Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Convento São Francisco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Convento São Francisco. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Portugal – Convento de São Francisco do Monte em Viana do Castelo ao abandono

Situado na encosta do Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, o Convento de São Francisco do Monte data dos finais do século XIV e pertenceu à Ordem Franciscana, tendo sido o terceiro desta congregação em Portugal.

Atualmente encontra-se em estado de completo abandono e degradação, sujeito a toda a espécie de pilhagens e até utilizações menos próprias do local como a prática de “cultos” estranhos que podem inclusivamente colocar em risco a segurança da área florestal envolvente. E, a sua sorte parece indiferente a todas as entidades que superintendem a preservação do património histórico e artístico…

Em 2002 foi iniciado o processo de classificação como monumento nacional e foi preciso esperar mais de uma década para a Direcção-Geral do património Cultural chegar à conclusão de que o imóvel não reúne “as condições necessárias a uma distinção de âmbito nacional”, tendo mandado arquivar o processo.

Na sequência da extinção das Ordens Religiosas decretada por Mouzinho da Silveira em 1834, o antigo Convento de São Francisco do Monte foi adquirido em hasta pública pelo Visconde de Carreira, o qual criou uma exploração agrícola na área da cerca conventual. Porém, a partir de meados do século passado, o edifício começou a ficar degradado e, em 1987, foi pelo seu proprietário à época, Rui Feijó, doado à Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo. Em 2001, esta entidade procedeu à sua venda ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo, pela quantia de 250 mil euros.

Perante o estado de degradação e abandono a que chegou o Convento de São francisco do Monte, em Viana do Castelo, não deixam de ser irónicas as palavras que constaram do relatório enviado ao rei D. Pedro IV por altura da extinção das Ordens Religiosas: "Senhor: Está hoje extinto o prejuízo que durou séculos, de que a existência das Ordens Regulares é indispensável à Religião Católica e útil ao Estado, e a opinião dominante é que a Religião nada lucra com elas, e que a sua conservação não é compatível com a civilização e luzes do século, e com a organização política que convém aos povos".

O Convento de São Francisco do Monte é um monumento histórico que faz parte do nosso património e a sua recuperação interessa a Viana do Castelo e ao próprio país em geral pelo que, perante a inércia dos poderes públicos, deve a sociedade agir em defesa dos seus interesses e do património histórico e artístico que nos foi legado. Carlos Gomes – Portugal in “Blogue do Minho”

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Cidade Velha


O Sítio histórico da Cidade Velha, Património da Humanidade passou a partir de ontem, dia 06 de Novembro de 2012, a ser gerida por uma Alta Curadoria, cujos membros foram empossados no Convento de São Francisco pelo ministro da cultura cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa.

Este órgão com competência política e técnica passa a ser responsável pela gestão deste Património Mundial e é uma esperança para as gentes da Ribeira Grande de Santiago, que esperam ver chegar à sua terra mais turistas e com eles novas oportunidades de trabalho na área do turismo.

A Cidade Velha foi fundada em 1462, dois anos após a chegada dos navegadores portugueses à ilha de Santiago, a primeira das ilhas do arquipélago de Cabo Verde a ser descoberta, sendo o seu primeiro nome de Ribeira Grande.

Dos monumentos que fazem parte deste Património Mundial temos a Fortaleza Real de São Filipe mandada construir no reinado de Filipe I em 1587, para rechaçar os ataques dos corsários, entre eles do inglês Francis Drake. Esta Fortificação que fica a uma centena de metros de altitude tem três sistemas defensivos, barbacã, fosso seco e muralha com baluartes.

O Pelourinho no centro da cidade, com a data possível de 1512, a Sé Catedral, com início da construção em 1556, que se manteve intacta até ao início do século XVIII, o Convento de São Francisco que data do séc. XVII e a Igreja Hospital Nossa Senhora da Misericórdia começada a construir em 1555, são também monumentos que constituem o património da Cidade Velha.

Por fim, uma chamada especial de atenção para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, um dos edifícios mais antigos de Ribeira Grande, construída a partir de 1493. A chave da sua abóbada tem um selo que representa a cruz da coroa real portuguesa, foi ampliada em 1495 e recoberta de azulejos, apresentando no seu interior vários túmulos da nobreza local. De visita obrigatória a Igreja de Nossa Senhora do Rosário que se encontra num estado de conservação excepcional, continua nos nossos dias a celebrar a missa dominical. Baía da Lusofonia