Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Covid-19 - Investigador da Universidade de Coimbra defende que refundar a participação cívica é um imperativo para a reconstrução do “novo normal”

Com vários países do mundo a efetuarem uma gradual saída do designado lockdown (bloqueio total) adotado para conter a pandemia da Covid-19, Giovanni Allegretti, investigador do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra (UC) e coordenador do PEOPLES' - Observatório da Participação, da Inovação e dos Poderes Locais -, afirma que é importante «relembrar a classe política que a participação de cidadãs e cidadãos na reconstrução da sociedade no período pós-emergência é fundamental».

Numa reflexão sobre o papel dos cidadãos após a pandemia, Giovanni Allegretti sublinha que «é claro que a participação vai ter que ser repensada. As pessoas têm medo de se reencontrar em grandes grupos, e provavelmente estão saturadas de tecnologia nas suas vidas, mas querem, sobretudo, ser ouvidas sobre grandes questões, como a reconstrução do estado social (sobretudo educação e saúde) e a luta contra as novas desigualdades e exclusões».



O investigador do CES defende que Portugal não pode ficar fora deste debate. Vários países já estão a trabalhar nesse sentido. Por exemplo, «em França, um painel de 150 cidadãos selecionados aleatoriamente para integrar a “Convenção Cidadã para o Clima” apresentou o relatório “Contribuição para o plano de saída da crise”, enquanto uma centena de autarcas, governadores, intelectuais e líderes sociais enviavam ao Presidente Macron a petição “#NousLesPremiers: um cenário democrático para o mundo do depois”, que propõe um plano em três etapas, que prevê o envolvimento direto dos habitantes na reconstrução da sociedade e da economia».

Também em Espanha começou a debater-se a «forma de acompanhar a (polémica) proposta de um novo “Pacto da Moncloa”, prevendo a criação de painéis de cidadãos sorteados para que possam partilhar as suas visões sobre o planeamento da era “pós-Covid”», refere.

Em Itália, um dos países do mundo mais afetados pela Covid-19, «cidades como Milão, Bari ou Nápoles têm vindo a abrir aos cidadãos os seus Planos de Resiliência, a organizar hubs para otimizar as atividades espontâneas de solidariedade, e a coordenar as mais de 40 mil iniciativas de crowdfunding que foram sendo financiadas durante o período de emergência», exemplifica o especialista.

Para um país como Portugal, «que entrou com força no mapa mundial da participação pública, à qual os meios de comunicação nacionais têm dedicado tanto espaço, é impossível ficar alheado deste debate», afirma.

«Somos dos poucos países que tem tido centenas de orçamentos participativos locais e até três experiências promovidas pelo governo nacional, e a RAP (Rede das Autarquias Participativas) é única no panorama europeu. Por dois meses, os nossos processos participativos formalizados ficaram em modalidade “stand-by”, bloqueados pelo distanciamento social e as urgências sanitárias. Mas agora é tempo de repartir, partilhar a reconstrução, canalizar as novas formas de ativismo solidário e lúdico que nasceram na emergência, e de transformá-los em ativismo estratégico», fundamenta o coordenador do Observatório da Participação, da Inovação e dos Poderes Locais.

Assim, prossegue Giovanni Allegretti, para que «o “novo mundo” seja mesmo novo, o Estado não pode atuar sozinho. As instituições são inerciais e as elites políticas não têm suficiente criatividade para se colocarem no lugar das tantas pessoas diferentes que compõem a nossa sociedade. Para não repetir os erros do passado, não precisamos de assistencialismo nem de paternalismo, mas que seja reconhecido aos cidadãos o direito de participar, sobretudo após estes meses de tragédia, com o nosso comportamento responsável e pró-ativo».

Ao Estado, segundo o investigador, cabe essencialmente estabelecer um processo de reconstrução tripartido (instituições, empresas, comunidades), «abrindo espaços substantivos para cidadãs e cidadãos, e coordenando os níveis de governos num percurso participativo multinível, que possa imediatamente aproveitar (em cada nível administrativo) das tantas ideias e práticas de cogestão dos bens comuns que foram emergindo e – por certo – irão emergir ao longo do percurso». Universidade de Coimbra – Portugal

O artigo na íntegra de Giovanni Allegretti:

Refundar a participação cívica: um imperativo para a reconstrução do “novo normal” - Giovanni Allegretti (Centro de Estudos Sociais – Universidade de Coimbra)

Muitos países procederam na semana passada a uma gradual abertura do lockdown. Torna-se, por isso, importante relembrar a classe política que a participação de cidadãs e cidadãos na reconstrução da sociedade no período pós-emergência é fundamental. Em França, um painel de 150 cidadãos selecionados aleatoriamente para integrar a “Convenção Cidadã para o Clima” (www.conventioncitoyennepourleclimat.fr) apresentou o Relatório “Contribuição para o plano de saída da crise”, enquanto uma centena de autarcas, governadores, intelectuais e líderes sociais enviavam ao Presidente Macron a petição “#NousLesPremiers: um cenário democrático para o mundo do depois”, que propõe um plano em 3 etapas, que prevê o envolvimento direto dos habitantes na reconstrução da sociedade e da economia. Em Espanha, começou a debater-se a forma de acompanhar a (polémica) proposta de um novo “Pacto da Moncloa”, prevendo a criação de painéis de cidadãos sorteados para que possam partilhar as suas visões sobre o planeamento da era “pós-Covid”.

Em Itália, vozes de elevada autoridade moral têm-se feito ouvir contra as comissões e as task-forces nomeadas pelo Governo para planear a reconstrução pós-pandemia. Essas deixaram de fora especialistas de participação cidadã e quase não contemplam a presença de mulheres-peritos, tal como realçou a apresentadora de TV, Ambra Angiolini, durante um concerto do 1 de Maio, transparecendo para a sociedade uma mensagem política distorcida sobre as forças que são necessárias reunir para que o “mundo novo” não aprofunde desigualdades e exclusões.

Como escreveu o ex-presidente da Corte Constitucional italiana, Zagrebelski, fundador da “Bienal da Democracia” de Turim, o governo parece não entender que “hábitos, atividades e necessidades materiais e espirituais das pessoas não são matéria inerte, moldável como cera nos mínimos detalhes” e depois do período de obediência é necessário construir a fase da responsabilidade”. Esta não pode prescindir de uma participação ativa dos cidadãos porque "chamar à obediência e solicitar à ética responsabilidade são coisas profundamente diferentes” e os meios para promover cada uma delas também são totalmente diversos. Este debate reforçou-se com a apresentação do “Relatório 2019 da administração partilhada dos bens comuns”, redigido pelo Laboratório da Subsidiariedade (www.labsus.org) que coordena 218 cidades italianas que apostaram na construção de pactos de gestão de espaços, edifícios e atividades públicas, co-construindo regulamentos municipais para agilizar a cooperação entre comunidades e autarquias. Vale a pena reforçar que cerca de 20 por cento destes pactos são realizados com grupos informais de cidadãos (não legalmente constituídos), e 1/5 dos participantes são indivíduos não filiados nas formas de associativismo clássico. Uma parte significativa destes ‘movimentos’ não interromperam a sua atividade durante o período de emergência, optando por direcionar a sua ação para apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade. Para realçar o contributo à resiliência das cidades italianas, oferecido por estas experiências participativas, a Associação Nacional de Municípios (ANCI) tem vindo a organizar webinars para divulgar as boas práticas e imaginar como “refundar a participação” cívica com a retomada gradual das atividades sociais. Cidades como Milão, Bari ou Nápoles têm vindo a abrir aos cidadãos os seus Planos de Resiliência, a organizar hubs para otimizar as atividades espontâneas de solidariedade, e a coordenar as mais de 40 mil iniciativas de crowdfunding que foram sendo financiadas durante o período de emergência. Muitas câmaras têm distribuído longos inquéritos visando entender como os cidadãos têm vivido a sociabilidade limitada, os espaços da casa, as exigências de apoio familiar à telescola e as dinâmicas de smart working. Em apenas uma semana, Reggio Emilia recolheu 4800 respostas a um extenso questionário para repensar a participação cívica, e 34 por cento dos que responderam declararam que estão prontos a envolver-se, embora nunca se tenham implicado nos processos participativos antes da crise.

É claro que a participação vai ter que ser repensada. As pessoas têm medo de se reencontrar em grandes grupos, e provavelmente estão saturadas de tecnologia nas suas vidas, mas querem, sobretudo, ser ouvidas sobre grandes questões, como a reconstrução do estado social (sobretudo educação e saúde) e a luta contra as novas desigualdades e as exclusões.

É preciso também repensar os padrões das habitações, reprogramá-las para novas formas de convívio e multifuncionalidades, como ensina uma rede de arquitetos da Galiza que está a apoiar os habitantes na transformação dos seus espaços de vida. Nova Orleães – depois do furação Katrina – tem ensinado ao mundo quanto a participação na reconstrução é indispensável para repensar o tecido urbano e a sua economia. Durante a crise da Covid-19, autarquias como as de Prato (com o seu diálogo precoce com a enorme comunidade chinesa) ou Seattle (decidindo com os cidadãos os sítios a ser usados para as quarentenas) têm dado prova de que apostar nos habitantes pode trazer soluções geniais até na emergência.

Pode Portugal ficar fora deste debate? É impossível, para um país que entrou com força no mapa mundial da participação pública, à qual os meios de comunicação nacionais tem dedicado tanto espaço. Somos dos poucos países que tem tido centenas de orçamentos participativos locais e até três experiências promovidas pelo governo nacional, e a RAP (Rede das Autarquias Participativas) é única no panorama europeu. Por dois meses, os nossos processos participativos formalizados ficaram em modalidade “stand-by”, bloqueados pelo distanciamento social e as urgências sanitárias. Mas, gora é tempo de repartir, partilhar a reconstrução, canalizar as novas formas de ativismo solidário e lúdico que nasceram na emergência, e de transformá-los em ativismo estratégico. Para repensar a nova economia, a harmonia com a natureza, as maneiras de fazer cultura e de se encontrar em formas que garantam segurança e criem nova sociabilidade. Para que o “novo mundo” seja mesmo novo, o Estado não pode atuar sozinho. As instituições são inerciais e as elites políticas não têm suficiente criatividade para se colocarem no lugar das tantas pessoas diferentes que compõem a nossa sociedade. Para não repetir os erros do passado, não precisamos de assistencialismo nem de paternalismo, mas que seja reconhecido aos cidadãos o direito de participar, que foi conquistado, durante estes meses de tragédia coletiva, com comportamentos responsáveis e pró-ativos. Ao Estado cabe sobretudo montar um processo de reconstrução tripartido (instituições, empresas, comunidades), abrindo espaços substantivos para cidadãs e cidadãos, e coordenando os níveis de governos num percurso participativo multinível, que possa imediatamente aproveitar (em cada nível administrativo) tantas ideias e práticas de cogestão dos bens comuns que foram emergindo nestes meses e – por certo – irão emergir ao longo do percurso.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Internacional - Estudo avalia o impacto da COVID-19 na exaustão parental

Um consórcio internacional, que reúne cientistas de 40 países, incluindo Portugal, está a estudar o impacto da COVID-19 na satisfação e exaustão parental no mundo. O objetivo desta investigação transcultural é aumentar a compreensão dos fatores que dificultam ou ajudam os pais e mães a lidar com o stresse resultante da necessidade de conciliarem múltiplas tarefas em situação de confinamento.

As implicações da pandemia que enfrentamos, «especificamente o confinamento a casa, o isolamento social, o encerramento das creches, jardins-de-infância e escolas, o teletrabalho, o lay off e os despedimentos, vieram colocar novos desafios ao exercício da parentalidade e da coparentalidade», afirma Maria Filomena Gaspar, investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) e professora da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), que coordena o estudo em Portugal, em conjunto com Anne Maria Fontaine, professora emérita da Universidade do Porto (UP).

Estes desafios, acrescenta a especialista em Psicologia da Educação da UC, «resultam das múltiplas tarefas que têm de conciliar (funções parentais habituais, apoio ao ensino escolar em casa, trabalho em casa, aumento das horas despendidas em tarefas domésticas) numa situação de confinamento que é nova e, para muitos pais, acompanhada de grandes desafios financeiros e da antecipação de dificuldades no futuro».

A equipa solicita a participação de pais e mães neste estudo através do preenchimento de um questionário, disponível aqui. É feito um apelo especial aos pais para responderem, «pois habitualmente são as mães que mais participam neste tipo de investigação, o que gera uma lacuna na compreensão da satisfação e exaustão parental dos homens». A única condição é ter pelo menos 1 filho(a) a viver em casa, qualquer que seja a idade.

Maria Filomena Gaspar explica que «há fatores que podem ajudar os pais e mães a lidar com o stresse resultante da necessidade de conciliarem múltiplas tarefas em situação de confinamento, enquanto outros podem dificultar. No primeiro grupo inclui-se a existência de um/a companheiro/a que partilha as tarefas e de momentos em que os pais/mães se autocuidam, por exemplo, enquanto no segundo grupo podemos considerar a existência de uma criança com problemas de comportamento ou hiperatividade ou uma mãe/pai muito autoexigente consigo mesmos».

Este é o segundo grande estudo conduzido pelo consórcio internacional que investiga o burnout parental (IIBP: Internacional Investigation of Parental Burnout) e que é liderado por Isabelle Roskam e Moïra Mikolajczak, da Universidade de Louvain, na Bélgica.

O objetivo deste grupo de cientistas é estudar a validade conceptual, prevalência e variação intercultural do burnout parental em todo o mundo (cf. https://www.burnoutparental.com/international-consortium). Universidade de Coimbra - Portugal

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Guiné-Bissau - Documentário Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro estreia no 46.º aniversário da independência nacional do país



A estreia do documentário Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro, está agendada para 24 de setembro, às 21h00 (hora de Lisboa, GMT+1), na RTP África. Realizado por Diana Andringa, produzido pela Garden Films e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, no âmbito do projeto CROME - Memórias Cruzadas, Políticas do Silêncio. As Guerras Coloniais e de Libertação em Tempos Pós-coloniais, este filme é testemunha das esperanças e dos bloqueios que foram construindo a Guiné-Bissau ao longo de mais de quatro décadas.

Filmado integralmente na Guiné-Bissau, em setembro de 2018, quando se celebravam os 45 anos da independência, o documentário regista os testemunhos de um conjunto de académicos de várias nacionalidades, membros da sociedade civil guineense, artistas e combatentes da luta de libertação nacional que refletem e debatem as memórias e os legados desse passado.

Guiné-Bissau: Da Memória ao Futuro percorre uma ampla viagem reflexiva sobre a imaginação e a construção da Guiné independente, mostrando-nos, também, como a memória pode servir de instrumento à geração do presente para a construção do futuro.

Fusos Horários da exibição na RTP África: Lisboa: 21h / Bissau: 20h / Praia: 19h / Luanda: 21h / S. Tomé: 20h / Maputo: 22h

Sinopse:

A 24 de setembro de 1973, poucos meses depois do assassinato do seu líder histórico, Amílcar Cabral, o PAIGC-Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde declarava unilateralmente a independência da Guiné-Bissau. Era o corolário de uma longa luta contra o colonialismo e mais um passo dado no caminho que haveria de levar ao 25 de Abril em Portugal. O país tornou-se politicamente independente e passou por variadas vicissitudes ao longo de praticamente cinco décadas. Em 2018, um conjunto de académicos, membros da sociedade civil e combatentes guineenses encontraram-se com académicos portugueses e de outras nacionalidades no âmbito de um colóquio coorganizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC), através do projeto CROME, pelo Centro de Estudos Sociais Amílcar Cabral (CESAC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP). Realizado por Diana Andringa, este documentário toma esse encontro como um pretexto para uma mais ampla viagem reflexiva sobre as esperanças e os bloqueios que foram construindo a Guiné independente. E mostra-nos também como a memória pode ser um inesperado instrumento para imaginar outro futuro. Trecho do filme aqui. Universidade de Coimbra “Centro de Estudos Sociais” – Portugal


Ficha Técnica: Documentário / 60 minutos / Portugal – 2019; Realização: Diana Andringa; Guião: Diana Andringa e Miguel Cardina; Produção: Garden Films e CES-UC

sábado, 10 de setembro de 2016

Portugal - Direito, Justiça e Transformação Social: Desafios das Políticas Públicas em Timor-Leste



A construção de um sistema de justiça de qualidade, célere, eficaz e próximo dos cidadãos constitui um desafio crucial no âmbito da definição de políticas públicas nos Estados democráticos. É hoje amplamente reconhecida a insuficiência dos modelos importados que desconsideram os contextos em que atuam, ignorando condições particulares, problemas específicos, culturas e práticas de mediação e de resolução de conflitos. No seu conjunto, estas realidades configuram culturas jurídicas próprias que importa reconhecer. Ao mesmo tempo atribui-se, cada vez mais, valor às pesquisas direcionadas para a definição de políticas de justiça adequadas aos contextos a que se dirigem.

Neste seminário pretende-se refletir sobre os desafios que se colocam à reforma legislativa e do setor da justiça em curso em Timor-Leste, bem como sobre o processo de construção de políticas públicas da justiça e a importância da pesquisa em sociedades de intensa pluralidade jurídica. O objetivo é refletir sobre como a pesquisa, com recurso a metodologias adequadas, pode produzir diagnósticos fundamentados que ajudem a refletir sobre o setor e no desenho de recomendações para reformas integradas, que articulem o judiciário com sinergias locais, promovendo o fortalecimento global da justiça e a democratização do acesso.

Organização do Observatório Permanente da Justiça do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES) e Comissão para a Reforma Legislativa e do Setor da Justiça de Timor-Leste (CRLSJ). Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra



Informações em
Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
Observatório Permanente da Justiça Portuguesa
Largo D. Dinis - Colégio de S. Jerónimo
3001-401 Coimbra   Portugal
Tel. +351 239 855 570   Fax +351 239 855 589
Email: unifoj@ces.uc.pt

sábado, 21 de maio de 2016

Portugal – III Fórum da Cidadania















Depois da sua segunda edição em 2015, o Fórum da Cidadania está de volta no dia 28 de Maio de 2016 nas instalações do ISCTE-IUL (Edifício Sedas Nunes).

Esta iniciativa, promovida pelo Pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (CML), em colaboração com o CES – Centro de Estudos Sociais/ Observatório Sobre Crises e Alternativas – visa recolher contributos dos/as lisboetas para a atuação do município no domínio dos Direitos Sociais e pretende ser uma oportunidade para a participação cidadã no governo da cidade.

Nesta edição, o Fórum estará organizado em torno dos temas: Desigualdades, Direitos, Cidadania e Política.

A participação é aberta a cidadãos/ãs e a organizações, podendo ser apresentadas comunicações e contributos para a Declaração “Lisboa, Cidade com Direitos”, que pretende estabelecer princípios e definir linhas de política e de intervenção cidadã, e cuja discussão e aprovação marcará o encerramento do Fórum. Está também previsto um Fórum das Crianças e uma Mostra de Organizações.

Informações detalhadas em anexo. Centro de Estudos Sociais - Portugal


Inscrições - até 20 de maio (com garantia de disponibilidade de almoço) ou após 20 de maio (sem garantia de disponibilidade de almoço).

Proposta de comunicações – até 23 de maio, às 16h

Contributos para a Declaração “Lisboa, Cidade com Direitos” – até 23 de maio, às 16h.

CES Lisboa
Picoas Plaza
R. Viriato 13E, Lj 117/118
1050-227 Lisboa
T. +351 216012848
ceslx@ces.uc.pt

quarta-feira, 20 de maio de 2015

UCCLA – Grande Homenagem aos Associados da Casa dos Estudantes do Império



A UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) tem vindo a homenagear a Casa dos Estudantes do Império (CEI), desde 28 de outubro de 2014. Esta homenagem corresponde, sem dúvida, a um desígnio comum dos povos de língua oficial portuguesa e não é possível conceberse o futuro sem a preservação da memória que a todos respeita.

Atendendo a que este ano se assinala os 50 anos do encerramento da CEI, em Lisboa, os 30 anos de existência da UCCLA, e a passagem dos 40 anos do reconhecimento das independências dos países africanos de língua oficial portuguesa, diversas serão as iniciativas programadas para os próximos dias.

Programa:
























Dia 21 de maio, 18h00 Inauguração da exposição “Casa dos Estudantes do Império. Farol de Liberdade”, nos Paços do Concelho (Praça do Município).

Tratase de uma mostra documental, com fotografias, publicações periódicas, livros, documentos oficiais, etc, cedidos ou disponibilizados pelos associados e por algumas instituições que aderiram à exposição. A exposição estará patente ao público até ao dia 25 de junho, das 10 às 13 e das 14 às 17 horas, todos os dias;

Dias 22, 23 e 25 de maio Colóquio Internacional “Casa dos Estudantes do Império: histórias, memórias, legados”, na Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, n.º 45A), em Lisboa.

O evento é organizado pela UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa), CES (Centro de Estudos Sociais Laboratório Associado da Universidade de Coimbra), Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICSULisboa) e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia), Camões Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa e CML (Câmara Municipal de Lisboa).

O Colóquio é multidisciplinar e irá congregar especialistas das Ciências Sociais e Humanas, oriundos de instituições académicas de diversos países, interessados em debater de forma crítica e plural as histórias, as memórias, as interações e os legados da Casados Estudantes do Império (CEI). O desafio que se propõe é contextualizar a Casa em várias escalas de análise e compreendêla, enquanto realidade dinâmica e heterogénea, num quadro comparativo internacional;

Dia 24 de maio, às 9h30 Percurso “Lugares e Memórias CEI”, com saída do Hotel Altis (Rua Castilho, n.º 13ª), em Lisboa e paragem na Cadeia do Aljube/Museu da Resistência e Liberdade (Rua Augusto Rosa, n.º 40) e Casa dos Estudantes do Império (Av. Duque D’ Ávila, n.º 23).

Este percurso contará com a presença dos antigos associados que exerceram funções de Presidente da República ou PrimeiroMinistro: Fernando França Van Dúnem (Angola), Jorge Sampaio (Portugal), Mário Machungo (Moçambique), Miguel Trovoada (São Tomé e Príncipe), Pascoal Mocumbi (Moçambique) e Pedro Pires (Cabo Verde);

Dia 25 de maio, às 12h00 Conferência de imprensa sobre a importância que a CEI teve para os antigos associados que exerceram funções de Presidente da República ou PrimeiroMinistro, com os próprios, na Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, n.º 45A), em Lisboa;




































Dia 25 de maio, às 16h30 Sessão Solene de Encerramento da Homenagem à Casa dos Estudantes do Império, na Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, n.º 45A), em Lisboa.

A CEI foi criada em 1944 e extinta em 1965, pela PIDE, há portanto cinquenta anos. Recordase que nela tiveram papel relevante personalidades incontornáveis da cultura e da política, como Agostinho Neto, Alda do Espírito Santo, Alda Lara, Amílcar Cabral, Francisco José Tenreiro, Gentil Viana, Jorge Querido, Luandino Vieira, Lúcio Lara, Manuel Rui Monteiro, Onésimo Silveira, Óscar Monteiro, Pepetela, Ruy Mingas, Vasco Cabral, Viriato da Cruz, e centenas de outros.

Não falte a este evento de grande importância histórica. A entrada é livre, mas gostaríamos de contar com a sua inscrição. UCCLA


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Colóquio Internacional “Casa dos Estudantes do Império: histórias, memórias, legados”



A Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, n.º 45A) será palco de um grande Colóquio Internacional sobre a Casa dos Estudantes do Império - “Casa dos Estudantes do Império: histórias, memórias, legados” -, nos dias 22, 23 e 25 de maio.

O evento é organizado pela UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa), CES (Centro de Estudos Sociais - Laboratório Associado da Universidade de Coimbra), Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia), Camões - Instituto da Cooperação e da Língua Portuguesa e CML (Câmara Municipal de Lisboa).

O Colóquio é multidisciplinar e irá congregar especialistas das Ciências Sociais e Humanas, oriundos de instituições académicas de diversos países, interessados em debater de forma crítica e plural as histórias, as memórias, as interações e os legados da Casados Estudantes do Império (CEI). O desafio que se propõe é contextualizar a Casa em várias escalas de análise e compreendê-la, enquanto realidade dinâmica e heterogénea, num quadro comparativo internacional.

A UCCLA tem vindo a organizar diversas iniciativas de reconhecimento e de homenagem à CEI. Iniciadas na Universidade de Coimbra, em 28 de outubro de 2014 e seguidas de um debate sobre a “Casa dos Estudantes do Império e o Movimento Associativo Estudantil”, na Assembleia da República, a 24 de fevereiro de 2015.

No dia 21 de maio, às 18 horas, terá lugar a inauguração da exposição “Casa dos Estudantes do Império. Farol de Liberdade”, nos Paços do Concelho. Trata-se de uma mostra documental, com fotografias, publicações periódicas, livros, documentos oficiais, etc, cedidos ou disponibilizados pelos associados e por algumas instituições que se associaram à exposição.

A exposição estará patente até ao dia 25 de maio e estará aberta das 10 às 13 e das 14 às 17 horas, todos os dias.

A homenagem à CEI terá o seu encerramento no dia 25 de maio, pelas 16h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, e contará com a presença de ex-responsáveis que ocuparam lugares no Governo ao mais alto nível nos países africanos lusófonos.

Foram associados da Casa dos Estudantes do Império, ou tiveram participação nela, personalidades incontornáveis da cultura e da política como Agostinho Neto, Alda do Espírito Santo, Alda Lara, Amílcar Cabral, Francisco José Tenreiro, Gentil Viana, Jorge Querido, Lúcio Lara, Manuel Rui Monteiro, Onésimo Silveira, Pepetela, Ruy Mingas, Vasco Cabral, Viriato da Cruz e tantos outros.

Esta homenagem da UCCLA corresponde, sem dúvida, a um desígnio comum dos povos de língua oficial portuguesa e não é possível conceber-se o futuro sem a preservação da memória que a todos respeita.

Não falte a este evento de grande importância histórica. A entrada é livre, mas gostaríamos de contar com a sua inscrição. UCCLA




quarta-feira, 8 de abril de 2015

CES – Prémio para jovens cientistas sociais de língua portuguesa

Prémio CES

9ª edição do Prémio CES para Jovens Cientistas Sociais de Língua Portuguesa
Candidaturas até 15 de maio de 2015

O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra – Laboratório Associado, criou em 1999 um prémio de atribuição bienal destinado a jovens investigadores (até 35 anos) de qualquer um dos Países de Língua Portuguesa. O Prémio CES visa galardoar trabalhos de elevada qualidade no domínio das ciências sociais e das humanidades. Um dos objetivos principais é o de promover o reconhecimento de estudos que contribuam, pelo seu excecional mérito, para o desenvolvimento das comunidades científicas de língua portuguesa.

O Júri da 9ª edição do Prémio CES para Jovens Cientistas Sociais de Língua Portuguesa é constituído pelo Diretor do CES, Boaventura de Sousa Santos, e pelos/as Professores/as Cristiana Bastos (Instituto de Ciências Sociais), José Castiano (Universidade Pedagógica de Moçambique), José Neves (Universidade Nova de Lisboa) e Raquel Maria Rigotto (Universidade Federal do Ceará).

As candidaturas deverão dar entrada no Centro de Estudos Sociais até ao próximo dia 15 de maio de 2015.

CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS
Prémio CES 2015
Colégio de S. Jerónimo
Apartado 3087
3000-995 COIMBRA
PORTUGAL

Consultar REGULAMENTO
 
No valor de 5.000,00 Euros, esta 9ª edição do Prémio CES é financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.