em 1927, no cais da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, e “a luta assumida por aquela família na sua aventura de tentar novos destinos”, passando por seu esforço por encontrar um bom comércio em Biguaçu e Florianópolis, em Santa Catarina, e no Rio de Janeiro, para oferecer uma vida melhor à família que, com o passar dos anos, reuniria sete filhos. De Salim Miguel, a ensaísta analisa ainda Eu e as corruíras (2001), livro comemorativo dos 50 anos de estréia do autor, que reúne crônicas e depoimentos.

De Milton Hatoum (1952), com certeza o autor de descendência libanesa mais proeminente hoje na literatura brasileira, com quatro romances premiados e traduzidos em dez línguas e publicados em 14 países, Moema Olival analisa os romances Dois Irmãos (2000) e Cinzas ao Norte (2010). Se o primeiro romance retrata o drama de mais uma família libanesa estabelecida no Brasil e a saga de dois irmãos gêmeos (Yakub e Omar), na cidade de Manaus, às margens do Rio Negro, o segundo busca trilhar um caminho aberto por Machado de Assis (1839-1908), em Dom Casmurro (1899), ao deixar para o leitor a tarefa de concluir se Ran ou Arana seria o pai de Mundo (Raimundo), uma das personagens principais.

                                               III
De Carlos Nejar (1939), a ensaísta debruça-se sobre Carta aos loucos (1998), terceira obra em prosa do poeta gaúcho e membro da Academia Brasileira de Letras desde 2009, e Riopampa: o moinho das tribulações (2004), romance que igualmente reconstitui os percalços de uma família que habitava um moinho. Para a professora, “Riopampa é uma parábola da vida e da morte, e do desamor, do egoísmo e da generosidade, da guerra e da paz, das classes político-sociais que separam os homens, das forças da natureza sobre os sentimentos, e da alma que as traduz”.

De Miguel Jorge (1933), nascido em Campo Grande-MS, mas estabelecido em Goiás desde cedo (em Inhumas e, depois, em Goiânia), membro da Academia Goiana de Letras, a ensaísta estuda Veias e Vinhos (1982), Nos ombros do cão (1991) e Pão cozido debaixo de brasa (1997), trilogia urbana centrada em Goiânia, O Deus da hora e da noite (2008) e Minha querida Beirute (2012), sua última obra publicada.

Por fim, de William Agel de Mello (1937), a ensaísta discute o volume I de suas Obras Completas (2008), que reúne sua ficção (os demais volumes abrangem tradução, ensaios, monografias e artigos, fortuna crítica e dicionários). Sua ficção é composta por dois romances (Epopéia dos sertões e O último dia do homem) e dois livros de contos (Geórgicas – Estórias da terra e Metamorfose). De Geórgicas, analisa especificamente o conto “Baalbek”, que, segundo ela, sintetiza com dramaticidade os perfis da raça árabe: “o espírito aventureiro, amor ao comércio e à cultura, aos amigos, a consciência de seus direitos, a complacência com os mais fracos, o espírito religioso, endossando as convicções herdadas”.

Provavelmente, porque estes dois últimos autores estão diretamente ligados ao solo goiano, Moema Olival dedica maior espaço ao estudo de suas obras, chegando a ponto de esmiuçar capítulo por capítulo Minha querida Beirute, de Miguel Jorge, obra que, em sua opinião, representa uma súmula dos preceitos morais, éticos e afetivos característicos de uma família libanesa tradicional. Ou seja: “para o homem, tudo. Para as mulheres, a restrição e a obediência”, constata.

De fato, como observa o professor Fabio Lucas no prefácio que escreveu para este livro, a professora goiana, com estes ensaios, aponta não só uma nova perspectiva para o estudo da cultura libanesa projetada no ambiente brasileiro como abre o debate sobre a contribuição dos escritores descendentes de árabes à ficção produzida no Brasil, repetindo-se aqui o que diz o próprio Miguel Jorge na contracapa deste livro.

                                               IV
Ensaísta, crítica literária, professora emérita (aposentada) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Moema de Castro e Silva Olival é doutora em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade de São Paulo (USP). Fundadora e primeira coordenadora do Centro de Estudos Portugueses da UFG e do mestrado em Letras por oito anos, é sócia-correspondente da Academia Brasileira de Filologia (Abrafil), do Rio de Janeiro, e da União Brasileira de Letras (UBE)-RJ. Membro da Academia Goiana de Letras (AGL) e da seção de Goiás da UBE, é membro-titular do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG).

Tem 14 livros de ensaios publicados, entre os quais se destacam: O processo sintagmático na obra literária (Editora Oriente,1976), O espaço da crítica – panorama atual (Editora UFG, 1998), GEN – um sopro de renovação em Goiás, v. I (Editora Kelps, 2000), Moura Lima: a voz pontual da alma tocantinense (Editora Cometa, 2003),  Diálogos plurais (R&F Editora, 2008), O espaço da crítica III (Editora da UFG, 2009), Um sopro de renovação em Goiás, v. II (Editora Kelps, 2009), Novos ensaios – vozes em interação (Editora Kelps, 2010), e Contos (Des)armados (Editora Kelps, 2014). Adelto Gonçalves - Brasil


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A Literatura Brasileira e a Cultura Árabe, de Moema de Castro e Silva Olival. Goiânia: Editora Kelps, 236 págs., 2015. E-mail: moemacsolival@hotmail.com

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Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br