Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Casamanseses. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Casamanseses. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Casamansa – Delegação da diáspora visitou a Gâmbia, Guiné-Bissau e a Região



Uma delegação das maiores associações de casamanseses na diáspora visitou no passado mês de março a Casamansa, Gâmbia e Guiné Bissau, informou o “Journal du Pays” em Bignona.

Liderada por membros da Internacional Casamansa pela Liberdade (ICL), pela Associação de Casamansa residente na Alemanha (ACRA) e pela Associação de Nacionais de Casamansa na América (ARESCA), a delegação num primeiro momento, visitou os refugiados que vivem nos países limítrofes da Gâmbia e da Guiné-Bissau e depois a população deslocada internamente na própria Casamansa.

A Delegação reuniu-se com organizações religiosas, vítimas da guerra, associações de mulheres e jovens casamanseses e visitaram famílias dos presos políticos.

Para o desenvolvimento do programa da visita cujos temas foram: renovar as relações e o diálogo entre casamanseses, começar uma iniciativa de paz inclusiva e examinar a situação de segurança e a protecção dos recursos naturais, os delegados reuniram-se com os membros políticos e combatentes do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC). Samsidine Badji – Casamansa in “Journal du Pays”

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Casamansa – Casamanseses, nós resistiremos!

A prisão forçada do chefe da aldeia Bouguitigho soa como um grito de raiva que as pessoas nesta vila tranquila vibram em face das autoridades senegalesas e do seu exército.

Os casamanseses estão fartos de serem reduzidos a assuntos de bater e derrubar agradecendo ao estado do Senegal que acaba de lhe ser concedido um assento no Conselho de Segurança da ONU como membro “felizmente” não permanente.

Por 33 anos, este é o mesmo calvário que atinge a maioria dos civis obrigando-os a refugiarem-se em países vizinhos, ou simplesmente partirem para o exílio.

O Governo do Senegal iniciou e criou este conflito para fazer andar as suas exportações, o conjunto da sua economia, e vendendo aos casamanseses placebos com as suas ações de caridade com o objectivo "não" lucrativo apelidado pomposamente de desenvolvimento.

Isto lembra, proporcionalmente, embora não estejamos longe deste episódio triste na história recente da humanidade, a revolta de escravos que terminou bem, um dia, quebrando os troncos de madeira, as gargalheiras de cobre ao pescoço, libertando-se dos seus donos ignóbeis e gananciosos. 

Será que vamos testemunhar uma explosão de orgulho de milhões de casamanseses que carregam todos os dias, a cada hora e a cada minuto uma humilhação que nos desejaria acreditar na justiça das acções bárbaras da autoridade estrangeira senegalesa?

A Casamansa acabará ela finalmente por libertar-se destes magnatas da mitomania?

Ousaremos admitir nós casamanseses, finalmente, que eles não nos dizem a verdade, mas eles repetem as frases como se nós nascêssemos para sermos punidos?

Não está na hora para os casamanseses quebrarem estas correntes que os privam da sua dignidade e sacrificar o seu conforto relativo para uma liberdade sem preço?

Casamanseses nós somos, nós resistiremos! Bintou Diallo - Casamansa


____________

O colonialismo, uma mancha que perdura

Nações Unidas - Transcorridos 55 anos desde a aprovação na Assembleia Geral da ONU da Resolução 1514 para pôr fim ao colonialismo, muitos povos e territórios continuam sob o jugo da dominação estrangeira, uma denúncia que ecoou esta semana aqui.

No Saara Ocidental, nas Ilhas Malvinas, Palestina, Porto Rico e outros lugares, a ocupação estrangeira continua obstaculizando a aspiração de um planeta caracterizado pelo pleno acesso à independência e a autodeterminação.

A Quarta Comissão, encarregada dos assuntos de descolonização, se reuniu esta semana, durante a qual foram aprovados 11 novos projetos de resolução sobre o tema, que deverão ser considerados na Assembleia Geral.

Além das iniciativas a respeito da situação específica de vários territórios, o fórum adotou rascunhos dirigidos à proteção dos interesses econômicos dos povos não autônomos e o apoio aos mesmos pelas agências especializadas da ONU, votações em que Estados Unidos e Israel ficaram isolados por sua rejeição.

Também destacou o envio à plenária dos 193 estados membros da organização de um projeto respaldado por 154 países; com a abstenção dos Estados Unidos, França, Reino Unido e Israel; que exige às potências administradoras a informar de maneira regular ao Secretário-Geral sobre questões econômicas, sociais e educacionais dos territórios sob seu controle.

Segundo as Nações Unidas, 17 povos ou territórios apresentam o status de não autogovernados, eles são: Saara Ocidental (ocupada por Marrocos), Anguila, Bermuda, Ilhas Caimán, Ilhas Malvinas, Monserrat, Santa Elena, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Turcas e Caicós, Gibraltar e Pitcairn, todos eles sob o domínio do Reino Unido.

Completam a relação Samoa Americana, Ilhas Virgens estadunidenses e Guam (Estados Unidos); Nova Caledônia e Polinésia (França) e Tokelau (Nova Zelândia).

No entanto, muitos países reclamam nos foros da descolonização o cessar da ocupação da Palestina por Israel e o direito de seu povo à independência, bem como o direito à livre determinação de Porto Rico, ilha caribenha dominada por Estados Unidos.

Ao todo, estima-se que uns dois milhões de seres humanos vivem baixo o colonialismo, em comparação com os 750 milhões submetidos quando em 1945 foi fundada a ONU.

PERDURA A VERGONHA

Qualificações de vergonha, situação inaceitável e flagelo foram ouvidas aqui por estes dias nas intervenções de diplomatas ante a Quarta Comissão.

"As Nações Unidas celebra neste ano seu 70' aniversário com avanços para mostrar, mas com tarefas pendentes como a tragédia do colonialismo", afirmou o embaixador suplente de Cuba, Oscar León.

De acordo com o diplomata, a ilha considera que enquanto existir o flagelo, o trabalho da ONU estará incompleto.

Por sua vez, o representante permanente de Uganda, Richard Nduhuura, advertiu que decepciona a falta de acesso de muitos povos à livre determinação.

Em sete décadas de existência, as Nações Unidas não está à altura das expectativas por essa situação, sublinhou.

A embaixadora nicaraguense, María Rubiales, também chamou no Terceiro Decênio Internacional para a eliminação do colonialismo (2011-2020) a materializar essa aspiração.

Trabalhemos para que todos os povos e territórios não autônomos alcancem sua autodeterminação e independência, para ser parte integral, com todos seus deveres e direitos, de nossa comunidade de nações e contribuam para criar um mundo justo e em harmonia com a mãe terra", assinalou. Waldo Mendiluza – Prensa Latina

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Casamansa - Do bloqueio económico ao bloqueio político

Sem uma palavra traiçoeira de arrependimento ou de compaixão, selando assim o seu plano de bloqueio político da Casamansa, Macky Sall outorga um governo sem casamanseses de origem. Sem dúvida que os carrascos senegaleses afiam as suas facas para tentar matar um povo que ainda está de pé por mais de cinco séculos, que não foi derrotado pelos colonos.



Se Macky Sall e seu exército sabem que estão protegidos pela impunidade que lhes é garantida neste momento pela "comunidade internacional", especialmente a França, contudo não estão convencidos de que transformarão os dignos filhos de Victor Diatta e de Moussa Molo Baldé em perpétuos servidores e beija-mãos.

A neutralização política da Casamansa depois da económica (bloqueando a transgâmbia, isolamento marítimo e aéreo) revela que o medo está algures. Macky Sall está assustado após a tareia eleitoral.

Com efeito o que lhe faz mais medo é o grande espírito de solidariedade dos casamanseses na diáspora. Um reforço do espírito de independência que ninguém pode abalar.

Os casamanseses estão definitivamente conscientes, estamos condenados a agir na união, sem muito avaliar, como no passado, os projectos sociais das autoridades senegalesas que em grande parte nos mergulhou no abismo e no caos actual. Bintou Diallo - Casamansa

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Casamansa – Hedionda conspiração

Hedionda conspiração contra a Casamansa

O Senegal não quer fazer parar o seu jogo doentio e perigoso que consiste em instrumentalizar os irmãos e as irmãs casamanseses para atacar a Casamansa.

Tudo acaba por se saber. Esta regra, repetidamente verificada, é aplicável às duras provas que os casamanseses experimentaram desde 1960.

Depois de terem oposto os líderes políticos, os líderes da guerrilha e os combatentes, mas também as mulheres do MFDC e aquelas da dita “Plataforma”, desta vez a manobra visa dividir as comunidades cristãs e muçulmanas a pretexto do fiasco que acompanhou os diferentes pólos de sensibilidade do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC).

Os imãs e bispos “orientados” pelo Senegal retomaram o mesmo discurso político e a mesma estratégia do Estado do Senegal visivelmente para meter a faca na ferida. Um ataque ordenado, sugerindo que dum lado estariam os bons, evidentemente o Senegal e o seu governo e do outro lado estariam os maus, todos aqueles que na Casamansa pretendem ser livres e independentes. Esta abordagem baseia-se na falsidade na acusação de ódio contra o outro como ser humano. Os últimos acontecimentos da blasfémia do culto católico em Ziguinchor esclarecem-nos.

Na Casamansa, todos nós sabemos, animistas, cristãos e muçulmanos vivem em harmonia e simbiose, mesmo antes da chegada dos colonizadores. O cemitério de Santhiaba em Ziguinchor, onde todos os mortos são enterrados independentemente da sua religião, é a grande e bela ilustração da vontade comum de viver juntos até à morte.

É necessário que estas acções visando semear a discórdia entre os muçulmanos, cristãos e animistas cessem imediatamente. O povo da Casamansa não o tolerará. Bintou Diallo - Casamansa

segunda-feira, 17 de março de 2014

Casamansa - Eficiência e dividendos políticos

A eficácia da resposta do braço político do Movimento das Forças Democráticas da Casamansa (MFDC) face a greve por dois meses e meio dos transportadores, demonstrou mais uma vez o alto nível de profissionalismo na gestão dos interesses do povo da Casamansa. Isto permitiu hoje regularizar os problemas internacionais, como a travessia da Gâmbia para o Senegal.

Esta é uma lição que os casamanseses não deixaram de tirar com orgulho tanto mais que o recuo e os novos dados mostram mais claramente que o Estado do Senegal, portanto o seu ministério dos transportes, utilizou as associações senegaleses de transportadores, como instrumento de pressão económica contra a Gâmbia e a Casamansa.

Duas horas foram suficientes para os líderes do MFDC convocarem os sindicatos dos transportadores e resolver, colocando fim ao boicote da transgâmbia e assim, restabelecer o transporte de pessoas e bens e apaziguar as tensões entre a Gâmbia e os seus vizinhos.

Se o MFDC não tivesse ripostado com uma tal celeridade e rigor, seria provavelmente um desastre, não só económico, mas sobretudo humanitário cuja amplitude se imaginaria.

"O que o governo senegalês não conseguiu resolver num espaço de 72 dias, eis que a equipa política do MFDC resolveu o problema em duas horas. Isto denotou claramente a ausência de Estado." Confiou-me um comentarista avisado da situação casamansesa.

Há, portanto, algo para os casamanseses orgulharem-se de terem responsáveis políticos de alta postura, estadistas que eu direi, capazes de intervirem nestas situações difíceis servindo os interesses da nossa Casamansa, sem ingerência ou interferência externa e consolidar para sempre uma política de dividendos.

Aqui está mais uma prova de que a inteligência dos casamanseses, o seu nível de competências e o seu sentido de dever são elevados. Não é preciso mais que levar este belo país à independência, porque estamos convencidos de que não temos necessidade que outros venham de algures nos governar. Bintou Diallo - Casamansa

sábado, 21 de setembro de 2013

Casamansa - Governo no exílio?

John Stuart Mill
Casamansa: Porque não um governo no exílio?
 
“A única liberdade que merece o nome é a de buscar nosso próprio bem à nossa maneira, sem privar os outros de buscar a deles”, escreveu John Stuart Mill (1806 – 1873).
 
Desde 1960, a Casamansa nunca foi submetida a um referendo. A Constituição do Estado do Senegal foi imposta de forma autoritária e este facto não foi democrático. Alguns professores, como Emile Badiane e companhia, ansiosos de um poder elitista, afastam-se do Movimento das Forças Democráticas da Casamansa (MFDC) e arrogam-se de todos os direitos, incluindo o de nunca consultar os cidadãos casamanseses sobre as principais questões que se colocam numa união com o Senegal de Léopold Sédar Senghor. Eles são culpados de validar à sua maneira uma entidade perigosa que nega o direito da soberania do povo de Casamansa. Eles estão envolvidos numa Constituição que se aplica por defeito de não ser submetida pelo referendo. Estavam com medo da democracia directa? Então, não seriam democratas. Foram roubados os direitos do povo? Então, eles seriam usurpadores.
 
Sim, as mulheres e homens de Casamansa têm o desejo da grandeza democrática e é preciso ser suficientemente grande para reconhecer e aceitar as falhas dum Estado senegalês que até hoje nega os direitos de soberania e independência do povo da Casamansa.
 
Pois se o Senegal não mexe sobre este dossier, então será preciso conceder a oportunidade a este povo soberano da Casamansa de usar incondicionalmente e sem demora, os plenos poderes democráticos que são os seus? É possível se o MFDC, quer dizer todas as forças democráticas, cidadãos e forças políticas, concordem em formar um governo, porque não no exílio.
 

Além disso, não precisamos de nenhuma constituição, nenhum referendo para continuar a nossa marcha pela independência. Como prova, graças à nossa vontade de não ceder em nada de essencial, vamos realizar uma paz por todo o tempo com a Gâmbia, a Guiné-Bissau, a República da Guiné e o Mali. Quanto ao Senegal, nos impôs a guerra e a violência no nosso espaço territorial, contrariamente aos nossos costumes e às nossas leis.
 
Nossos “amigos” do outro lado da Gâmbia, nós demonstramos deste modo o que eles entendiam por Estado de direito, nós vamos agora demonstrar-lhes que existe uma auto-estima, que vem em completa contradição com a sua visão de opressão.
 
O pacto que vincularia os dois povos, diga-se, é para quebrar, porque nós não adicionámos a nossa assinatura ao documento que concede a administração ao Senegal. E isso, graças a um dos nossos, professor que seja, Emile Badiane, de farejar uma enorme intrujice para nos escravizar. A Casamansa e as suas valentes filhas e filhos não se deixam enganar. Bintou Diallo – Casamansa - Casamance