Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

São Tomé e Príncipe – Anúncio da construção de um Porto alternativo ao de Ana Chaves

São Tomé – O ministro São-tomense das Obras Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente disse, em São Tomé, que o Governo equaciona a possibilidade de avançar com a construção de um novo Porto com quadrupla função em Fernão Dias, na zona norte de São Tomé, com auxílio do Governo da China Popular.

Osvaldo D’Abreu anunciou tal facto, na última quinta-feira, no âmbito de uma visita de inspecção às instalações da ENAPOR (Empresa Nacional de Administração dos Portos), na baía de Ana Chaves, na Cidade de São Tomé.

A visita às instalações da ENAPOR, inseriu no âmbito de “contactos com a realidade” que o novo ministro que tutela algumas empresas públicas estatais vem efectuando, das quais, a ENASA (Empresa Nacional de Navegação Aérea).

Fernão Dias é uma localidade do litoral da ilha de São Tomé e conhecida pela tragédia do massacre de Batepá, perpetrado a 3 de Fevereiro de 1953 pelas autoridades coloniais portuguesas e próxima da vila de Micoló, no distrito de Lobata, que dista, ao norte da cidade de São Tomé, mais de 20 km.

Segundo o governante que falava à Imprensa, a opção pela construção de um novo Porto servirá de alternativa ao velho e a principal área portuária do arquipélago São-tomense.

De acordo ainda com o governante, o actual Porto de São Tomé, padece de múltiplos problemas, dos quais, a incapacidade operacional assim como carece de exigências de integração socioeconómica de São Tomé e Príncipe na sub-região de África Central.

Osvaldo D’Abreu, informou que trata-se de um projecto infraestrutural cujo processo negocial está em estado avançado “de ajustes” com a parte chinesa e que o projecto poderá conhecer a luz do dia, a médio prazo, com auxílio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

D’Abreu não pontuou os custos deste novo projecto infraestrutural para o país, mas esclareceu que não será um projecto megalómano falhado de porto em águas profundas projectado pelo então Governo do Primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Para este responsável, o tal Porto, além de competência comercial, vai dar resposta a procura e a recepção energética, acomodação de contentores e que satisfaça as necessidades pesqueiras do país a luz de nova visão estratégica do XVII Governo presidido pelo Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus.

A medida que se perspectiva deste novo projecto infraestrutural, o governante assegurou que o Porto de São Tomé ou de Ana Chaves vai comportar a curto prazo algumas obras na hipótese de se “estendê-lo, buscando uma batimetria de mais três a quatro metros, para atracagem de alguns navios de médio porte”. Manuel Dendê – São Tomé e Príncipe - In “STP Press”

sábado, 17 de outubro de 2015

São Tomé e Príncipe – Renasce o sonho do porto em Fernão Dias

A empresa chinesa, China Harbour Engineering Company Ltd, por sinal a mesma empresa que construiu o porto em águas profundas no vizinho Camarões mais concretamente em Kibri, assinou um memorandum de entendimento com o Governo são-tomense com vista a construção do Porto em Águas profundas na zona de Fernão Dias.

Um empreendimento que segundo o memorandum está avaliado em 800 milhões de dólares. A primeira fase do projecto deverá estar concluída em 2018. A conclusão do porto foi indicada para 2019. A empresa da República Popular da China vai investir 120 milhões de dólares na realização da obra.

O futuro porto para transbordo de mercadorias, será segundo o comunicado distribuído em língua inglesa, «uma infra-estrutura de classe mundial e será desenvolvido para atender as necessidades logísticas do golfo da Guiné».

Segundo o memorandum de entendimento assinado no dia 7 de Outubro de 2015, a empresa “China Harbour Engineering Company Ltd” assume a responsabilidade de toda a engenharia do projecto, assim como o design e a construção real de todas as fases do projecto. Abel Veiga – São Tomé e Príncipe in “Téla Nón”

sábado, 17 de agosto de 2013

Fernão Dias

O governo de São Tomé e Príncipe vai avançar novamente para a construção do porto de águas profundas de Fernão Dias em São Tomé.

Depois de ter acordado em 2008 com uma empresa francesa a construção deste porto e considerando que o contrato na altura assinado já expirou devido a incumprimento da empresa francesa, o governo são-tomense vira-se agora para empresas de capital chinês e angolano, para tentar desbloquear a inércia até agora existente na construção desta infraestrutura, num país que sente dificuldades com a situação actual no seu porto.

A posição estratégica do arquipélago são-tomense no Golfo da Guiné, afastado da orla continental, favorece uma tranquilidade, paz e segurança no que se refere ao tráfego marítimo, factores que agradam aos investidores estrangeiros.

Entretanto o Ministro das Obras Públicas e Infraestruturas de São Tomé visitou o porto de águas profundas de Sines para verificar a operacionalidade do porto. Baía da Lusofonia

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sines

                          O Brasil e o Porto de Sines
                                                                                                        
                Os elevados custos de vigilância contra a pirataria internacional que ocorre na zona do Estreito de Malaca, Península Arábica, Chifre da África e Golfo da Guiné levaram os países ocidentais a apoiar o alargamento do Canal do Panamá, para a passagem de navios de grande porte, já que, dessa maneira, o tráfego no Oceano Pacífico será em mar aberto, reduzindo as possibilidades de ataques.

            Com esse alargamento do Canal do Panamá, o Porto de Sines, em Portugal, passará a ser a porta de entrada da maioria das mercadorias com destino ou partida da Europa, fazendo-se o transhipment no Terminal XXI, especializado na movimentação de contêineres, cuja gestão foi entregue em 2004 à PSA de Singapura.
            Levando-se em conta essa perspectiva, não há dúvida que, para o Brasil, o porto de Sines ganha grande importância porque está claro que o comércio internacional dependerá – e muito – de meganavios, que possam ancorar em portos de águas profundas, com calado superior a 14 metros, facilidade de atracação e ausência de assoreamento. Como Sines, o Brasil dispõe do porto de Vitória-ES, instalado em zona de águas profundas, que poderia constituir uma das bases dessa “ponte” que estimularia o transporte intercontinental entre a América do Sul e a Europa.
            De Sines, o que se pode dizer é que tem recebido os maiores navios porta-contêineres da atualidade, entrando em concorrência direta com os portos holandeses e belga. É claro que existem carências, como a ausência de uma linha férrea que o ligue diretamente à Europa, de bitola europeia, pois a que existe ainda faz muitos itinerários intermediários por Portugal até chegar à fronteira.
            Falta também uma via rápida em direção a Sevilha, passando pelo Aeroporto Internacional de Beja, que fica a 100 quilômetros de Sines. Antiga base militar construída por alemães, esse aeroporto recebeu um investimento de 35 milhões de euros do governo português e foi reinaugurado em 2011. Como aeroporto civil, com a melhor pista de Portugal continental, superior à do aeroporto da Portela de Sacavém, em Lisboa, reúne condições excepcionais para o transporte de produtos perecíveis. É de ressaltar ainda que uma mercadoria em trânsito da América para Madri, se passar pelo Porto de Sines, que trabalha 24 horas por dia e sete dias por semana, ganha 48 horas, em vez de ir por Valência, na Espanha.
            Sob uma visão lusófona, é de lembrar ainda que é muito importante que se construam portos de águas profundas nos países de língua portuguesa. Além do projeto que o Brasil pode desenvolver em Vitória, Moçambique tem um extraordinário porto de águas profundas em Nacala, enquanto São Tomé e Príncipe estuda a possibilidade da construção de porto em Fernão Dias, perto da capital, com recursos franceses. Sem contar que a Guiné-Bissau, antes da atual fase de instabilidade constitucional por que passa, estudava um projeto de um porto de águas profundas em Buba, com capital angolano. Por tudo isso, o governo brasileiro deveria colocar entre suas prioridades a construção de portos de águas profundas. Milton Lourenço - Brasil
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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC).