Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Angola - É absolutamente determinante que a nova realidade seja verdade

O filósofo Fernando dos Santos Neves manifestou o desejo de que "a nova realidade de Angola com democracia, com João Lourenço na Presidência, seja "uma verdade que se torne numa certeza".

Fernando dos Santos Neves, autor do livro «Quo Vadis Angola?», apresentado na União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), em Lisboa, afirmou que "é absolutamente determinante que esta nova realidade seja verdade".

"Não foi um acaso que a última palavra de João Lourenço, no discurso da tomada de posse como Presidente de Angola, foi democracia, que é uma das necessidades maiores", referiu o autor do livro, que aborda o ecumenismo em Angola no período de 1967 a 2017.

Considerado o pai teórico da Lusofonia, Fernando dos Santos Neves notou que "é preciso começar, o que não significa começar de novo a fazer Angola".

"É preciso começar simplesmente, porque há todo um país para fazer e espero que seja verdade esta nova realidade nos tempos futuros. É o meu desejo, o meu voto e gostaria que fosse uma certeza", reforçou.

"Esta nova realidade em Angola é absolutamente necessária por causa das dificuldades do país", sustentou.

Fernando dos Santos Neves aludiu ao papel de Portugal "para ajudar na construção de Angola, sem entrar em novos colonialismos e sem complexos".

O autor da Declaração de Luanda de 2002 - feita à imagem da Declaração de Bolonha -, declarou que também a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) "deve fazer alguma coisa por Angola".

"A CPLP, que tem sido mais um nado-morto do que outra coisa qualquer, tem de ter um papel mais activo", frisou, salientando que a organização deve também "preocupar-se com tudo aquilo que diz respeito ao desenvolvimento deste espaço lusófono".

O secretário-geral da UCCLA, Vítor Ramalho, que prefaciou a obra "Quo Vadis Angola?", salientou "o profundo conhecimento de Fernando dos Santos Neves da realidade de Angola".

Ramalho realçou "a inevitabilidade da mudança em Angola", referindo-se à saída de José Eduardo dos Santos, depois de mais de três décadas no poder e ao emergir de João Lourenço.

"João Lourenço transmitiu já à opinião pública mundial um conjunto de princípios aceites pela comunidade internacional, entre os quais o combate à corrupção", disse o secretário-geral da UCCLA.

Vítor Ramalho lembrou que o pensador "tomou posições em defesa da liberdade e da independência de Angola e isso conduziu-o a ter de ser exilado, em Paris e em Roma". In “Novo Jornal” – Angola com “Lusa”

domingo, 25 de novembro de 2018

UCCLA - Apresentação do livro “Quo Vadis Angola?” de Fernando dos Santos Neves


A UCCLA vai acolher a apresentação do livro “Quo Vadis Angola? - Socio-Tecnologias Teo-Sociologias 1967-2018” de Fernando dos Santos Neves, no dia 26 de novembro, às 18h30.


Na ocasião haverá intervenções do autor, do professor Esaú Dinis e do Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, que prefaciou o livro.



Biografia:

Fernando dos Santos Neves é natural de Foz do Sousa - Gondomar-Porto (1932), é doutor em Filosofia/Teologia e Ciências Sociais Aplicadas/Pensamento Contemporâneo pela Universidade Gregoriana de Roma, pela Universidade de Salamanca e pela Universidade Nova de Lisboa. É fundador e 1º Reitor do Instituto Superior Católico de Angola (1967), da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa (1991-2006) e da Universidade Lusófona do Porto (2007-2012); foi Professor de Ciências Políticas na Universidade de Paris VIII (Vincennes), vindo a criar a 1ª Licenciatura de Ciência Política em Portugal (1991) bem como a 1ª Licenciatura de Ciência das Religiões (1998) e o 1º Mestrado em Espaço Lusófono: Cultura, Economia e Política; estruturou nas Universidades Portuguesas a transversalíssima unidade curricular “Introdução ao Pensamento Contemporâneo” (IPC) e a 1ª Unidade de Estudos e Investigação “Ciência, Tecnologia e Sociedade” (UEICTS); lançou as “Semanas Portuguesas de Teologia” (1962), as “Semanas Sociológicas” (1989), a “Sociedade Africanológica de Língua Portuguesa” (SALP/1991), a “Associação dos Cientistas Sociais do Espaço Lusófono” (ACSEL/1994), a “Editorial Colóquios” (Angola, 1968), as “Edições ETC” (Paris, 1973), as “Edições Universitárias Lusófonas” (Lisboa, 1992), a “Editorial Clérigos” (Porto, 2014), a “Kairologia Editora” (Lisboa, 2015) e a K Editora (2017) bem como as “Revistas Lusófonas” de “Humanidades e Tecnologias” (ULHT, Grupo Lusófona), de “Ciência Política e Relações Internacionais” (RES-PUBLICA), de “Ciências Sociais” (CAMPUS SOCIAL), de “Estudos Africanos“ (AFRICANOLOGIA) e do “Pensamento Contemporâneo” (KAIRÓS); em homenagem à famosa 11ª Tese de Marx: “Até aqui os filósofos têm-se contentado em interpretar o mundo de diversas maneiras, mas importa também transformá-lo!”, é autor de várias “ONZE TESES… sobre o Ensino Superior, a Lusofonia, a Regionalização, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, etc.”; é considerado o pai teórico da “Lusofonia” (cuja palavra terá feito entrar no vocabulário da Língua Portuguesa) e é autor da “Declaração de Luanda” (Abril 2002) para a criação do “Espaço Lusófono do Ensino Superior” (ELES), á imagem e semelhança da “Declaração de Bolonha” e do “Espaço Europeu de Ensino Superior” (EEES), de que foi, em Portugal, um dos mais destacados pioneiros; proposto ao “Prémio Pessoa” em 1994, 1998 e 2017; “Medalha de Ouro para Portugal” do “American Biographical Institute” em 2008; anunciou, em 2016, a abertura do omnitotidimensional “Espaço Cultural Livros Etcetera”. Desde os anos 60 do século XX que, com os novos termos “Kairologia”, “Refontalização” e “Aggiornamento” vem chamando a atenção para as “Horas Certas” das inadiáveis modernizações das Igrejas e das Sociedades Lusófonas (Concílio Vaticano II, Ecumenismo, Maio 1968, Descolonização, 25 Abril 1974, 10 novembro 2015, “União Europeia”, “CPLP/Comunidade Lusófona”, “Alter-Globalização” etc.). E também desde há anos que desafia a CPLP a instituir o “PRÉMIO LUSOFONIA”, a atribuir anualmente a Personalidades ou Instituições que se hajam notabilizado, em qualquer dos aspetos da atividade humana, na construção efetiva da realidade socio-economico-político-cultural da Comunidade Lusófona. Um velho jornalista português em França publicitou há pouco (2017) um provocador escrito intitulado “Já leu Fernando dos Santos Neves? Se ainda não leu, então leia”!



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

UCCLA – Lançamento do livro “Quo Vadis Angola? Socio-Teologias /Teo-Sociologias 1967-2012”

A sede da UCCLA (Rua de São Bento, n.º 640), em Lisboa, Portugal, será o palco do lançamento do livro “Quo Vadis Angola? Socio-Teologias /Teo-Sociologias 1967-2012”, da autoria do Professor Fernando dos Santos Neves, no dia 28 de novembro, pelas 18 horas.


O evento contará com as intervenções do Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, dos Professores Tony Neves, Esaú Dinis, Manuel Areia e do autor.

O livro, que tem vinte e quatro capítulos e cinco anexos, aborda temas que respeitam ao universo da cultura, ao Cristianismo, passando pela visão ecuménica mais geral, até ao desenvolvimento humano na Angola deste tempo e para o tempo futuro.

Tony Neves é, atualmente, superior provincial da Congregação dos Missionários do Espírito Santo e Esaú Dinis é, também, professor universitário e teve um importante papel na Igreja Católica guandense. Ambos prefaciam o livro que contém um apêndice final concedendo importância ao papel que teve, nas independências dos países africanos de língua oficial portuguesa, a Casa dos Estudantes do Império. UCCLA