Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Galiza - Parlamento apoia por unanimidade solicitar adesão à CPLP

A mesma resolução parlamentar insta a Junta a desenvolver de maneira efetiva a Lei Valentim Paz-Andrade

O Parlamento da Galiza aprovou por unanimidade apoiar a adesão do país à Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Este apelo está recolhido numa das resoluções aprovadas pola Câmara galega no recente debate de política geral, a qual insta também a Junta a desenvolver de maneira real a Lei Paz-Andrade e convocar vagas docentes de Português.

A dita resolução, número 12 das 53 submetidas à votação, foi apresentada polo grupo parlamentar do Bloco Nacionalista Galego (BNG) e recebeu o apoio das 73 deputadas e deputados presentes. In “Portal Galego da Língua” - Galiza

A seguir reproduzimos o conteúdo literal da resolução aprovada:

12.ª Resolución

“O Parlamento insta a Xunta a adoptar as medidas que sexan necesarias, antes de finalizar a presente lexislatura, para impulsar a solicitude de admisión de Galicia como membro na Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa. Así mesmo, insta o Goberno galego a desenvolver de maneira real e efectiva a Lei Paz Andrade para o aproveitamento da lingua e cultura portuguesas convocando prazas docentes de portugués na vindeira oferta pública de emprego dirixida ao ensino e a dotar de orzamento nas contas para 2019 a aplicación desta lei.”

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Angola - Academia Angolana de Letras contra ratificação do acordo ortográfico

Academia Angolana de Letras (AAL) pediu esta quarta-feira ao Governo de Angola que não ratifique o Acordo Ortográfico (AO) de 1990, perante os “vários constrangimentos identificados” no documento, que necessita de uma revisão.

A decisão foi apresentada pelo reitor da Universidade Independente de Angola e membro da AAL, Filipe Zau, numa conferência de imprensa em que, pela primeira vez, a academia, criada oficialmente em Setembro de 2016 e que conta com 43 membros, tomou uma posição pública sobre o acordo ortográfico, apresentado em 1990.

“Recomendamos a todos os Estados [membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP] e ao Estado angolano que é necessário rectificar para que se possa ratificar”, disse à agência Lusa Filipe Zau.

Segundo o docente, a academia, que tem como patrono e ocupante da “cadeira número um” o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto (1922-1979), decidiu tomar posição após auscultar os seus membros. “Não estamos contra o acordo ortográfico em si, estamos contra este acordo”, sublinhou.

“Um número elevado de excepções”

No comunicado, a AAL apresenta um conjunto de razões para justificar a tomada de posição, destacando que, no âmbito dos pressupostos do Acordo Ortográfico de 1990, existe “um número elevado de excepções à regra” que, acrescenta-se, “não concorre para a unificação da grafia do idioma [português], não facilita a alfabetização e nem converge para a sua promoção e difusão” em Angola.

Por outro lado, a AAL lembra que o acordo “diverge, em determinados casos”, de normas da Organização Internacional para a Padronização (ISSO) sobre o conceito ligado à ortografia, além de “não reflectir” os princípios da UNESCO nem os da Academia Africana de Letras (Acalan) sobre a “cooperação linguístico-cultural com vista à promoção do conhecimento enciclopédico e de paz”.

“Face aos constrangimentos identificados e ao facto de não ser possível a verificação científica dos postulados de todas as bases do AO, factor determinante para a garantia da sua utilização adequada, a AAL é desfavorável à ratificação por parte do Estado angolano”, lê-se no documento.

A AAL sublinha que, tendo em conta a contribuição de étimos de línguas bantu na edificação do português, o AO não considera a importância das línguas nacionais angolanas como factor de identidade nacional.

“A escrita de vocábulos, cujo étimos provenham de línguas bantu, deve ser feita em conformidade com as normas da ortografia dessas línguas, mesmo quando o texto está escrito em português”, defende a AAL, entidade presidida pelo escritor Boaventura Cardoso e que tem Pepetela como presidente da mesa da assembleia geral.

A academia, sublinha-se no documento, constatou a necessidade de o AO ter de ser objecto de “ampla discussão” entre os vários Estados-membros da CPLP, considerando “indispensável” que se estabeleça um “período determinado para a análise, discussão e concertação de ideias” à volta do assunto.

“Tem de se encontrar um denominador comum que permita harmonizar a aplicação do AO de 1990 em todo o espaço comunitário”, refere a AAL, recomendando “maior investimento” dos Estados num “ensino de qualidade”, quer em português, quer nas línguas nacionais, “como contribuição para a preservação” dos vários idiomas.

“Trouxe uma deriva arriscada”

Na conferência de imprensa, o presidente da AAL, Boaventura Cardoso, lembrou que, em Angola, a língua portuguesa é a oficial e é falada “mais ou menos em todo o país”, tendo-se tornado “materna” para grande parte dos angolanos, uma vez que 65% da população utiliza-a na comunicação diária, tal como revelou o último censo populacional de 2016.

Para Boaventura Cardoso, muitos dos problemas que se levantam e que constituem erros passam sobretudo pela ausência do AO de 1990 dos sons pré-nasais, duplos plurais e de respeito pelos radicais das palavras que emigram das línguas nacionais para o português.

“Impõe-se, pois, rever esta situação e, no nosso caso particular, rever a questão da escrita da toponímia angolana, reassumindo os ‘k’, ‘y’ e ‘w’ na grafia da língua portuguesa”, sublinhou, exemplificando ainda com dois casos de sons pré-nasais. “‘Ngola’ ou ‘Gola’. No primeiro caso, ‘Ngola’, trata-se do título do titular máximo do poder no contexto da língua nacional kimbundu. Sem o som pré-nasal, significa a parte superior de uma peça de vestuário. O mesmo se passa com ‘Mfumu’ e ‘Fumo’: ‘Mfumu’ significa ‘chefe’ nas várias hierarquias. Fumo significa o que de tal termo se conhece na Língua Portuguesa”, exemplificou.

Para Boaventura Cardoso, o AO de 1990 “trouxe mais problemas do que resolveu”: “Trouxe o iminente risco de uma deriva arriscada que pode levar à desvirtualização da Língua Portuguesa.”

Dos nove países da CPLP, apenas quatro Estados ratificaram o acordo: Cabo Verde, Brasil, São Tomé e Príncipe e Portugal. In "Público" - Portugal

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Portugal - Bolsas Criar Lusofonia 2018

Está a decorrer entre 15 de setembro e 31 de outubro o prazo para candidatura ao programa Bolsas Criar Lusofonia, gerido pelo Centro Nacional de Cultura com o apoio do Ministro da Cultura de Portugal.



Encontram-se abertas as candidaturas para o concurso Bolsas Criar Lusofonia, dirigidas a escritores oriundos dos países da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), com obra divulgada nacional e internacionalmente.

O concurso "Criar Lusofonia", patrocinado pelo Ministério da Cultura e gerido pelo Centro Nacional de Cultura, tem por objetivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita para estadas de longa duração em países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Pretende-se criar oportunidade de contacto aprofundado com outros países lusófonos aos escritores/investigadores de língua portuguesa a fim de produzirem uma obra destinada à divulgação no espaço lusófono. São instituídas duas bolsas de criação / investigação literárias que permitirão estadas de quatro meses em Portugal ou num dos outros países lusófonos, sendo uma das quais obrigatoriamente atribuída a um português. Centro Nacional de Cultura - Portugal

Consulte aqui o regulamento.



quinta-feira, 30 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe - Acolhe a VIII Edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

São Tomé - São Tomé e Príncipe acolhe entre 2 a 8 de setembro de 2018 a VIII Edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, visando fomentar estudos e talentos nesse domínio curricular, soube- se de fonte oficial.

Esta edição é organizada pela Sociedade Santomense de Matemática, da Universidade de São Tomé e Príncipe e do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação de São Tomé com a participação, por país, de uma delegação composta, no máximo, por dois professores e quatro estudantes não universitários, com menos de 18 anos de idade.

De acordo com o cronograma da competição, as Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países se Língua Portuguesa, OMCPLP, surgiram com o objetivo de unir os Estados membros da CPLP através da “matemática, incentivar o desenvolvimento da disciplina e aprofundar a cooperação nesta área.

A melhoria da qualidade do ensino e a descoberta de talentos em Matemática, o desenvolvimento científico e tecnológico, fomentar o estudo da Matemática nos países lusófonos, a criação de uma oportunidade para a troca de experiências educacionais nacionais, a união e cooperação entre os países lusófonos para a criação de instrumentos que permitam a competição de alunos numa olimpíada internacional para os países de língua portuguesa, também circunscrevem outros objectivos desta competição lusófona.

As OMCPLP são uma competição anual entre jovens estudantes de países de língua portuguesa organizadas pela primeira vez em 2011, em Coimbra, Portugal, pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pelo Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.

A anterior edição decorreu em Porto, Portugal, São Tomé e Príncipe arrecadou uma medalha de prata pelo talento do aluno Adolfo Luiz e uma de bronze por Cemiltom Boa Morte ultrapassados pelos colegas de Brasil e de Portugal que dividiram 4 medalhas de ouro. Arcangêlo Dendê – São Tomé e Príncipe in “STP Press”

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

São Tomé e Príncipe - FAO lança projeto para combater alterações climáticas

Ilha de São Tomé


Iniciativa acontece em mais nove países e custa US$ 54 milhões; em São Tomé e Príncipe devem ser restaurados cerca de 36 mil hectares de floresta e beneficiadas 17 mil pessoas; Guiné-Bissau também faz parte do programa que durará cinco anos.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, lançou um projeto de US$ 4,6 milhões em São Tomé e Príncipe para ajudar a combater as mudanças climáticas no país.

Objetivos

O coordenador subregional para a África central da FAO, Helder Muteia, explicou à ONU News, de São Tomé, os objetivos da iniciativa.

“É um projeto de restauração de paisagem, particularmente com enfoque nos recursos florestais e nos recursos do solo, como forma de combater os efeitos das mudanças climáticas e garantir que o país consegue fortalecer os seus elementos de resiliência e possa, sim, desenvolver-se de forma sustentável.”

Muteia, que também é representante da FAO no Gabão além de São Tomé e Príncipe, disse que cerca de 36 mil hectares de floresta devem ser restaurados no país. No total, espera-se que 295 mil toneladas de dióxido de carbono, CO2, sejam sequestradas como resultado deste trabalho.

Custos

Segundo Muteia, o projeto deve incentivar a partilha de conhecimentos e criar parcerias entre organizações internacionais, sociedade civil e todas as forças presentes no terreno. A agência da ONU espera beneficiar cerca de 17 mil pessoas em comunidades rurais.

“Sabemos que muitas vezes estas iniciativas de conservação têm um custo. Por isso, é preciso que as pessoas que estão integradas tenham atividades económicas que permitam recuperar os custos de conservação. São Tomé e Príncipe é um dos países mais ameaçados pelas mudanças climáticas, particularmente com a subida do nível das águas do mar, que pode ameaçar alguns elementos do ecossistema.”

Parceria

Helder Muteia também acredita que a participação de dois países lusófonos no projeto deve fortalecer uma parceria que já existe dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP.

“A nível da CPLP, existe uma plataforma de trabalho conjunta para erradicar a fome e a má nutrição nesses países. Esses esforços estão, não só na área da produção de alimentos, mas também na disponibilidade, partilha e todos os elementos que têm a ver com a segurança alimentar. Mas atuação a nível da recuperação dos recursos que sustentam a vida no planeta também ajuda, e é por isso que este projeto vai ajudar.”

Além de São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, o projeto será implementado nos Camarões, Paquistão, Mianmar, Quénia, República Democrática do Congo, Tanzânia, República Centro-Africana e China. In “Ndependenxa” – São Tomé e Príncipe com “Rádio ONU”

segunda-feira, 23 de julho de 2018

São Tomé Príncipe - XI Jogos da CPLP

São Tomé – O Presidente de São Tomé e Príncipe presidiu sábado à abertura dos XI Jogos da CPLP, tendo sublinhado que o evento “fortalece a amizade desportiva e cultural” entre a juventude da lusofonia, incentivando “naturalmente a mobilidade e o intercâmbio” no espaço geográfico da comunidade.

Evaristo Carvalho fez estas declarações na cerimónia de abertura dos XI Jogos da CPLP à caída da noite por volta das 18:30 horas locais no estádio Nacional 12 de Julho na capital de São Tomé que contou com desfile das delegações envolvidas nas competições, Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial Moçambique, Portugal, Timor-Leste e a anfitriã São Tomé e Príncipe.

Foto: InterMamata


Tendo sublinhado que estes jogos “incentivam naturalmente a mobilidade e o intercâmbio desportivo e cultural” no espaço geográfico da CPLP, o Presidente Evaristo Carvalho considerou ainda o evento de um “momento de festa de conhecimento” visando o “fortalecimento de amizade entre os jovens” dos países membros desta comunidade.

“Os jogos da CPLP não são nada mais que um mecanismo de reforço de solidariedade e de conhecimento de hábitos e culturas entre os cidadãos dos países da nossa comunidade, que deve ser incentivado e apoiado”, acrescentou o Presidente São-Tomense.

Na sua intervenção, o ministro são-tomense da Juventude e Desportos, Marcelino Sanches citando o francês Pierre de Coubetin, o Pai do Olimpismo Moderno, sublinhou que “o essencial é participar, o que verdadeiramente representa esses jogos da CPLP”.

Depois de várias apresentações de músicas e danças refletindo conteúdos culturais dos países participantes no evento bem como grupo culturais são-tomenses, a cerimónia terminou com a partida de futebol entre a equipa juvenil de São Tomé e Príncipe a sua congénere de Angola, na qual, os angolanos venceram por 0-7. Ricardo Neto – São Tomé e Príncipe in “STP – Press”


sexta-feira, 20 de julho de 2018

CPLP – Novos países e organização com a categoria de Observador Associado



A XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), decorrida nos dias 17 e 18 de julho de 2018, em Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde, aprovou a concessão da categoria de Observador Associado da CPLP a Andorra, Argentina, Chile, França, Itália, Luxemburgo, Reino Unido, Sérvia e Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

De acordo com a Declaração de Santa Maria, estas adesões à categoria de Observador Associado conferem à CPLP “maior projeção política internacional e potenciam o desenvolvimento de relações de cooperação em diversas áreas, apelando à difusão da Língua Portuguesa através da sua inclusão curricular nos respetivos sistemas de ensino”.

Nesta senda, os Chefes de Estado e de Governo manifestaram, ainda, a satisfação com a apresentação pela República do Peru do seu propósito de candidatar-se à categoria de Observador Associado da CPLP.

Nesta matéria, a cimeira da CPLP reunida em Santa Maria aplaudiu a “intensificação do envolvimento dos Observadores Associados na Organização, materializada pela realização da primeira reunião do Comité de Concertação Permanente da CPLP com os Embaixadores dos Observadores Associados, em março de 2018, bem como pelo incentivo à sua participação nas reuniões técnicas da organização, com vista ao desenvolvimento de projetos conjuntos, de iniciativas de divulgação cultural, do diálogo político e da concertação em fóruns internacionais”.

Atualmente, a CPLP atribuiu a categoria de Observador Associado à Geórgia, ao Grão-Ducado de Luxemburgo, à Hungria, ao Japão, ao Principado de Andorra, ao Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, à República da Argentina, à República Checa, à República do Chile, à República Eslovaca, à República Francesa, à República da Ilha Maurícia, à República Italiana, à República da Namíbia, à República Oriental do Uruguai, à República do Senegal, à República da Sérvia, à República da Turquia e à OEI. CPLP

Angola - A CPLP e a circulação dos cidadãos

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma organização que, pela sua diversidade, caracterizada pela existência no seu seio de países de diferentes continentes, quer imprimir uma nova dinâmica à sua cooperação multilateral, pretendendo avançar para uma maior circulação dos cidadãos dos Estados membros por aquele espaço.

Os Estados membros da CPLP estão conscientes de que a sua cooperação não se deve limitar apenas a questões de ordem cultural, havendo a possibilidade de se potenciar as relações económicas, até para que cada país da CPLP possa tirar partido do que outros parceiros têm de melhor, num mundo em que todos precisamos uns dos outros.



A circulação de cidadãos dos Estados membros da CPLP pelos países da comunidade foi um assunto central da 12ª cimeira de Chefes de Estado e de Governo daquela organização, e espera-se que passos importantes venham a ser dados no sentido de haver, por via da facilitação da mobilidade das pessoas, uma maior aproximação entre os povos de um bloco internacional que tem já suscitado o interesse de outros países que não os de língua portuguesa. Há a vontade dos países membros da CPLP de fazer crescer a organização, havendo já sinais de que é possível eliminar barreiras na circulação de cidadãos de países da comunidade.

Angola já deu passos na facilitação da circulação de cidadãos da CPLP neste espaço, ao abolir os vistos em passaportes ordinários com Cabo Verde e Moçambique e ao simplificar o processo de aquisição de vistos para os cidadãos dos restantes Estados membros da comunidade. Os cidadãos dos países da CPLP esperam dos seus governantes acções mais ousadas no que diz respeito à dinamização, por exemplo, da cooperação empresarial, criando-se um ambiente em cada um dos Estados membros que incentive os negócios, no interesse de todos.

Em tempo de crise económica e financeira, importa que se intensifiquem as relações comerciais e que se crie em cada Estado membro da CPLP um quadro jurídico que seja suficientemente atractivo para o investimento, de modo a que cada país beneficie de capitais e do conhecimento e experiências de outros parceiros.

A CPLP pode vir a ser um dinâmico espaço de cooperação, com benefícios para milhões de pessoas de uma comunidade que quer diversificar as suas áreas de actuação. In “Jornal de Angola” - Angola

Cabo Verde – FAO espera que segurança alimentar seja uma preocupação dos países da CPLP

Santa Maria, Ilha do Sal – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) quer o engajamento político “ao mais alto nível”, na CPLP, na questão da segurança alimentar, declarou a directora-geral Adjunta.

Helena Semedo, que participou na XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu nos dias 17 e 18 na ilha do Sal, disse esperar que a segurança seja uma preocupação dos Presidentes, dos primeiros-ministros, e não apenas dos ministros da Agricultura.

Mais, que o direito à alimentação seja consagrado nas Constituições e que os pequenos agricultores também façam “parte central” de todas as estratégias de desenvolvimento, sobretudo agora, assinalou, que há o compromisso dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, em que o objectivo primeiro é a erradicação da pobreza e o segundo é a erradicação da fome.

“Temos menos de 15 anos para alcançar esses objectivos, portanto há a necessidade de uma acção imediata, rápida e eficaz”, alertou.

A responsável lembrou que a Cimeira dos Chefes de Estado foi precedida da reunião do Conselho de Segurança Alimentar da CPLP (CONSAN), em que se discutiram políticas e estratégias para aumentar e melhorar a agricultura familiar e ter acesso à alimentação.

Neste particular, apontou, congratulou-se com Cabo Verde, cujo parlamento aprovou uma lei em que o direito à alimentação encontra-se agora consagrado na Constituição pois, a agricultura, a segurança alimentar e o agro-negócio são “muito importantes” para o bem-estar da maioria da população que vive nos países da CPLP.

Questionada sobre a disponibilidade e formas de a FAO apoiar os países da CPLP no combate à subnutrição e à erradicação da fome, Helena Semedo referiu-se ao apoio a nível de políticas e de “estratégias adequadas”, já que se constata dois fenómenos actuais na Comunidade que são subnutrição e a obesidade, esta última que deriva de dietas não saudáveis.

A proposta, elencou, é trabalhar em dietas mais saudáveis, em produções que possam contribuir para uma alimentação mais saudável, ajudar a nível de políticas, estratégias, projectos e programas, e também apoiar os países na busca de financiamento.

“A FAO é uma agência técnica e tem alguns fundos, contribui, mas não são suficientes”, concretizou, daí a organizar trabalhar com os países da CPLP para a mobilização de recursos, item que figura no programa de acção da CONSAN, nos próximos dois anos.

Da mesma forma, a directora-geral Adjunta da FAO abordou a importância que a pesca tem para a segurança alimentar, de uma forma geral, exemplificando que de 2006 a 2018 o consumo per capita de peixe aumentou de seis para 20 quilogramas.

Mas, sintetizou, há o outro lado, que se baseia em fenómenos e dados que mostram a sobre exploração de alguns recursos em alguns países, embora ainda não seja o caso de Cabo Verde e de África.

Em Cabo Verde, precisou, há estudos que também apontam que se deve ter cuidado com algumas espécies, fundamentalmente migratórias como o atum e o chicarro, pelo que defendeu uma acção mais regional do que local.

“A pesca representa uma parte muito importante do bem-estar das populações”, declarou Helena Semedo, chamando atenção, contudo, para o fenómeno da pesca ilegal e não regulamentada, já que não abundam mecanismos de controlo da pesca, havendo um da FAO, designado Acordo de Porto, que Cabo Verde já ratificou.

Por isso, encorajou os restantes países a fazer o mesmo, já que o acordo vai ajudar, sublinhou, na legislação nacional em caso de apreensão de um barco saber como agir, denunciar se um barco entra na ZEE da CPLP, pois, combatendo a pesca ilegal pode-se aumentar os recursos a serem pescados.

“A FAO está disponível para colaborar com a CPLP nas áreas ligadas à segurança alimentar, agricultura, pescas, nutrição e combate a obesidade que começa a ser um problema nos países da CPLP”, avançou Helena Semedo.

Portanto, concluiu, o sistema de informação dos dados é “muito importante”, mas Cabo Verde “há muito” que não faz as estatísticas a nível das pescas, pelo que esta constitui matéria para a discussão com o Governo em que a FAO vai apoiar.

“Se não tivermos estatísticas não poderemos dizer em que nível se encontra a exploração do stock dos recursos e não podemos ter políticas apropriadas”, justificou, porque perante o que não é baseado em dados científicos e concretos, finalizou, “não se pode ter decisões políticas também baseadas em informações incorrectas”. In “Inforpress” – Cabo Verde

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Galiza no cenário internacional

Em dezembro de 2017 a Universidade Sorbonne Nouvelle acolheu, na sua sede de Paris, um grande congresso internacional sob o patrocínio da Presidência da República Francesa, entre outras instâncias, subordinado ao rótulo «Lusofonia e Francofonia: Duas potências mundiais». No encontro, com presença de diversas personalidades académicas e políticas, anunciou-se a posta e andamento do Instituto da Lusofonia, com sede na capital francesa. Alguns galegos tivemos a oportunidade de participar como oradores: Elias Torres, Ramón Villares e quem escreve. Tratanto-se de um evento sobre o português e o francês, supõe-se que os três galegos presentes, incluíndo o ex-presidente do Consello da Cultura Galega, apresentamos e explicamos nesse encontro o galego como uma forma do português, e não como uma língua diferente. Caso contrário seria difícil de entender e explicar.

O passado dia 6 de junho ficamos a saber, polo jornal lisboeta Público, que a França é candidata a entrar como país observador na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A notícia incluiu também outros nomes: Itália, Andorra, Luxemburgo, Sérvia e Argentina. Uns dias mais tarde o ministro Boris Johson anunciava publicamente que a Grã-Bretanha tinha apresentado a mesma solicitude, esforçando-se em valorizar positivamente a emigração portuguesa no Reino Unido. Provavelmente serão admitidos na XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo, que terá lugar os dias 17 e 18 de julho na cidade da Praia, Cabo Verde. Paris lidera a Francofonia, Londres a Commonwealth. E solicitam a entrada nesse organismo internacional. O valor estratégico global do português crescerá polo menos um grau com a entrada desses países. Tem isto algo a ver com a Galiza? Alguém aqui se sente aludido?

Se olharmos para o nacionalismo galego, diverso, a que se supõe interesse real nesse caminho de aproximação e integração no espaço lusófono, na sequência do ideário do galeguismo do século XX, não parece ter essa prioridade na sua agenda, salvo casos contados e meritórios. Os programas de alguns partidos políticos incluem diversas fórmulas de reconhecimento da unidade da língua de aquém e além Minho e detalham a obriga de fomentar o relacionamento internacional com os países de língua portuguesa. Porém fica quase tudo por fazer. Passam as oportunidades e sempre há outras prioridades. A mais recente foi a ausência de representação da cidade de Santiago de Compostela num importante encontro, que teve lugar em Cascais, ao lado de Lisboa. Os parceiros eram as Câmaras Municiais de outras capitais de países de língua portuguesa. Não há problema. O mundo sempre pode aguardar.

Sejamos claros: em termos gerais o nacionalismo organizado politicamente continua a dedicar muitos mais esforços ao relacionamento Galiza-Espanha, do que a trabalhar por um relacionamento estável com países soberanos de língua portuguesa que poderia ter como resultado, talvez, uma porta aberta a outros espaços e solidariedades futuras. O apoio de um país influente, que possa realmente ter um papel positivo, direto ou indireto em relação ao caso galego, não é procurado a sério. Talvez nem tenha sido pensado.

Poderia dizer-se que continua a ser preferido uma espécie de terceiro-mundismo que, diga-se honestamente, resultou ser escassa utilidade para a Galiza. Uma Galiza que, mais do que estar em condições de apoiar outros, precisa de apoio externo. Caracas ou Rabouni aparecem nas nas prioridades antes que Lisboa. Parece uma extravagância pensar em tirar proveito político ou económico para a Galiza, ser prático e buscar um lugar no concerto das nações, indo ao encontro da normalidade, quando o prioritário é manter a pureza, a essência, a autenticidade dos movimentos políticos. Reconheço que nesta posição há uma vantagem discursiva implícita: se fracassarem, estarão livres do pecado das contradições.

Deixando a um lado as ironias, digamos que é preciso fazer algo diferente, planificar para o longo prazo e criar estruturas de relacionamento internacional estável em áreas de atuação específicas. Se todos os partidos políticos parlamentares estão de acordo em avançar no mesmo sentido, a pergunta a responder já não é por que, mas para que entrarmos nesse espaço de relacionamento internacional que tem o português como língua comum.

Quando se percebe a necessidade de uma posição galega consensuada, reconhecível e identificável para o espaço lusófono, vem à tona um problema interno do campo cultural galego que, por desídia ou falta de coragem política, permanece sem resolver, polo menos, desde o Decreto Filgueira de 1983, e que pode nesta altura tornar-se num fator desestabilizador. É esse apartheid à galega que mantém no ostracismo o Movimento Lusófono Galego, que merece uma solução à altura da maturidade de uma sociedade democrática e plural, longe das unanimidades anónimas e de um insustentável monopólio da verdade sobre a língua. Ângelo Cristóvão – Galiza in “Portal Galego da Língua”

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José Ângelo Cristóvão Angueira (Santiago de Compostela, 1965) - licenciado em Psicologia pela Universidade de Santiago, especializou-se em Psicologia Social. Empresário. Vice-Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa e membro da sua Comissão de Relações Internacionais. Sócio Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa; Sócio da AGAL desde 1983 e Sócio fundador da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

CPLP - Secretária executiva confiante quanto ao sucesso da cimeira da organização em Julho na ilha do Sal

Cidade da Praia – A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) mostrou-se hoje “confiante” de que a cimeira agendada para Julho na ilha do Sal vai ser marcante e um ponto de viragem para a organização.

Maria do Carmo Silveira, que se encontra em Cabo Verde no âmbito dos preparativos da Cimeira da CPLP, marcada para os dias 17 e 18 de Julho, manifestou esta confiança em declarações à imprensa na cidade da Praia no final de um encontro com o ministro do Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares.

“Acredito que vai ser marcante e um ponto de viragem para a comunidade, porque para além da cimeira em si, estão programadas várias actividades e vários encontros paralelos que darão uma dimensão particular ao evento”, considerou, lembrando que o Governo de Cabo Verde já convidou várias personalidades e responsáveis de organismos internacionais.

Neste sentido, a secretária executiva entendeu que será “bom” para Cabo Verde e para a CPLP e “um sinal de reforço das relações de cooperação” entre a CPLP e as organizações convidadas, assim como um sinal da visibilidade e da credibilidade que a comunidade tem vindo a ter no cenário internacional.

Para Maria do Carmo Silveira, a CPLP tem sido criticada pelo facto de ser uma organização distante dos cidadãos, ou seja, uma organização dos dirigentes dos governos, por isso, é de opinião que será “importante” uma aproximação com os cidadãos, nomeadamente através do dossiê da mobilidade, procurando dar resposta ao anseio das populações.

Por sua vez, Luís Filipe Tavares reiterou que Cabo Verde tenciona trabalhar a questão da mobilidade na comunidade durante a sua presidência da CPLP, que acontece a 17 de Julho, esclarecendo que no evento do Sal o país não vai levar nenhuma decisão concreta em relação a esta matéria.

“O que vai haver é abordarmos este assunto que é importante, ouvindo a opinião de todos e trabalhar durante a nossa presidência para fazermos avançar os três aspectos: as pessoas, onde entra a questão da mobilidade, os oceanos e cultura”, frisou.

O encontro entre Maria do Carmo Silveira e Luís Filipe Tavares serviu para fazer o ponto de situação dos preparativos da Cimeira do Sal, tendo os dois responsáveis manifestado a sua satisfação, já que há muito tempo que todos os chefes de Estado e do Governo dos países da comunidade (Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal, Brasil, Timor-Leste e Guiné- Equatorial) não se reuniam. In “Inforpress” – Cabo Verde

terça-feira, 12 de junho de 2018

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe disponíveis para criação de rede de autoridade de protecção de dados de pessoas da CPLP

Cidade da Praia – Cabo Verde e São Tomé e Príncipe manifestaram a sua disponibilidade para a criação de uma rede ou associação de autoridade de dados de pessoas singulares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A intenção foi manifestada à imprensa, na Cidade da Praia, pelo presidente da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) de Cabo Verde, Faustino Varela, e pelo homólogo santomense, José Manuel Alegre, que encontra-se em Cabo Verde para uma visita de trabalho de dois dias.

Faustino Varela adiantou que Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estão a colaborar para que a relação seja “cada vez mais frutuosa e robusta”, e as instituições dos dois países estão empenhadas na criação dessa rede ou associação.

“Vamos trabalhar firmemente para que os outros países falantes da língua portuguesa abracem este projecto”, prometeu, observando que, neste momento, apenas Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe têm uma autoridade de protecção de dados instalada.

Entretanto, ressalvou que os restantes países já manifestaram a sua disponibilidade para avançar, o quanto antes, com a criação dessa instituição.

Em relação ao encontro com o homólogo santomense, Faustino Varela adiantou que tiveram a oportunidade de trocar informações sobre o funcionamento e as actividades das autoridades de protecção de dados dos respectivos países e o caminho percorrido nos últimos três anos de existência da CNPD, que é membro-fundador da Rede Africana de Autoridades de Protecção de Dados e membro acreditado na Conferência Internacional de Autoridades de Protecção de Dados e Privacidade.

Por seu turno, o presidente da Agência Nacional de Protecção de Dados de São Tomé e Príncipe (ANPDP), José Manuel Alegre, fez saber que o objectivo da visita é conhecer a experiência cabo-verdiana uma vez que a entidade do seu país foi criada há menos de um mês.

“A nossa agência foi criada recentemente, é fundamental para nós beber da experiência de Cabo Verde que trabalha a questão de protecção de dados há três anos”, observou, precisando que a ideia é levar as boas práticas a nível dos procedimentos, da convivência com o tratador, do relacionamento com o titular de dados e regras para o tratamento e protecção a nível dos tratadores.

José Manuel Alegre considerou que graças ao “excelente trabalho” desempenhado pela CNPD Cabo Verde “está avançado” e “tem feito de tudo” para garantir os direitos e a liberdade dos cidadãos.

“A nossa missão consiste em inteirar-se de tudo aquilo que Cabo Verde fez na sua fase de instalação de modo a facilitar o nosso processo de implementação, tendo em conta que estamos no nosso primeiro mês de funcionamento”, concluiu.

Nesta terça-feira, está prevista a assinatura de um protocolo de cooperação entre as entidades de protecção de dados de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe. In “Inforpress” – Cabo Verde

sexta-feira, 8 de junho de 2018

CPLP - Ordenamento jurídico de Timor-Leste na Base de Dados Oficial dos PALOP

Lançada em 2009, a Base de Dados Jurídica Legis-PALOP, plataforma online que agrega Legislação, Jurisprudência e Doutrina de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, acaba de se expandir ao continente asiático, através da inclusão do ordenamento jurídico de Timor-Leste, passando a designar-se Legis-PALOP + TL.

A cerimónia oficial de lançamento do Legis-PALOP+TL vai decorrer na sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - Palácio Conde de Penafiel, Rua de S. Mamede (ao Caldas), nº 21, Lisboa - no dia 14 de junho, pelas 15 horas.

Na ocasião, estimam-se as presenças da Secretária Executiva da CPLP, do Presidente do Camões - Instituto da Cooperação, da Coordenadora do PACED, dos embaixadores permanentes junto da CPLP e representantes do sector da Justiça dos Estados-membros, para além de outras personalidades e parceiros do Legis-PALOP+TL.

A integração de Timor-Leste vem consolidar e reforçar o Legis-PALOP enquanto referência jurídica do universo lusófono. A plataforma, cuja coordenação regional funciona junto da CPLP e é tutelada pelos ministérios da justiça de cada país, passa a partir de agora a incluir Legislação, Jurisprudência e Doutrina de Timor-Leste.

Atualizada diariamente, a Base de Dados Legis-PALOP + TL conta, à data, com cerca de 60 mil documentos jurídicos, entre Legislação, Jurisprudência e Doutrina, a que acrescem versões consolidadas de Códigos e principal Legislação, assim como a identificação expressa do estado de vigência dos diplomas, detalhe disponível de forma gratuita e de extrema utilidade para quem pretende conhecer com segurança jurídica os seis ordenamentos.

15000 utilizadores

O Legis-PALOP+TL contabiliza mais de 15 000 utilizadores em todo o mundo, ligados às áreas jurídica, administração pública, diplomacia, organizações internacionais, sector privado e mundo académico, entre outras. O registo na plataforma é gratuito e viabiliza o acesso a sumários da Legislação. O acesso integral está sujeito a subscrição, cujos valores revertem para a sustentabilidade das unidades responsáveis pela manutenção e atualização da Base de Dados em cada país.

A Base de Dados disponibiliza aos subscritores diversas funcionalidades avançadas de pesquisa, permitindo não só a consulta integral da informação jurídica, mas também a análise comparativa entre países, uma mais-valia exclusiva e apenas possível devido à integração de seis ordenamentos jurídicos na mesma plataforma.

Distinção e Credibilidade

Entre a informação jurídica disponível, encontram-se todos os atos normativos publicados desde as independências nacionais até à atualidade, milhares de acórdãos das instâncias superiores, doutrina e documentos relevantes produzidos pelas procuradorias gerais das repúblicas, ordens de advogados e instituições académicas, sendo ainda disponibilizados pdf’s dos jornais oficiais.

Como características distintivas, o subscritor Legis-PALOP + TL conta ainda com a possibilidade de recorrer a um thesaurus jurídico com cerca de 5000 descritores temáticos. Esta ferramenta permite agilizar o processo de consulta e facilita a análise comparativa entre ordenamentos jurídicos, guiando o utilizador na consulta da informação.

Novas funcionalidades de pesquisa

Na ocasião, em acrescento à oficialização da integração do novo ordenamento jurídico, será também apresentado o novo visual da plataforma eletrónica, disponível em www.legis-palop.org. Para além de uma roupagem mais moderna, o sítio irá integrar diversas funcionalidades técnicas que facilitam a utilização e navegação no sistema.

As alterações passam pela melhoria da arquitetura da informação e pelo reforço da usabilidade, fatores que irão contribuir para uma consulta mais intuitiva e rápida dos conteúdos do sistema, incluindo análises comparativas entre dois ou mais ordenamentos jurídicos. A nova página na Internet introduz, também, vários elementos que facilitam a compreensão dos internautas, com realce para um detalhado tutorial de utilização e para a zona de destaques de legislação, onde é possível verificar diariamente a legislação mais relevante publicada em cada país. Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Cabo Verde – Luxemburgo apresenta candidatura para ser observador associado da CPLP

O chefe de Estado cabo-verdiano disse ter recebido do Luxemburgo o pedido para ser observador associado da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), sublinhando o crescente número de países que procuram maior aproximação à organização

"É um ótimo sinal de vitalidade o número de países e instituições que querem o estatuto de observador associado [da CPLP]. Recebemos agora [o pedido] do Luxemburgo", disse Jorge Carlos Fonseca.

O Presidente da República de Cabo Verde falava, na cidade da Praia, numa conferência de imprensa para antecipar a viagem de dois dias que realiza a Portugal, após ter recebido em audiência o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo que está de visita a Cabo Verde.

Jorge Carlos Fonseca apontou também o interesse já manifestado pela França e por Israel para se tornarem observadores da comunidade lusófona.

Considerou, por outro lado, que a cimeira de chefes de Estado e de Governo da comunidade, que Cabo Verde recebe em julho, deve representar "um salto" na organização.

"Há grandes expectativas nas opiniões públicas e da parte dos estados de que a cimeira de Cabo Verde possa representar um catapultar da CPLP para uma maior intervenção no plano das relações internacionais, do reforço de credibilidade e do prestígio, mas também que se transforme numa comunidade de povos, de cidadãos", sustentou.

O chefe de Estado cabo-verdiano considerou, por isso, que tal "implica um salto relativamente à mobilidade e à circulação das pessoas no seio da comunidade".

"Estamos esperançado que poderemos sair do Sal com um avanço desse ponto de vista", acrescentou.

Jorge Carlos Fonseca disse ainda que está já confirmada a presença dos nove chefes de Estado dos países membros da CPLP na cimeira de 17 e 18 de julho no Sal, adiantando que o primeiro-ministro português António Costa também já confirmou a presença.

Relativamente à deslocação a Portugal, que decorre a 01 e 02 de junho, Jorge Carlos Fonseca explicou que irá participar, no Porto, na conferência que assinala os 130 anos da criação do Jornal de Notícias, cujo tema é "A língua portuguesa enquanto ativo estratégico".

Irá ainda deslocar-se a Bragança, onde estudam entre 600 e 800 alunos cabo-verdianos, para uma visita ao instituto politécnico daquela cidade.

Cabo Verde assume em julho e por dois anos a presidência rotativa da CPLP. In “Diário de Notícias” – Portugal com “Lusa”

quinta-feira, 24 de maio de 2018

CPLP - Uma visão ambiciosa exige uma ação determinada

Não tendo os países lusófonos fronteiras terrestres comuns, todos estão contudo ligados pelos oceanos que banham os seus territórios continentais e insulares.

Os propósitos, e a ambição subjacente, dos governos dos Estados da língua portuguesa quando decidiram, em boa hora, criar a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) em 1996 mantêm-se intactos e válidos mais do que nunca. Por isso, compete às atuais e futuras gerações honrar e assumir a defesa e promoção dos ideais dos países fundadores da CPLP.

O facto de o atual secretário-geral da ONU ser um cidadão oriundo da língua portuguesa, bem como a integração dos nove Estados-membros da CPLP em seis espaços regionais económicos, e alguns também monetários como no caso de Portugal (euro), a Guiné-Bissau e a Guiné Equatorial (ambos franco CFA), estimando-se que se encontrem nesses espaços de presença lusófona cerca de 250 milhões que integram comunidades económicas com cerca de 1.800 milhões de pessoas, mostra bem a relevância da CPLP.

Na verdade, além da integração de Portugal na União Europeia (UE), Angola e Moçambique, são Estados-membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Cabo Verde e Guiné-Bissau na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), S. Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Angola na Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e também à CEMAC no caso da Guiné Equatorial e S. Tomé e Príncipe, Brasil no MERCOSUL e Timor-Leste em breve na Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Embora não integrando a CPLP, Macau, região autónoma especial da China e onde a língua portuguesa é oficial a par com a língua chinesa, é sede do Fórum para as Relações Económicas e Comerciais entre a China e a CPLP, o que potenciando a aplicação do Acordo CEPA promove o investimento e o comércio.

A inserção nos mercados regionais, a identificação de distribuidores, das rotas e circuitos logísticos, de operadores certificados e dos acordos que beneficiam os países dentro das respetivas regiões das suas integrações, potenciam a dinamização das relações económicas e empresariais entre a UE, SADC, CEDEAO, CEMAC, MERCOSUL, ASEAN e Macau, China. É porém essencial derrubar as barreiras legais e administrativas à livre circulação de pessoas, bens e capitais.

Não tendo os países lusófonos fronteiras terrestres comuns, todos estão contudo ligados pelos oceanos que banham os seus territórios continentais e insulares.

Conscientes destas oportunidades para os países da língua portuguesa, as suas populações e as suas empresas, na XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP realizada em Brasília em 2016, foi aprovada uma "Nova visão estratégica da CPLP (2016-2026)", que define as prioridades da organização para aquela década, das quais destaco o reforço da "cooperação económica e empresarial" e "o estabelecimento de mecanismos que facilitem a circulação de pessoas, bens e capitais".

Prioridades que se interligam no sentido de criar condições para dar ao setor privado bases indispensáveis para poder executar o papel fundamental que lhe compete na Agenda 2030 – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), como aliás é unanimemente reconhecido pela comunidade internacional para se poder atingir o desenvolvimento económico e social e o crescimento inclusivo no mundo, através do investimento, do comércio e da criação de emprego bem como da educação, da formação profissional vocacional e da qualificação dos trabalhadores.

Reconhecendo a importância da comunidade de língua portuguesa e da sua rede mundial, vários países têm solicitado e obtido o estatuto de observador associado da CPLP como é atualmente o caso da Geórgia, Hungria, Japão, República Checa, Eslováquia, Maurícia, Namíbia, Senegal, Turquia e Uruguai. Entretanto, Argentina, França e Itália já apresentaram os respetivos pedidos de adesão a este estatuto.

Mas, e ao contrário do que muitos julgam, a CPLP não tem estado parada. Com efeito, tem desenvolvido com sucesso várias importantes atividades de que destaco uma Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP (ESAN-CPLP), da criação do respetivo conselho e estabelecimento de conselho nacionais, a aprovação das diretrizes para Apoio à Promoção da Agricultura Familiar nos Estados-membros, onde com exceção de Portugal e Brasil, cerca de 80% das populações vivem e trabalham nas zonas rurais, a aprovação do Plano de Ação da CPLP de combate ao trabalho infantil, do qual já resultou a ratificação por parte de todos os Estados-membros da convenção n.º 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as piores formas de trabalho infantil e da n.º 138 sobre a idade mínima de admissão ao emprego, apoio ao Programa de Capacitação dos Laboratórios de Engenharia da CPLP, apoio ao projeto que une as autoridades estatísticas de todos os EM com o objetivo de consolidar e desenvolver os sistemas estatísticos nacionais, apoio a uma base de dados jurídica que disponibiliza uma plataforma de conhecimento e partilha de informação jurídica sobre os ordenamentos jurídicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), desenvolve a campanha pública Juntos contra a Fome, subscreveu a carta da iniciativa da ONU Sustainable Energy for All, aprovou uma Estratégia para os Mares da CPLP, criou um portal eletrónico científico produzido em língua portuguesa, realiza regularmente os Jogos Desportivos e a Bienal de Jovens Criadores da CPLP, entre outras.

É assim imperativo que os governos portugueses assumam, além de palavras e discursos, e sem quaisquer absurdos receios e complexos, que a CPLP tem de ser uma prioridade da política económica externa de Portugal.

Dignificar a CPLP exige contudo reforçar a diplomacia portuguesa com meios financeiros e logísticos, além de recursos humanos tecnicamente preparados e empenhados para atuar nas redes das capitais comunitárias regionais, nomeadamente em África e na sede da União Africana em Adis Abeba, bem como nas Multilaterais financeiras (IFI e EDFI). Francisco Mantero – Portugal in "Jornal de Negócios"

Francisco Mantero - Presidente do Conselho Estratégico para a Cooperação, Desenvolvimento e Lusofonia Económica da CIP

quarta-feira, 16 de maio de 2018

China – Realizado o VII Festival da Canção em Língua Portuguesa em Beijing

A Universidade de Estudos Estrangeiros de Beijing (BFSU, na sigla inglesa) realizou no passado dia 06 de maio a sétima edição do Festival da Canção em Língua Portuguesa, contando com a participação de concorrentes provenientes de universidades de todo o país.

Este ano, o evento contou com a presença do embaixador de Portugal da China, José Augusto Duarte; da embaixadora de Cabo Verde, Tânia Romualdo; do vice-reitor da BFSU, Yan Guohua, entre outros convidados chineses.

No discurso de abertura, o vice-reitor, Yan Guohua, deu os parabéns à organização do festival, assinalando o crescimento deste ao longo dos últimos sete anos: “Tem crescido em dimensão e influência”.

“Este festival não é apenas um palco para que os alunos mostrem o seu talento, mas também oferece uma oportunidade para conhecerem a cultura, história e arte por detrás da língua. Além disso constitui também uma ocasião importante para o intercâmbio da construção do curso de português, assim como a integração de qualidades essenciais dos alunos das universidades participantes”, acrescentou.

Tânia Romualdo, atual embaixadora de Cabo Verde na China dirigiu também algumas palavras aos participantes. “A língua portuguesa é o que nos une. Não é só a língua, mas ela acaba por facilitar a comunicação entre os países da CPLP, e também entre as restantes comunidades espalhadas pelo mundo”.

Referindo o número cada vez mais promissor de estudantes chineses que aprendem a língua portuguesa, a embaixadora falou também sobre os numerosos alunos provenientes de países da CPLP que se encontram a estudar na China. “Estas trocas linguísticas vão aproximar o diálogo, aproximar os povos e criar um ambiente de amizade e confraternização maior”, reforçou.

O embaixador português, por sua vez, afirmou ter conhecido, ainda em Portugal, vários diplomatas chineses formados em português na referida universidade. Revelando já ter sido professor, José Augusto Duarte salientou que é a simbiose entre o espírito de sacrifício dos alunos e também dos professores que produz resultados tão satisfatórios.

“Mas, para aprender uma língua não é apenas trabalhar, estudar a gramática, estudar a sintaxe, a literatura, estudar, estudar, estudar. Por vezes de forma lúdica e a brincar também se aprende muito. Acho que o facto de fazerem pela sétima vez consecutiva este festival mostra vontade de se divertirem e ao mesmo tempo de aprenderem”, comentou.

A concurso estiveram 14 canções interpretadas por alunos provenientes de universidades de Jilin, Beijing, Xi’an, Sichuan e Tianjin.



Após as atuações, e durante o intervalo, no qual foram degustados pastéis de nata e caipirinha — bebida alcoólica brasileira — os dois embaixadores mostraram-se impressionados com a qualidade do português de alguns alunos presentes.

“Acho que são boas iniciativas. Congrega a animação e o espírito e também serve de motivação para os alunos. É impressionante o nível de português dos alunos”, comentou o embaixador português.

A embaixadora cabo-verdiana expressou também o seu apreço: “Penso que a iniciativa é muito boa, mostra um lado muito divertido da língua e dá aos alunos uma oportunidade de vir mostrar o que aprenderam ao longo do ano letivo. O nível de português deles é muito bom, sobretudo quando ouvimos dizer que têm um ou dois anos de aprendizagem de língua. É impressionante”.

André Santos, professor do Instituto de Línguas Estrangeiras Huaqiao de Jilin, é um dos criadores da “Tuna” — agrupamento musical constituído por alunos do ensino superior — participante já em algumas edições do festival.

Sendo a Tuna uma tradição académica ocidental, André explicou que o grupo musical “dá oportunidade aos estudantes de conviver connosco, portugueses, e é uma forma de os tirar do mundo virtual deles, onde eles passam demasiado tempo. Nas aulas eles aprendem connosco, mas fora [das aulas] também é importante comunicarem connosco, conhecerem as nossas canções, os nossos costumes e tradições universitárias”.

No final do festival, a canção “Sobe, sobe balão sobe” interpretada por alunos da Universidade de Comunicação da China recebeu o prémio de popularidade. Eduarda (Xu Yukun) e Figo (Deng Chenchao), também da mesma universidade, receberam o prémio pela interpretação da canção brasileira “Águas de Março”.

Ao Diário do Povo Online Eduarda revelou que a escolha do português “nem sempre é porque escolhemos. É o que fazemos com essa escolha. Na altura a escolha não foi tão importante assim, mas agarrei essa oportunidade e agora quero sempre aprimorar a língua”.

“Costumo dizer isto quando me perguntam porque decidi estudar português: foi o português que me foi buscar”, disse Figo.

Ambos acreditam que ouvir música em língua portuguesa é uma forma de aprender a língua e conhecer mais sobre a cultura dos países lusófonos.

O evento contou ainda com outras atuações especiais, um jogo para os convidados e degustação de especialidades, promovendo o intercâmbio cultural entre os presentes. In “Diário do Povo online” - China