Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Portugal – O 1º de Dezembro e a internet

Numa mesa de um café estavam ontem, 30 de Novembro de 2016, quatro operários em amena conversa sobre a razão de hoje ser feriado.

Cada um destacava o acontecimento que considerava ser o motivo de haver um feriado nacional e o chorrilho de dislates chegavam às mesas circundantes.

Num dado momento, em virtude de não haver consenso, um deles tirou do casaco um aparelho e afirmou “vou ver aqui na internet!”

Ficaram todos em suspenso a aguardar a informação que estava a originar tão intenso diálogo e passados uns momentos lá veio a notícia que nenhum deles sabia: “É o dia da restauração da independência!”

Logo um deles afirmou: “eu bem dizia” e aqui veio-me à memória, aqueles comentadores e políticos que nos entram em casa sem a nossa autorização, que sabendo de tudo, nada sabem.

Felizmente que a tecnologia e principalmente o instrumento internet, por enquanto, permitem que as pessoas acedam facilmente à informação, permitindo uma selecção que nos pode melhor aproximar da verdade, o que não acontece com os principais meios de comunicação, nomeadamente a televisão. Baía da Lusofonia

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Portugal – 1º de Dezembro

Um ato de coragem insuperável contra a maior potência do Mundo de então. A única revolução sem apoio de qualquer exército contra o mais potente exército da altura.

Esta semana passará mais um ano sob um dos maiores momentos da História portuguesa: O golpe que restaurou a independência nacional depois de mais de meio século de submissão ao poder da Espanha imperial dos Habsburgos.

Embora fosse o mais antigo feriado nacional, criado na segunda metade do séc. XIX, um dos poucos feriados monárquicos que sobreviveu à 1ª República, que atravessou a Ditadura e boa parte do regime democrático, não resistiu aos golpes de títeres que confundiram finanças de contabilista com marcadores fundamentais da nossa memória histórica.

É certo que a Esquerda nunca gostou deste feriado. Desprezou-o em nome dos seus preconceitos ideológicos, do atavismo ridículo, permitindo que fosse apropriado por um nacionalismo bacoco e ultramontano. Porém, a verdade é que foi a Direita mais radical que alguma vez governou em democracia que haveria de o assassinar.

Nem a Esquerda, seja lá isto o que for, nem a Direita, seja mais bronca ou mais culta, perceberam que 1640 abriu as portas para a expansão do maior ativo que Portugal entregou à Humanidade – a sua própria Língua. Esta Pátria imensa, como lhe chamava Fernando Pessoa, é falada por duzentos e cinquenta milhões de pessoas. É a Língua mais falada no hemisfério sul, é um dos processos de comunicação mais poderosos entre pessoas, entre comunidades, entre povos.

É um tesouro universal parido em português e que só ganhou a dimensão extraordinária que hoje assume no quadro das Nações graças ao movimento libertador liderado pelos duques de Bragança, executado pelos fidalgos conspiradores e pelo povo de Lisboa. Um ato de coragem insuperável contra a maior potência do Mundo de então. A única revolução sem apoio de qualquer exército contra o mais potente exército da altura.

Se esses punhados de homens e de mulheres tivessem olhado a História com a mesma mediocridade com que é vivida pela ignorância que nos governa, hoje a nossa Língua teria a dimensão do catalão ou do basco, sem possuir a carta de alforria que a torna no maior contributo português para a História Universal. Nenhum ministro das Finanças será capaz de contabilizar o valor deste património na nossa balança de pagamentos. Tem um valor infinito.

Garante o novo governo que vai repor este feriado. É boa ideia. Mas que o faça recuperando o verdadeiro significado que assumiu para a dimensão universalista de Portugal e da sua Língua. Moita Flores – Portugal in “Correio da Manhã”

sábado, 1 de dezembro de 2012

1º de Dezembro

“Estamos a viver mais um 1º de Dezembro, o dia em que se afirmou a vontade de independência nacional e os portugueses disseram “Nós somos livres e o nosso Rei é livre”. Para nós, o 1º de Dezembro aconteceu uma vez e o 1º de Dezembro acontecerá sempre. Mas hoje, vivemos um 1º de Dezembro diferente. Cada vez mais portugueses enfrentam a angústia de não saber como cumprir os seus compromissos financeiros, e mesmo como irão pagar as despesas básicas das suas famílias. A todos eles, quero manifestar a minha solidariedade.

Hoje, atingimos aquele limite em que Portugal tem uma economia em recessão e se esgotou a capacidade do Estado se financiar. Os sucessivos aumentos de impostos já não contribuem significativamente para aumentar a receita do Estado, porque as famílias e as empresas já não conseguem o suficiente para os comportar.

Hoje, tal como em 1640, mas devido à irresponsabilidade de alguns governantes da III República, a nossa política depende da vontade de estrangeiros. A população tem dado provas de grande civismo. Por isso, a todos os que se manifestam de forma cívica em favor de um Portugal mais justo e mais independente, quero manifestar o meu apoio.

Na crise presente, é justo que peçamos contas a quem nos colocou nesta situação de pré-falência e que se tentem recuperar fundos fraudulentamente desviados. Apoio os que pedem a criminalização por actos públicos de gestão danosa.

O princípio do estado de direito democrático é a base da nossa ordem pública. E esse princípio baseia-se na dignidade da pessoa humana e na afirmação de que o cidadão deve estar ao serviço do Estado e o Estado ao serviço da pessoa.

Mas, hoje, existem muitos privilegiados a beneficiar das chamadas “gorduras de Estado”. Muitos fornecimentos, contratações, parcerias público privadas e ajustes directos deveriam ser reavaliados à luz do interesse público, tal como revelado por auditorias do Tribunal de Contas. Por isso, a todos os que exigem que o Estado respeite o direito, eu digo: a Instituição Real está convosco.

No estado democrático, os partidos políticos têm uma missão essencial a desempenhar. Mas seria útil que as pessoas de boa vontade se unam aqueles partidos que melhor defendam os seus ideais, para que melhor possam servir o País.

No entanto o exercício da cidadania não se limita à actividade partidária. São, felizmente, muitas as Associações Cívicas que têm mobilizado as boas vontades com acções eficazes de solidariedade e caridade. São fundamentais para um futuro melhor. Deixemo-las trabalhar, em vez de perder tempo com críticas e insultos que nada ajudam a minorar o sofrimento de quem delas precisa.” Duarte de Bragança – Portugal in “Causa Monárquica”