Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Madeira - Quatro maiores armadores do mundo têm navios registados no MAR

Registo Internacional de Navios da Madeira já ultrapassou o meio milhar de embarcações

Os quatro maiores armadores do mundo têm navios registados no Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR), anunciou a Alphaliner, uma reconhecida consultora internacional na área do shipping.

A presença da APM-Maersk, da MSC – Mediterranean Shipping Company, da CMA CGM Group e da Cosco Shipping no MAR é encarada com satisfação pela Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), tendo em conta o seu impacto na reputação internacional do Registo de Navios da Madeira que contava, no final de Outubro deste ano, com um total de 562 embarcações registadas, entre navios de comércio, embarcações de recreio e iates comerciais.

“Estes indicadores sublinham o trabalho que tem sido feito no sentido de aumentar a credibilidade do MAR e a sua competitividade internacional, bem como prova de que este registo português é capaz de ombrear com os maiores registos europeus e mundiais”, afirma Roy Garibaldi, Membro da Comissão Executiva da SDM.

De referir que estão registados no MAR a grande maioria dos navios de marinha mercante de pavilhão português. Recentemente a inclusão destas embarcações no índice Qualship 21 da Guarda Costeira dos Estados Unidos da América foi considerada pela Sociedade de Desenvolvimento da Madeira como um avanço muito positivo, já que se trata de um índice que atesta a conformidade dos navios com os requisitos internacionais de qualidade e segurança, cuja certificação é válida para os portos norte-americanos, e que reconhece os pavilhões com navios menos sujeitos a inspecções por parte das autoridades locais de Port Sate Control. Patrícia Gaspar – Portugal in “Jornal Económico”

terça-feira, 18 de julho de 2017

Internacional - Transporte marítimo: cresce a concentração

SÃO PAULO – Quem acompanha o dia a dia do comércio exterior sabe que ocorre a nível mundial uma intensa concentração no mercado de transporte marítimo, deflagrada por uma nova onda de fusões e aquisições de uma empresa por outra, o que se tem dado especialmente entre as grandes armadoras que transportam contêineres.

Segundo dados da empresa de consultoria inglesa Drewry, a fusão entre K-Line, MOL e NYK, que resultou na nova Ocean Network Express (ONE), colocará este grupo em quinto lugar no ranking mundial de empresas transportadoras de contêineres, com capacidade para 1,7 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), à frente da Hapag-Lloyd, que se fundiu com a UASC, com 1,6 milhão de TEUs, e da Evergreen, com 1,3 milhão.

Embora a CMA CGM tenha adquirido a Mercosul Line, subsidiária brasileira da Maersk, esta armadora continua dominando o mercado, com 4,2 milhões de TEUS (ou 18,4% do total), seguida pela MSC, com 3,1 milhões de TEUs ( 13,5%). A CMA CGM, que vem expandindo seus negócios na América do Sul, ocupa a terceira colocação, com 2,4 milhões de TEUS (10,4% do mercado). A compra da Mercosul Line representou a décima segunda aquisição pela armadora desde  1996, quando a CMA comprou a estatal francesa CGM.

É de se lembrar que essas três armadoras, em 2005, detinham 26% do mercado global, mas hoje já controlam 42%. Em quarto lugar, está a chinesa CoscoCS, que se fundiu com a CSCL, com 1,8 milhão de TEUs. Ressalte-se ainda que a Maersk comprou a Mercosul Line há uma década, mas teve de deixá-la como concessão, negociando-a com a CMA CGM, para seguir com seus planos de adquirir a Hamburg Sud, que é líder no Norte da Europa e na América Latina e opera a armadora brasileira Aliança, líder no setor de cabotagem no Brasil e no continente sul-americano. Hamburg Sud e Aliança são responsáveis por 80% do serviço de cabotagem brasileiro, à frente da Log-In Logística.  

Em resumo: as 25 maiores operadoras de carga em contêineres do mundo (incluindo subsidiárias, afiliadas e coligadas) controlam mais de 65% de todos os navios porta-contêineres disponíveis para uso em serviços comerciais. Desde já, o setor alega que esse é um preço a pagar, já que os seus clientes teriam se favorecido durante anos de fretes desvalorizados. Essa seria a razão pela qual as grandes companhias de navegação teriam buscado saída nas fusões e incorporações de concorrentes.

Em função dessa concentração que só cresce, é provável que haja neste segundo semestre de 2017 um melhor desempenho dessas empresas de navegação, mas não é preciso ser especialista para concluir que uma das consequências desse fenômeno é que haverá menores opções para os exportadores/importadores na hora de reservar espaços nos navios. E, com certeza, maiores custos, diante da falta de concorrência mais acirrada. Milton Lourenço - Brasil


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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Internacional – Indústria da navegação enfrenta a pior crise

Navios “zumbi” podem ser o primeiro sinal do colapso econômico global

“Um navio zumbi é aquele que mal consegue saldar as taxas de juros de suas dívidas, mas que não nutre esperança alguma de liquidar o investimento do capital”, diz executivo do Baltic Exchange

A indústria da navegação vem enfrentando a pior crise de que se tem memória, à medida que os anos de rápida expansão impulsionada por crédito barato coincidiu com a retração do mercado chinês.

“Estamos agora em um estágio em que as pessoas nem se lembram direito de outra época na qual as dificuldades foram tão profundas, considerando como vivemos os anos 90, 80, 70 – e daí a expressão ‘de que se tem memória’”, disse o Chefe Executivo de Relações Comerciais do Báltico em Londres, Jeremy Penn, ao jornal britânico The Telegraph.

O Baltic Exchange é responsável por estabelecer fretes marítimos há mais de dois séculos e meio, e os membros do comitê concordam em que a situação atual é de fato grave. “Os armadores chegaram a um ponto em que talvez precisem encarar a dura decisão de simplesmente lançar as âncoras ao mar e esperar a tempestade passar” acrescentou Penn.


O artigo do The Telegraph, assinado por John Ficenec, relata que os temores acerca da economia global culminaram há pouco com a queda do Índice do Báltico para Cargas Secas em mais de 20% no último ano, atingindo 369 – o mais baixo desde o início do registro oficial, em 1985. O Baltic Dry, extraído do intercâmbio comercial, é um indicador do custo dos embarques de cargas secas a granel, como carvão, minério de ferro, grãos e produtos acabados, como o aço, porém funciona também como um indicador econômico, por sua relação direta com as tendências mercadológicas das grandes fortunas.

O principal problema reportado pelo artigo tem sido a retração da economia chinesa: o maior consumidor de commodities mundiais, que vinha sendo a força motriz da indústria de transportes marítimos nas últimas duas décadas.


Contudo, boa parte da crise foi causada pelo próprio mercado, diz o artigo. A indústria da navegação passou por um período de crescimento massivo, impulsionado pelo crédito barato e a demanda frequente.

A rápida expansão da frota marítima

De 2010 a 2013, a frota mundial dobrou em tamanho. Simultaneamente, a China também chegou a dobrar a sua capacidade de produção nos estaleiros, que receberam encomendas faraônicas para novas embarcações, enquanto o mercado tentava controlar o fluxo de commodities.


“O mercado de carga seca cresceu perto da casa dos 10% por um período de anos a fio” lembrou o diretor executivo da agência marítima londrina Braemar Shipping, James Kidwell, ao The Telegraph. “E de repente, você está em um mercado que simplesmente murchou. Uma mudança extremamente radical: se de repente há mais navios do que cargas, obviamente os fretes vão enfraquecer — simples assim”.

Os impactos para o armador têm sido drásticos. A tarifa média cobrada pelo maior navio Capesize — aqueles que recebem esse nome por serem grandes demais para o Canal do Panamá, e são obrigados a desviar por Cape Horn — caiu para cerca de US$ 2.700 por dia. “Um número altamente contrastante com a média de 15 a 25 mil dólares cobrados durante a febre de 2008”, de acordo com Penn.

Várias das rotas hoje são percorridas com prejuízo, uma vez que o custo administrativo de um Capesize em operação, que chega até 340 metros e equivale a quase quatro campos de futebol alinhados, pode chegar a $7.500 dólares por dia.

Afundando em dívidas

Em um mercado normal, a decisão racional seria simplesmente retirar do mercado os navios que estejam causando prejuízo à frota, porém este é simplesmente um mercado atípico. A frota mundial de navegação está afundada em dívidas. Kidwell conta como os armadores que financiaram suas frotas com 60% de empréstimos e 40% de capital já enxergaram que seu patrimônio perdeu o valor.

Enquanto isso, os bancos que aprovaram os financiamentos não estão dispostos a afrouxar as negociações, uma vez que, para isso, precisariam reconhecer os próprios prejuízos também. A única coisa que estão aceitando é que não conseguirão a amortização total dos serviços da dívida, e serão forçados a esperar para ver se o armador vai conseguir sobreviver até que o mercado se recupere. Em algum momento, poderão vender o navio a preços melhores.

Navios “zumbi” ganham os mares

“O que de fato está prejudicando a navegação é a proliferação de uma frota zumbi, que vem aceitando transportar mercadorias a fretes independentes, simplesmente para se agarrarem ao mercado,” alerta Kidwell, que explica: “Um navio zumbi é aquele que mal consegue saldar as taxas de juros de suas dívidas, mas que não nutre esperança alguma de liquidar o investimento do capital”.

E a situação tende a piorar drasticamente no que diz respeito aos empréstimos adquiridos pela indústria de navegação, de acordo com o The Telegraph. Isso porque o cálculo do pagamento de dívidas referentes aos empréstimos e taxas de juros depende do histórico do valor residual do navio ao final da extensão do empréstimo. Kidwell ilustra, por exemplo, que um navio Capesize de cinco anos de idade foi vendido a US$ 19 milhões nas últimas semanas, 40% abaixo do que seria considerado como uma oferta típica por um navio dessa idade, que seria por volta de US$ 33 milhões, e menos da metade do custo de um navio novo (US$48 milhões). O valor de base dos navios também caiu drasticamente assim que a China injetou novas remessas de aço no mercado mundial.

O colapso do preço de navios de segunda mão promete deixar marcas profundas nas planilhas financeiras de qualquer banco ou investidor que mantém empréstimos desse tipo. O Reino Unido, por exemplo, pode não estar entre os principais armadores mundiais, mas há bancos britânicos, como o RBS que detêm agora os direitos sobre empréstimos da ordem de £ 8,3 bilhões (US$ 9,5 bilhões), assim como o Lloyds Bank, que também fornece crédito para a indústria da navegação. Londres permanece a capital mundial do agenciamento de navios, por meio de companhias como a Clarkson, que configura no diretório das maiores empresas da bolsa londrina (FTSE 250), e outras menores, como a Braemar Shipping.

Assim como Londres também configura como referência mundial em seguros marítimos, com a Lloyd’s londrina, que chegou a assegurar prêmios da ordem de £2,1 bilhões em 2014 (US$ 2,4 bilhões).

Para os agentes de cargas, no entanto, o mercado não traz apenas más notícias, releva o artigo da publicação britânica. A superdemanda do petróleo mundial acarretou em um dos mais movimentados mercados de navios-tanque neste ano. Com a possibilidade da entrada do Irã na batalha pelo mercado, acrescentando mais 41 petroleiros ao comércio do combustível, é possível que as agências recuperem o caminho das comissões lucrativas depois da suspensão, divulgada neste mês, do embargo americano ao petróleo daquela região, que já durava 40 anos.

As perspectivas, no entanto, permanecem ainda obscuras aos armadores.


O fato é que vai chegar um momento em que os armadores terão que tirar do mercado os seus navios. “Será um processo lento”, Penn adverte. “Antigamente, era possível tirar os navios de atividade com facilidade, reduzindo assim os custos de drasticamente, porém hoje, com toda a tecnologia e os aparatos eletrônicos dos navios, isso é muito mais difícil”, observa Penn. Em sua visão, os navios de hoje me dia já não podem ser estacionados como se fazia nas recessões do passado.

“Presumidamente, os armadores e outros players do setor ainda devem nutrir esperanças de que o mercado se recupere antes que eles entrem em total desespero”, disse Penn. E, no entanto, ele conclui: “Porém, o que temos para o momento neste mercado é uma depressão generalizada”. In “Guia Marítimo” - Brasil

domingo, 11 de janeiro de 2015

Internacional – Os três maiores armadores correspondem a 37% do mercado mundial

Segundo dados da Alphaliner anotados a 09 de Janeiro de 2015, os três principais armadores a nível mundial são a Maersk, a MSC e a CMA CGM que segundo cálculos do blogue Baía da Lusofonia correspondem a cerca de 37% do mercado mundial de carga contentorizada.

A Maersk tem um total de 2,9 milhões de TEUs e 606 navios, sendo 251 navios pertencentes à companhia e 355 fretados. A MSC tem 2,6 milhões de TEUs e 498 navios, 188 próprios e 310 fretados. A CMA CGM tem 1,7 milhões de TEUs, uma frota de 450 navios, 84 próprios e 366 fretados.

Apresentamos o quadro Alphaliner com os 25 principais operadores, com o total de navios ao serviço e capacidade de transporte em TEUs, o que é propriedade de cada operador, o que é fretado e a carteira de encomendas dos armadores, a 09 de Janeiro de 2015. Baía da Lusofonia